Mapa do desmatamento da Amazônia
URGENTE – Manobra no Congresso pode aprovar flexibilização do Código Florestal

O projeto prevê, entre outras coisas, o fim de Áreas de Proteção Permanente (APP) e anistia aos desmatadores
A possibilidade de a comissão aprovar esse plano para mudança do Código Florestal deixou ONGs em alerta.
Uma manobra no Congresso Nacional pode aprovar o projeto que flexibiliza o Código Florestal. O projeto prevê, entre outras coisas, o fim de Áreas de Proteção Permanente (APP) e anistia aos desmatadores.
A informação é de que o deputado Marcos Montes (DEM-MG), que assumiu temporariamente a presidência da comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados, com a ida do titular à Copenhague (Dinamarca), deve colocar o projeto na pauta em cima da hora. Aproveitando a última semana de trabalho legislativo do ano e o fato de que os deputados que defendem a causa ambiental estão na Dinamarca, os ruralistas devem comparecer em peso para aprovar o projeto.
A possibilidade de a comissão aprovar esse plano para mudança do Código Florestal deixou ONGs em alerta. O Greenpeace iniciou uma ação para convencer os deputados a não aprovarem a medida.
O projeto
Segundo o Greenpeace, o texto anistia os desmatadores de todos os crimes ambientais ocorridos até 2001. O projeto também reduz a Amazônia Legal, que hoje tem 5,2 milhões de quilômetros quadrados, a 4,1 milhões de km2. Com essa medida, uma área de 150 mil km2 – três vezes o Estado do Rio de Janeiro – seria liberada para desmatamento.
O projeto também prevê a redução da reserva legal na Amazônia, de 80% para 50%, e libera o plantio de espécies exóticas na área a ser reflorestada.
Fonte: Amazonia.org.br/EcoAgência
“O meio ambiente é uma ameaça ao desenvolvimento sustentável…”
Sem mais palavras, veja o vídeo abaixo:
Piada de Última Hora
Nova prévia de acordo em Copenhague deixa metas para o clima de fora!
Duvida? Clique aqui
Mas hein, para quê mesmo que foi montado esse circo ai? Não era para discutir o clima e criar metas? Pois então, quem quer deixar de ganhar dinheiro? Afinal de contas criar metas representam, para os barões do capitalismo, a diminuição do lucro. O modelo econômico impede. Agora, gastar milhões pra fazer um eventozinho ridículo desse? Não merecia nem destaque uma porcaria dessa! Belo papelão, e olha que o governo brasileiro mandou uma comitiva de 700 pessoas. Devem ter comprado horrores, num surto de consumismo exarcebado. Capaz que foi a única coisa de útil que fizeram por lá. E pensar que ainda tem gente que acredita nisso dai, e também em Papai Noel, coelhinho da páscoa, duendes.
Nós também somos parte do meio ambiente, ao menos por enquanto…
A cada dia que passa, tenho a impressão de que tentam colocar em nossa cabeça que já não dependemos tanto da natureza quanto dependíamos há alguns anos atrás. Mas como assim? É simples, grande parte do que chega até nossos lares, de alimentos a equipamentos e até mesmo a água, foram transformados em produtos, algo que foi industrializado, que saiu do nada e se transformou em algo para desfrutarmos.
Não entendemos o processo produtivo de algumas coisas, nos contentamos somente com o final do processo, o resto para nós, não interessa. Mas o que está por trás disso tudo, que não ligamos a mínima, tem levado a natureza a exaustão. Essa zona de conforto, que temos experimentado desde a metade do século passado até os dias atuais, tem maltratado severamente o planeta, esse tal de aquecimento global, é o que menos importa, o que é sujo e muito mais grave, poquíssimos discutem, está escondido.
O modelo econômico atual não está interessado nas pessoas, não tem interesse em alimentá-las bem, vesti-las bem, trata-las bem, esse modelo está interessado exclusivamente em maximizar o lucro, custe o que custar. Por sorte ainda existem entidades que defendem nosso direito, do contrário estaríamos perdidos. Apesar de termos a quem nos reportar quando nos sentimos lesados como consumidores, no caso do meio ambiente a coisa se torna um pouco mais crítica, mas esse, deveríamos nos preocupar tanto quanto nossa vida pessoal, por que nossa casa não se resume somente a uma porção de alguns metros quadrados, nossa casa é o planeta Terra.
