Ação de limpeza em cachoeira na serra das Areias

Serra das Areias

Na semana do dia mundial do Meio Ambiente, nada melhor do que mostrarmos através de situações práticas, o grau de impacto das ações humanos no Meio Ambiente, afinal de contas a data foi criada justamente para esse propósito, despertar a consciência da população a respeito dos danos que temos provocado e através disso tomarmos uma atitude.

Recentemente estivemos na Serra das Areias em Aparecida de Goiânia, local bastante utilizado para a prática de esportes, principalmente o ciclismo (Mountain Bike). A região é um parque municipal, local de beleza exuberante, cercado por uma flora riquíssima, uma fauna pouco explorada e várias nascentes, formadoras de 3 subacias da bacia do rio Meia Ponte, são elas: ribeirão Santo Antônio, córrego Lages e rio Dourados. Mais de 15% do município de Aparecida é abastecido por um combinado de poços artesianos e o córrego Lages. O complexo da Serra das Areias, compreende, além do município de Aparecida de Goiânia, outros dois municípios: Aragoiânia e Hidrolândia.

Posto esses dados, e apesar da sua importância para a região, a Serra sofre os mais diversos tipos de agressões, sejam elas causadas por ocupações irregulares do seu entorno, incêndios constantes que ameaçam a flora e a fauna, desmatamento para uso da madeira em carvoarias e outros fins, depredação do patrimônio natural,  e por último,  lixo, muito lixo, seja no pé da serra ou nos locais frequentados pela população

Com uma certa frequência procuramos realizar ações de limpeza e conscientização  num ponto conhecido como cachoeira Cristal ou cachoeira Garganta do Guará. O local tem sido bastante frequentado nos últimos anos, seja por pessoas dispostas a acampar ou apenas passar o dia. O público é diversificado e o grau de impacto no local tem sido bastante elevado.

Nessa última ação conseguimos juntar  6 sacos cheios de tudo quanto é  resíduo: garrafas inteiras, garrafas quebradas, fraldas, sacolas, embalagens de biscoitos, bebida alcoólicas, latinhas, bitucas de cigarro entre tantos outros. Colocamos na carroceria do carro e levamos a um local onde existe coleta regular pelos caminhões da prefeitura de Aparecida. Não é um trabalho fácil, nem rápido e não recebemos por isso, é só nossa consciência que nos move, e a vontade que temos de deixar as coisas da forma como devem ficar, limpas e belas. É muito gratificante o resultado final e até as pessoas que usufruem da área se sentem muitos mais confortáveis, apesar de que após algum tempo, mesmo com toda a conversa, infelizmente volta a ficar como antes. O resíduo gerado pelo ser humano está longe de ser agradável aos olhos e o impacto que ele causa ao meio ambiente gera um ciclo vicioso que acaba por causar prejuízos a nós mesmos.Temos feito a nossa pequena contribuição para a serra, talvez até mais do que o próprio poder público, porém, muito além de querer criticar aqueles que nos representam, queremos uma serra protegida, um ambiente limpo e pessoas conscientes.

Que surjam cada vez mais pessoas que tirem parte do seu tempo para fazer um trabalho voluntário tão nobre. Agradeço principalmente aos meus amigos: Reggis Dessur, de onde partiu a ideia dessa última ação, Maurício Sousa e sua simplicidade contagiante, seu filho Lucas Oliveira e a alguns ciclistas, que apesar de proibidos de andarem na serra, procuram sempre fazer um trabalho de guardiões da área.

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Dia 05 de junho – Dia Mundial do Meio Ambiente.

dia mundial do meio ambiente

O Dia Mundial do Meio Ambiente é comemorado no dia 5 de junho,  essa data foi estabelecida durante a Assembleia Geral das Nações Unidas segundo a resolução 2997 (XXVII) de 15 de dezembro de 1972, cujo tema central foi o Ambiente Humano.

