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As cidades são verdadeiras armadilhas quando o assunto são as chuvas torrenciais

A chuva do dia 29/01/18 que se abateu sobre a maior parte de Goiânia foi uma daquelas que podemos chamar de uma autentica tempestade. Foram 88 mm de chuva em pouco mais de 2 horas. O suficiente para alagar vários pontos da cidade e deixar vários motoristas ilhados e alguns com seus carros invadidos pela água.

É sabido que os prefeitos de grande parte das cidades brasileiras não investem em educação ambiental ou em conscientização da população para que esta, por exemplo, evite de impermeabilizar todo o seu quintal. Em linguajar mais popular é o típico cimentar tudo. Já venho falando isso no blog há anos, não adianta apenas investir em bocas de lobo maiores ou alargar o leito dos córregos e rios das cidades se uma das principais causas de inundação é justamente a falta de infiltração da água no solo. O pior de tudo é que essa falta de consciência se volta contra todos, não apenas contra aqueles que acham que o certo é passar cimento em tudo. Se não quer ter plantas em um espaço com solo a mostra, coloque apenas brita, pedras ornamentadas ou cascas de pinheiro. Numa cidade com milhares de residências uma atitude como essa fará toda a diferença. Diminuindo o fluxo de águas que vai para as ruas fica mais fácil para que se possa projetar uma cidade realmente eficiente no escoamento de suas águas.

Inovações para essa área é o que não faltam, entre os quais podemos citar o calçamento e asfalto com nível de permeabilidade elevado, guias ou meios fios com valetas ligadas diretamente ao solo e que reduzem drasticamente o fluxo de água que passa ao seu lado, armazenamento de água da chuva nos prédios e residências. Além dos não tão novos piscinões que podem armazenar um grande volume de água para ir soltando aos poucos, evitando assim enchente dos cursos d’água, com solapamento de suas margens e consequente assoreamento. Por fim a sugestão é uma maior quantidade de parques e jardins na cidade.

A questão é que população e governos precisam estar sintonizados para combater esse mal que assola as cidades a cada chuva mais forte que cai. Além dos prejuízos materiais também muitas vezes vidas são perdidas como no caso do motociclista que se desequilibrou ao tentar  cruzar o trecho da via 3ª radial em Goiânia. Havia forte enxurrada na via e o motociclista foi tragado pra dentro do bueiro, indo parar dentro do córrego, interrompendo bruscamente sua vida, deixando esposa e filhos. Até quando queremos que isso aconteça? Para termos uma noção da gravidade do fato, desde 2010 8 pessoas morreram por conta de enxurrada em vias, segundo reportagem do jornal O Popular.

A tendência é que se não fizermos nada para mudarmos o quadro, a situação vai piorar, pois, com a temperatura subindo as chuvas se tornarão cada vez mais fortes e o perigo de sair as ruas nessa época chuvosa será cada vez maior. Há poucos meses sofríamos com a falta de chuva e agora nas águas sofremos com os efeito danosos que esta causa em cidades mal projetadas que mais parecem armadilhas.

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