Estamos destruíndo nossa casa, num ritmo cada vez mais acelerado, se quisermos salvá-la devemos começar desde agora, do mínimo detalhe, por que as pequenas ações geram grandes resultados. Continuamos dependendo da natureza como nunca, mas estamos cada vez mais fragilizados, mais dependentes desse modelo no qual estamos inseridos, e o pior de tudo, estamos sendo enganados, ou nos deixando enganar, desunidos, estamos invertendo valores, acuando a natureza, tudo isso em nome de um conforto utópico, e de um modelo que só usurpa, a nós e a natureza, não traz felicidade, para ninguém.
E eu achando que tava fazendo o bem…
Óleo de cozinha é 100% biodegradável – já óleo de lubrificação…
GERMANO WOEHL JUNIOR*
Portal do Meio Ambiente – 14/12/2009
Estão sendo anunciadas usinas para gerar energia elétrica a partir da queima de lixo com uma propaganda enganosa, para variar, de que são ecologicamente corretas.
É o mesmo que está acontecendo com esta porcaria de óleo de cozinha. Se o resíduo (totalmente biodegradável) for lançado no esgoto não chega a ter mais do 10 mililitros (ml) por 1.000 litros de água (10 partes/milhão). A própria molécula de água (que é polar) é um bom solvente de óleos vegetais. Por isso nunca ninguém viu um filme de óleo de cozinha na estação de tratamento de esgoto, muito menos nos rios. O impacto de pasta de dente, resíduos de remédios, germes, hormônios dos humanos (eliminados na urina)… é muito maior
Aproveitando a ignorância das pessoas, estão proliferando INDÚSTRIAS QUÍMICAS para processar óleo de cozinha (que é 100% biodegradável) e transformá-lo em algo ALTAMENTE NOCIVO PARA O PLANETA, em combustível, QUE NÃO DEGRADA NUNCA MAIS como tintas, vernizes e biodisel, que vai emporcalhar mais ainda o planeta quando for queimado ou nos inúmeros acidentes.
É uma indústria química suja como qualquer outra. A transformação do óleo de cozinha em biodiesel consome vários insumos (substâncias químicas) e gera resíduos altamente tóxicos que são descartados de qualquer jeito. Se forem depositados adequadamente, inviabiliza economicamente a produção e acaba com o lucrativo negócio dos espertalhões.
Enquanto a sociedade é levada a se preocupar somente com o lixo doméstico, que numa grande metrópole ocupa uma área de apenas 5 hectares durante 50 anos, perdemos POR ANO mais de 100.000 hectares da Mata Atlântica e 2.300.000 hectares da Floresta Amazônica (áreas repletas de formas de vida). Só na região metropolitana de São Paulo foram devastados 437 hectares nos últimos 3 anos. Tudo isso é para produzir o que está dentro das embalagens que descartamos.
Lembrando uma área ocupada pelo lixão é tipicamente do tamanho da área ocupada por uma indústria e gera praticamente o mesmo número de empregos. É um minúsculo pontinho na imensa paisagem arruinada para sustentar nosso consumo. Se tirarmos este pontinho, continuamos com a paisagem arruinada.
E os efluentes das indústrias lançados nos rios. E os resíduos industriais? Só uma fundição de blocos de motores para uma única marca de automóveis em pouco mais de 2 décadas já produziu uma montanha de areia de fundição (altamente tóxica) de 30 metros de altura que já ocupa 20 hectares.
Já o óleo que vaza dos motores dos carros (vá no estacionamento de um shopping de curitiba para ver quanto óleo vaza dos motores dos carros) e outros óleos lubrificantes… Só o óleo que vaza de UM CARRO é um problema ambiental um bilhão de vezes mais graves do que o óleo de cozinha de uma cidade inteira, já que não é biodegradável e contamina o ambiente para sempre.
Nada contra as entidades assistenciais coletarem o óleo de cozinha para arrecadar fundos. Mas não é ético apelar para a questão ambiental enganando as pessoas ao dizer que elas ajudam o meio ambiente se depositarem o óleo usado. Porque, com certeza, não ajudam. Trata-se de um apelo de marketing enganoso. As pessoas ajudariam o meio ambiente se diminuíssem um pouco o consumo de óleo de cozinha. O impacto considerável que o meio ambiente sofre é para produzir o óleo. Basta ver os índices de desmatamento batendo recordes sucessivos para plantar soja.
E justamente nessa questão mais crucial, neste momento em que vivemos, estas campanhas deixam a desejar, porque passam uma falsa ideia de que não há problemas em consumir à vontade o óleo de cozinha. Ou seja, aliviam nossa consciência e podem até estimular as pessoas a consumirem mais óleo de cozinha.
