Somos todos filhos da mãe natureza

Somos todos filhos da mãe natureza

Por que nos afastamos tanto da natureza se sentimos necessidade de estarmos tão próximos dela? Parece um paradoxo. As cidades são um exemplo bem clássico desse afastamento. Esses ambientes quase insalubres parecem máquinas de gerar problemas e infelizmente nossos gestores públicos parecem pouco interessados em mudar esse quadro.  Já pensou em como nos sentimos bem quando viajamos para um local com bastante verde, água, próximo a uma cachoeira, um rio, um mirante numa montanha, numa praia. Já pensou nisso?

Eu particularmente sinto uma energia muito boa, que comparo a energia do criador. O homem necessita desse contato com a natureza, é fato, caso contrário os riscos de desenvolvimento de algum tipo de transtorno psiquiátrico são grandes. Não é por acaso que hoje em dia os casos de depressão andam tão elevados. A dependência com a natureza não é só psicológica, é também física, pois precisamos, da água, dos alimentos, e de matéria prima para nossa sobrevivência. A natureza é nossa mãe,  bem explicado como nesse trecho extraído do poema de J.Bernardo, homenagem às mães:

És uma árvore fecunda, que germina um novo ser.
Teus filhos, mais que frutos, são parte de você

Sempre que faço algum tipo de atividade onde possuo um contato mais prolongado com a natureza eu me sinto muito mais criativo, mais feliz, menos estressado ou preocupado com os problemas do dia a dia.

Gosto de ambientes conservados, mas também vou a ambientes degradados, e as cidades estão cheias de locais assim, como por exemplo o rio Meia Ponte em Goiânia, e lhes digo, nesses ambientes degradados parece que a natureza pede a nossa ajuda. Como uma mãe que precisa da ajuda de seu filho. Pode parecer um pouco estranho, mas em ambientes assim somos tocados por algo que não sabemos explicar, algo que não compreendemos. No final acabamos tomados por um sentimento de compaixão.

Lembro-me de uma conversa que tive com um premiado cineasta, que teve essa mesma sensação quando navegou pelo rio em seu trecho mais poluído na região metropolitana de Goiânia, enquanto gravava um documentário. Ele pôde ver com seus próprios olhos como a vida resiste em meio a locais tão maltratados, uma verdadeira luta. Ele contou também como se emocionou ao chegar a foz do rio Meia Ponte, já bem longe da sujeira e poluição que encontramos em Goiânia.

Foi justamente a partir desses pedidos que comecei a escrever a série Mundo Paralelo, que reflete exatamente o que sinto quando estou em ambientes assim, um pedido de ajuda. São textos voltados para educação ambiental de crianças, jovens e adultos, um chamado para sensibilização e conscientização. Devemos conhecer para preservar. A partir do momento que tomamos conhecimento daquilo que temos provocado ao planeta, mas, principalmente a nossa vida, podemos seguimos dois caminhos, ou continuamos agindo da mesma forma de sempre, sem nos preocuparmos com os futuro das próximas gerações ou passamos a agir de maneira proativa e assumimos de verdade uma mudança em nossos hábitos.

E assim digo: somos todos filhos da mãe natureza. Se ela nos faz tão bem, creio que a escolha é bem simples. Qual o destino que deseja seguir?

Confira abaixo a série Mundo Paralelo:

Sobre a série Mundo Paralelo

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