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Posts Tagged ‘Poluição’

Rio ou Esgoto?

Condição da água do rio logo após passar pela barragem da usina. Muita espuma, águas fétidas. Esgoto puro!

Condição da água do rio logo após passar pela barragem da usina. Muita espuma, águas fétidas. Esgoto puro!

Recentemente estive as margens do rio Meia Ponte, na região onde fica a antiga Usina Jaó, próximo ao clube que hoje em dia leva seu nome. A usina Jaó foi de extrema importância par ao batismo cultural da capital. Levou energia para milhares de lares de Goiânia. Com o crescimento da cidade, já em meados da década de 60 o rio Meia Ponte começou a apresentar um descréscimo na qualidade de suas águas. No início dos anos 70, já com suas águas bastante comprometidas, optou-se por destruir a barragem que permitia a formação de um grande lago que alimentava as turbinas da usina. A partir daquele momento a usina foi abandonada e passou a ser apenas um local que atualmente não tem nenhuma função a não ser servir de esconderijo para morcegos e de certa forma, um museu vivo da história do rio, ao menos externamente.

O problema é que o abandono se reflete não apenas na usina, mas também no rio. A ETE que prometia reduzir significativamente a poluição faz apenas o tratamento primário do esgoto, com eficiência de cerca de 58%, ou seja, cerca de 42 % de esgoto retorna ao rio. Os esgotos clandestinos continuam a todo vapor poluindo os córregos da cidade pois a fiscalização é quase inexistente. Existem cerca de 25 pontos de esgoto que são “oficializados” e contribuem enormemente para agravar a situação delicada que vive o manancial.

O Meia Ponte infelizmente só vira notícia quando algo ruim acontece, seja um corpo encontrado em seu leito, uma derramamento de óleo ou um forte odor que costuma se espalhar pelo ar principalmente nos bairros próximos a ele. De resto, só o descaso.

Estamos na época de estiagem, o rio está com a vazão bem reduzida e o que se vê correndo em seu leito não é água, é esgoto puro. É triste constatar que 11 anos depois que foi prometida a tão sonhada ETE, com a consequente melhora nas qualidades da água do Meia Ponte, o que se vê é um imenso esgoto correndo a céu aberto.

Mais do que nunca é necessário retirar a capa de invisibilidade que foi jogada sobre o rio e mostrar para a sociedade que lutar pela sua limpeza é lutar pelo bem estar do próprio povo que depende de suas águas. O rio deve voltar a ser motivo de orgulho, como nas histórias que os antigos nos contam, de um rio belo, de águas límpidas e cheio de peixes.

Sopa de lixo no rio Tietê

O ecoesportista Dan Robson mostra um “sopão” de lixo boiando nas águas do rio Tietê a cerca de 120 Km da cidade de São Paulo.

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Ecoesportista Dan Robson mostra em vídeo a quantidade de lixo no rio Pinheiros

“No futuro teremos água potável ou apenas água bebível?” Frase retirada da revista Manuelzão.

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https://www.facebook.com/ecodanrobson

 

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Série Mundo Paralelo – O Supermercado nas águas

Reportagem do jornal O Popular com o título: Mais mananciais, mais poluição

Córrego Vaca Brava

Reportagem do Jornal O Popular, na edição de hoje, 23/03/15 mostra um retrato da realidade dos mananciais de Goiânia. Realidade pouco animadora, na verdade, desesperadora. Achei a reportagem um pouco superficial, mas ainda assim interessante. Trata-se um alerta. Segue o link abaixo:

http://www.opopular.com.br/editorias/cidades/mais-mananciais-mais-polui%C3%A7%C3%A3o-1.809955

Abaixo uma postagem que fiz aqui no próprio blog com vários links de outras postagens que ilustram mais problemas com as águas em nossa cidade.

https://guiaecologico.wordpress.com/2012/05/28/corregos-e-rios-de-goiania-e-regiao-metropolitana/

Cidades desperdiçam sua água ao contaminá-las com esgoto

Córrego Palmito

Abaixo posto o link de uma reportagem do UOL que mostra essa degradante forma de se desperdiçar água, a contaminação das águas por esgoto. É o que eu sempre digo nas minhas palestras sobre o que acontece aqui na minha cidade, Goiânia. Um dos seus ribeirões, o Anicuns, recebe contribuições de diversos córregos, e por isso, possui uma boa quantidade de água apesar de sua curta extensão. Porém, suas águas estão bastante comprometidas por conta do lançamento de esgoto, e por isso, não podem ser aproveitadas para abastecimento humano. Tenho certeza que suas águas poderiam ser utilizadas para abastecer diversos bairros em Goiânia, claro que em quantidade menor do que os dois outros sistemas, o Meia Ponte e o João Leite. Goiânia ainda está bem perante ao quadro atual de outras cidades, que muitas vezes dependem de um único manancial que já se encontra com suas águas bem comprometidas, colocando em sério risco o abastecimento de água da cidade.