*GERMANO WOEHL JUNIOR, um dos fundadores do Instituto Rã-bugio ( www.ra-bugio.org.br ) em Jaraguá do Sul (SC). É Mestre em física pela USP e doutor em física pela UNICAMP.
Modelo antiquado de drenagem das águas provoca enchentes em São Paulo, diz especialista da USP
As enchentes na cidade de São Paulo, ocorridas nos meses de maior quantidade de chuvas, são resultado de um modelo antiquado de drenagem das águas, de urbanização e de ocupação inadequadas das várzeas dos rios. A opinião é de dois especialistas ouvidos pela Agência Brasil.
Segundo o arquiteto e professor da Universidade de São Paulo (USP), Paulo Pellegrino, a cidade está insistindo na utilização de um modelo de concentração e transferência de águas muito concentrador e acelerador, o que impossibilita a infiltração no solo. “Você cria uma situação de concentrar o fluxo das águas das chuvas e quer conduzir toda essa água por superfícies impermeáveis até um ponto final. Quando chega lá embaixo, é um dilúvio. Esse é o modelo antigo, que você tinha no século passado”, afirmou.
De acordo com Pelllegrino, outras cidades do mundo já estão agindo no sentido de trazer os córregos para o seu leito original e refazer as áreas naturais ou verdes a fim de facilitar o escoamento e a absorção da água pelo solo. “Juntamente com o propósito de você ir reduzindo a quantidade de água que corre rapidamente para o fundo do vale”, analisou.
O arquiteto e urbanista do Instituto Polis, Kazuo Nakano, explica que o problema está centrado no modelo de urbanização e ocupação inadequados das várzeas dos rios. “O Tietê, o Pinheiros e o Tamanduatei eram rios de meandro (com curvas acentuadas). A gente pegou um rio que era todo curvilíneo, canalizou em uma linha reta. Transformou um rio de meandro em um canal, e urbanizou as margens desse rio”, disse.
Com o modelo aplicado, as águas das chuvas passam a escoar pelos rios com maior velocidade, o que não possibilita a absorção pelo solo. “A gente acelerou a velocidade dessas águas. Quando chove, a água escorre muito rápido por esses canais e, como está tudo impermeabilizado, a terra não absorve. E aí inunda”, afirmou.
A solução apontada pelo urbanista é corrigir gradativamente a ocupação das proximidades dos rios e liberar espaço para o solo absorver as águas. “A gente vai ter que ir reformulando o jeito de ocupar as margens desses rios e córregos, lugar por lugar, onde der para implantar um parque linear, onde der para a gente liberar o solo para fazer ele respirar, para fazer ele entrar no círculo das águas das chuvas. Essa vai ser a nossa única solução no longo prazo”.
De acordo com o Centro de Gerenciamento de Emergências de SP (CGE), na terça-feira (8), choveu 75,8 milímetros (mm) em média na cidade, o equivalente a 37,7% da média prevista para dezembro, que é de 201,0mm. Decorridos apenas oito dias do início do mês, São Paulo já registrava um acumulado médio de 143,1mm, que reflete em 71,2% da média para o mês.
Desde a fundação do CGE, em 1999, o maior volume de chuvas foi registrado em 24 de maio de 2005, com 76,2mm. O índice desta terça-feira (8) passa a ser o segundo maior nos últimos 10 anos.
O governador do estado, José Serra, reafirmou nesta quarta-feira (9) que houve falhas no sistema de drenagem da Usina de Traição, que regula a vazão das águas do Rio Pinheiros. “O equipamento não funcionou quando foi acionado. Mas mesmo que tivesse, sem dúvida haveria enchentes por causa do grande volume das chuvas”. (Fonte: Agência Brasil)
Humor Verde XIII
Piada de Última Hora
“Prefeitura de São Paulo estuda a entrada em operação de bombas adicionais para escoar água do rio Tietê”
Tá duvidando, clique aqui.
Não entende o porquê da piada? Quem conhece do assunto entende e sabe que nunca as margens de um rio como o Tietê poderiam ter sido ocupadas da forma como foram, e que bilhões são gastos em medidas para contenção de inundações, e que a grande maioria dos córregos e riachos de São Paulo se encontram canalizados, entubados e que mais 80% dessa cidade se encontra impermeabilizada, ou seja, a água da chuva não tem pra onde ir senão para dentro do Tietê.
Chove chuva, chove sem parar…
Uma canção em homenagem a nós humanos, que fazemos obras que nos fragilizam mais ainda a cada vez que chove.