Foi durante esta conferência que também foi aprovada o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente que trata de problemáticas relacionadas ao seguintes temas: Mudanças Climáticas, Eficiência de Recursos, Desastres e Conflitos, Governança Ambiental, Substâncias Nocivas e Manejo de Ecossistemas.

Na semana do dia 05 acontecem vários eventos,  palestras, seminários, campanhas educativas,  entre outras ações que procuram conscientizar as pessoas para esta importante questão mundial.

Abaixo a nossa modesta contribuição com algumas postagens que já publicamos aqui no blog:

Para que a vida do planeta se preserve para sempre, é necessário consciência e verdade.

Tudo tem um preço

O Desequilíbrio Ecológico e suas consequências

Impermeabilização urbana, um problema que afeta a todos nós

Saneamento Básico, Saúde e Meio Ambiente

O capital natural do Planeta está sendo pilhado, realmente há ganho com isso?

O fim do Cerrado! Entrevista do Jornal Opção com o professor Altair Sales

Coletânea com as 10 histórias da série mundo paralelo – Educação Ambiental

mundo-paralelo

Abaixo uma coletânea de histórias de um mundo paralelo e a natureza.

As gangues do rio
O Supermercado nas águas
– Um dia de fúria
– O médico e o rio
– O parque e o rio
– Diálogo entre humano e peixe I
A saga de uma garrafa pet
A criança e a Serra
O Pequizeiro
– O lago

Augusto Jatobá – Musica boa pra falar da natureza!

Poeta, escritor, cantador, publicitário, artista plástico, design gráfico, produtor artístico e outras coisas mais. Estes são alguns dos ofícios do universo do multi artista Augusto Jatobá, nascido na brejeira e pacata cidade de Campo Formoso, no estado da Bahia.
Jatobá, ainda criança, descobriu no verso e na prosa a razão da sua existência: a arte. Em latu sensu, posto que, em sua trajetória, passeou com muita propriedade pelas diversas facetas do exercício da sua criatividade.
Fonte: Youtube

80% dos poços de água testados na China têm água poluída demais para uso e consumo.

Ilustração poluição água poços

O progresso na China tem trazido alguns efeitos colaterais difíceis de engolir, literalmente. Dos cerca de 2.103 poços testados, cerca de 80% estão seriamente contaminados por escoamento industrial e agrícola.

O professor Dabo Guan da universidade East Anglia, no Reino Unico diz que a população nas cidades veem a poluição do ar diariamente e que isso provoca uma pressão imensa, mas por outro lado as pessoas não veem o quão ruim é a poluição da água.

O estudo mais recente apontou que 32,9% dos poços testados apresentavam água de qualidade Nível 4, que significa que é adequada apenas para uso industrial, disse o “National Business Daily”. Outros 47.3% de poços adicionais se encontravam em situação ainda pior, Nível 5. Entre os contaminantes estão manganês, fluoretos e triazóis, um conjunto de compostos usados em fungicidas. Em algumas áreas, há poluição por metais pesados.

Para ver a matéria completa no site do UOL, clique aqui

Série Mundo Paralelo – As gangues do rio

Rio Meia Ponte

Carol é uma menina muito curiosa que adora observar o rio que passa próximo da chácara onde vive com sua família. Ela sabe que não pode banhar naquelas águas pois elas infelizmente estão contaminadas e isso a entristece.

– Nossa, bem que nesse calor aquelas águas seriam perfeitas para um mergulho! Mas não posso, as águas estão poluídas e cheias de sujeira, vou apenas caminhar por essas margens e observar o rio como sempre faço.

O que Carol não imaginava é que ela ficaria frente a frente com uma guerra. Calma, não uma guerra de soldados, tiros, tanques e aviões, mas uma guerra de gangues, feitas de lixo!
– Que susto! O que são aquelas coisas ali na água? Deixa eu chegar mais perto.

