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Incêndio provoca morte de Buritis em trecho do parque Macambira Anicuns em Goiânia

O Buriti (Mauritia flexuosa) é uma espécie de palmeira muito comum no Cerrado. É chamada pelos povos indígenas de “árvore-da-vida”. É a espécie que caracteriza as veredas mas que também ocorre nas matas ciliares. Possui íntima ligação com a água. Gosta de terrenos encharcados, mas nunca inundados. Tem folhas em formato de leque e pode atingir alturas de até 35 metros.

Desde 1996 foi declarado símbolo oficial do DF por meio da Lei nº 1.282. Os frutos, ricos em vitaminas e antioxidantes, ficam maduros entre dezembro e junho. A polpa pode ser consumida em sucos, sobremesas e preparações salgadas.

Na cidade de Goiânia é um vegetal que ainda pode ser visto em alguns parques de cidade e até mesmo nas margens de córregos. Poucos são os pontos onde existem densos buritizais. Um desses pontos fica na região Sudoeste da cidade, em um bairro chamado Jardim Presidente. Até bem pouco tempo atrás os buritizais, que ficam as margens do córrego Macambira, estavam protegidos pelas cercanias de uma chácara com uma grande área verde. Da avenida era possível ver a sua beleza. Há anos que passo pelo local e nunca deixo de repará-los.

Recentemente parte da área da chácara que fica mais próxima ao córrego Macambira foi desapropriada para dar lugar a mais uma das etapas de construção do maior parque linear da América Latina, o Parque Macambira-Anicuns. O projeto é fenomenal e sou um grande apoiador do mesmo. O problema é o que ocorreu com parte do buritizal após a construção dessa etapa.

Comecei a perceber que algumas plantas estavam ficando com as folhas com aspecto amarelado, e muito preocupado parei para conferir o que estava acontecendo. Goiânia passou por um longo e penoso período de estiagem. O tempo seco e quente aliado a falta de consciência por parte da população era o cenário ideal para grandes queimadas. E foi justamente um incêndio que acabou danificando ou mesmo ceifando a vida de vários buritis que compunham a flora do local. O fogo foi tão intenso que algumas das palmeiras estavam com o tronco completamente queimado, e em certos casos até as folhas do alto estavam queimadas. O cheiro no local é forte, o incêndio além dos buritis também prejudicou outras árvores do local.

Agora imagine você, segundo a Embrapa, buritis com mais de 10 metros tem idade estimada entre 100 e 400 anos. Tenho certeza que aqueles que estavam ali tinham no mínimo algumas dezenas de anos. É uma tragédia o que ocorreu. Espero que aqueles responsáveis pela gestão do parque se sensibilizem e tragam novos exemplares de buriti para repor os que queimaram e morreram. Mesmo que leve muitos anos para que cresçam, o cenário de outrora não pode ser somente fotos e lembranças.

VÍDEO

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