“Precisamos reconhecer que usar rios para diluir esgotos é a forma mais perversa e absurda de desperdício de água e que combater as fontes de poluição, na origem, a exemplo de países que recuperaram seus grandes rios, pode ser mais rápido e eficiente.”

Segue o link:

http://noticias.uol.com.br/opiniao/coluna/2015/03/22/diluir-esgotos-em-rios-e-a-forma-mais-perversa-de-desperdicar-agua.htm

Para entender sobre a classificação das águas antes de ler a reportagem:

https://guiaecologico.wordpress.com/2012/03/28/voce-sabe-como-as-aguas-sao-classificadas/

Um Triste Retrato de nossa Triste Realidade!

Um vídeo para refletir… e agir.

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População de Porto Alegre sofre com poluição do rio Guaíba

Foto:minplapac

Esse é um grave problema que tem assolado as principais cidades brasileiras, está cada vez mais difícil tratar água para distribuir para a população de várias cidades. Os custos estão ficando cada vez mais altos, e mesmo com a utilização de modernas técnicas a água está ficando com odor e sabor desagradáveis. As perigosas cianobactérias tem aparecido com mais frequência e suas toxinas podem causar um mal enorme para a saúde das pessoas. Abaixo disponibilizo conteúdo parcial de uma notícia que fala sobre os problemas enfrentados pela população da grande Porto Alegre que está sofrendo com a poluição de rios como Guaíba, Gravatai e dos Sinos. Para acessar o conteúdo completo para clicar no link, que leva ao Blog SOS Rios do Brasil. Fonte da notícia: Alarmante.

 

Esgoto é matéria-prima da água bebida pelos gaúchos

 

COMUNIDADE CIENTÍFICA JÁ COMEÇA A QUESTIONAR ATÉ QUE PONTO ESSA ÁGUA É REALMENTE SAUDÁVEL PARA HUMANOS.

 

A cada segundo, a população de Porto Alegre despeja 3 mil litros de esgoto no Guaíba e no Rio Gravataí. No final de um dia, a imundície que a cidade transferiu para o manancial está na casa das centenas de milhões de litros. A esse volume somam-se dejetos domésticos, agrícolas e industriais produzidos por outros 5 milhões de gaúchos e que chegam depois de viajar pelos rios que alimentam o Guaíba. Essa imensa cloaca a céu aberto é a matéria-prima da água que bebemos.
A população da metrópole só sentiu na pele a gravidade da situação ao longo da última década, quando uma água malcheirosa e com gosto de terra começou a sair das torneiras. Em oito dos últimos nove anos, sempre entre o verão e o outono, algas conhecidas como cianobactérias proliferaram-se no Guaíba, impregnando-o de substâncias que conferem o sabor e o odor ruins. As algas floresceram porque encontraram alimento em abundância: o fósforo e o nitrogênio presentes no esgoto.

Desde então, o sistema de tratamento de água de Porto Alegre está pagando caro — ainda mais caro do que o habitual — por ter um manancial tão poluído. Desde 2006, o Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) gastou mais de R$ 15 milhões só para aparelhar suas estações a enfrentar a presença do sabor e do cheiro.Essa é só uma parte da despesa extra. Por causa das cianobactérias, o investimento necessário para tratar uma mesma quantidade de água multiplicou-se em Porto Alegre. Levantamento feito pelo Dmae a pedido de Zero Hora aponta que, ao longo de 2012, o custo tem sido 224% maior por causa da necessidade de eliminar as substância indesejáveis. Tratar a água ficou três vezes mais caro. De R$ 70 desembolsados pelo departamento a cada mil metros cúbicos nos períodos sem floração, a conta subiu para R$ 226,80. De janeiro a maio, em lugar de gastar R$ 5,4 milhões, o Dmae gastou R$ 17,8 milhões. Em apenas cinco meses, o custo-alga foi de R$ 12 milhões — o aumento não é repassado ao consumidor.
Mesmo com todo esse investimento, moradores reclamam: o resultado final continua intragável.
A Escola Estadual Presidente Roosevelt, do Menino Deus, por exemplo, juntou doações dos pais e redirecionou o dinheiro do xerox para abastecer com bombonas de água mineral as salas de aula de 300 crianças. Foi uma medida para evitar a desidratação, porque os pequenos passaram a fugir do bebedouro.Clique aqui para ler a reportagem completa…
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