Calmamente Carol se aproximou de um barulho que veio de um lado da margem onde se amontoa bastante lixo. É um local que, devido a correnteza, forma um redemoinho que cria uma espécie de prisão que tudo segura. Ela viu uma grande quantidade de garrafas PET e de isopores girando e batendo nas galhas.

– Caramba, parece que as garrafas estão disputando território com os isopores. Aquele lugar está tão cheio de lixo que não há mais espaço para um ou outro.
– Nunca pensei que esse rio fosse ficar tão cheio de sujeira quanto está agora. Meu avô conta que aqui era tão limpo, que ele pescava e se banhava nessas águas. Agora só fedor e essa visão horrorosa.
– Parece que quanto mais os políticos dizem que as coisas vão melhorar para nosso rio, pior ele fica.

De repente Carol escuta uma voz que parecia ser do líder das garrafas PET:

– Isopor, saia já daqui com sua turma que essa área pertence a mim, tenho muito mais companheiros ao meu lado. O que costumo carregar no meu interior é doce e chama a atenção, participamos de festas e outras comemorações, somos muito queridos. Todos os dias centenas, e até milhares dos meus semelhantes ganham a liberdade e vem parar em locais como esse onde estamos. Você não tem chance alguma.

– Quanta pretensão a sua, garrafa PET. Nós isopores somos muito mais queridos. Após as comemorações que vocês tanto se gabam nós saímos de dentro de caixas que contém o sonho de consumo da maior parte das pessoas, cheias de desejo pelo seus bens materiais, como TVs, Eletrônicos, brinquedos. Protegemos aquela mercadoria e depois, cumprido nosso papel, somos liberados para voar até com o vento, pois somos leves. Vocês são desajeitados.

– Eu só tenho muito a rir de você, Isopor. Vocês são leves mas frágeis, rapidamente vocês viram pó e são engolidos por peixes.
– E vocês PETs que não podem entrar água que logo afundam, ou se prendem muito mais facilmente nos galhos e raízes.

Carol ao perceber que a discussão estava se tornando cada vez mais acalorada e os ânimos estavam a flor da pele resolve dar uma basta naquele papo.

– Isopores e garrafas PETs, eu tenho algo a dizer a vocês: vocês são muito novos nesse mundo, até mais do que eu. Vocês deveriam entender que o lugar onde estão não lhes pertence. Além de terem ido parar ai por pura falta de consciência de alguns, vocês ainda estão presos. Ficam ai guerreando apenas para inflar o ego. Vocês nem espaço para se movimentar possuem, não tem autonomia e seguem o fluxo conforme o humor do rio, se cheio após uma grande chuva ou vazio após uma grande estiagem. Muito dos seus companheiros se perderam ao longo do caminho, seja através de uma margem que os tragou para dentro da mata, ou simplesmente por terem sido levado correnteza abaixo. Saibam que provavelmente vocês não foram os primeiros e nem serão os últimos a brigarem por seu espaço nesse amontoado de sujeira. Mas essa farra um dia irá acabar e não haverão mais motivos para existir essa briga ridícula e sem sentido.

Isopores e garrafas PETs apenas riem de Carol.

– Menina, você é muito ingênua, como acha que perdermos nossa força? Temos ajuda por todos os lados por parte de outros humanos que são generosos conosco. Aqui é nosso lugar e pretendemos ficar para sempre.

Carol se entristeceu, pois de certa forma eles tinham razão, mas ela não se resignou. Estufou o peito e disse em alto e bom som:
– Enquanto eu tiver voz, eu levarei consciência para as pessoas, para que elas nunca mais joguem sua sujeira indiscriminadamente no meio da rua, e que lutem por um rio limpo, onde seja possível contemplar sua beleza, praticar esportes e se banhar em suas águas. Vocês representam a morte, quero trazer a vida de volta a esse rio.

Garrafas PET e isopores riram novamente, mas no fundo eles se recolheram a sua insignificância. Ficaram amedrontados pois sentiram verdade naquilo que Carol lhes dissera.

Quantas Carolinas o mundo precisa para que se acabe com um problema tão grave que afeta a todos nós?

 

Abaixo uma coletânea de estórias de um mundo paralelo e a natureza.

O Supermercado nas águas
– Um dia de fúria
– O médico e o rio
– O parque e o rio
– Diálogo entre humano e peixe I
A saga de uma garrafa pet
A criança e a Serra
O Pequizeiro
– O lago

Impermeabilização urbana, um problema que afeta a todos nós

Menos de 10 minutos de chuva provocou um fluxo de água como esse. Foto do acervo pessoal tirada de celular.

Menos de 10 minutos de chuva provocou um fluxo de água como esse.

Seriam as pesadas chuvas que caem nas principais cidades de nosso país o fator primordial para que hajam enchentes? De fato, um olhar superficial verá que sim, porém, com um pouco mais de atenção se observa que não.

Percebam que a medida que as cidades crescem, os problemas das enchentes se agravam. Um dos principais problemas está na impermeabilização provocada pelo asfalto que cobre nossas ruas e avenidas, asfalto esse que carece de tecnologias que permitam a água infiltrar. A área construída pelas residências também tem um peso nessa equação, mas não é tudo. As pessoas, no ímpeto de se livrarem da poeira provocada pela terra nua, acabam por cimentar ou colocar piso sobre toda a área da casa, não deixando um único espaço para infiltração das águas pluviais. O resultado disso fica cada vez mais claro; sem condições de infiltrar no solo, apenas um pouco de chuva já é o suficiente para provocar uma enorme enxurrada que deixa as ruas cheias de água. Quando a chuva é mais forte, mesmo que dure apenas poucos minutos, a quantidade de água sobrecarrega o sistema de drenagem da cidade que não consegue escoar, provocando alagamentos em ruas e avenidas. Esse fluxo intenso e absurdo de água escorre até atingir um córrego ou rio, via escoamento superficial quando o local não é dotado de infraestrutura ou pelas galerias de água pluvial, que na maior parte das vezes são construidas sem  o uso redutores de energia.

Para muitas pessoas, principalmente aquelas que habitam áreas de risco ou estão em locais conhecidos pelas inundações, um céu mais ameaçador já é motivo para preocupação. Além de prejuízos de ordem material, as enchentes ceifam vidas e essa é a sua consequência mais grave. Para os cursos d’água, um escoamento intenso da água para seu leito, provoca o desmoronamento, erosões e assoreamento, criando um círculo vicioso pois, um rio assoreado tem reduzida a sua capacidade de manter a água em seu leito, provocando inundações cada vez mais violentas. Uma maneira criada para, de certa forma amenizar o problema do assoreamento e erosão dos cursos d’água, é a canalização do seu leito, utilizando-se gabiões ou concreto armado, tanto nas laterais quanto no fundo. Nesse artigo do Projeto Manuelzão que publiquei anteriormente no meu blog, o autor explica o porquê dessa prática ser abominável, porém utilizada com uma frequência incrível pelos nossos gestores públicos.

Já existem tecnologias que permitem uma absorção maior do fluxo de água em calçadas próprias para tal finalidade, asfaltos que facilitam a infiltração da água, sistemas de captação da chuva e seu aproveitamento para usos menos nobres da água e a recuperação de fundos de vale da forma mais natural possível. Falta apenas vontade por parte do poder público e da iniciativa privada.

No caso das pessoas, é interessante deixar pelo menos 20% da área da residência para infiltração. Caso não seja possível utilizar gramados ou jardins com área para infiltração, coloque pedras do tipo brita, ou pedras brancas, casca de árvore em espaços da residência. Mas nunca deixe que a residência seja toda impermeabilizada.

Para nós que vivemos em cidades e temos de conviver com essa difícil e dura realidade em dia de chuva, fica uma dica: quanto menos água retornamos para os rios e córregos maiores serão as chances de ganharmos em qualidade de vida. A natureza agradece.

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