A nossa descida pelo rio Caldas e o que observamos

A nossa descida pelo rio Caldas e o que observamos

Após um bom tempo explorando a bacia do rio Meia Ponte finalmente tive a oportunidade de descer um trecho do rio Caldas, um dos principais afluentes do rio que dá nome a bacia. Apesar da descida ocorrer em um trecho pequeno, a experiência foi bastante proveitosa e enriquecedora. Fomos eu e meu amigo Reggis, que estava ansioso por essa descida. Primeiramente nos deslocamos de carro até a Ecolimeira, do nosso amigo José Gontijo, que além de receber-nos muito bem se prontificou a nos levar até a ponte do rio na GO 020, de onde partiríamos. Tomamos um caldo de cana com abacaxi pra dar aquela energia e antes de sair marcamos corretamente o ponto da Ecolimeira no GPS. Pra garantir a nossa chegada o Gontijo nos deu como referência um tronco seco dentro do rio que ele apelidou de Monstro do Lago Ness devido a sua aparência com o seu “irmão” famoso.

Gontijo na direção, eu sentado no banco do passageiro e o Reggis registrando tudo.
Gontijo na direção, eu sentado no banco do passageiro e o Reggis registrando tudo.

Depois de rodar alguns quilômetros chegamos a ponte. Ao chegar ao local encontramos um família, que nos recebeu muito bem por sinal. Eles estavam fazendo um churrasco e se refrescando no rio. No calor desses últimos dias nada mais justo e divertido. Após enchermos o caiaque, de dois lugares, partimos por volta de 11:15 da manhã, equipados com água, alimento e colete salva vidas. Apesar do clima quente, haviam muitas nuvens no céu e por isso o sol não apareceu em sua plenitude. As árvores das margens também nos protegeram. Ponto pra nós que havíamos esquecido o protetor solar.

 

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O rio estava baixo, água lenta, transparente e na maior parte a profundidade não ultrapassava a distância entre os pés e um pouco acima do joelho. Em vários locais foi preciso descer do caiaque para que pudéssemos avançar. Haviam muitas árvores caídas e em certos momentos tínhamos de deixar o caiaque pra poder cruzar um tronco que obstruía completamente a passagem. Na descida encontramos algumas pessoas se refrescando no rio. Várias pequenas chácaras se multiplicam ao longo do trecho, com suas tendas, cadeiras para repouso e mesas preparação de comida, e outros usos.

 

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Acreditava que o rio estaria mais bem cuidado ao longo desse pequeno trecho de descida. Entre a ponte até a Ecolimeira são 7 Km. Em muitos pontos a cobertura vegetal das margens, as chamadas matas ciliares, estão ralas, com vegetação esparsa ou mesmo ausente. Fizemos fotos de vários pontos desbarrancados, com erosão e acesso do gado diretamente ao rio. Isso se reflete em trechos assoreados, onde barcos não passam, não sem um esforço por parte dos ocupantes para puxá-lo ao longo do ponto raso. Isso acontece com muita frequência. Poderia dizer que a culpa é da estiagem, mas não, fica bem claro que nos locais onde a mata ciliar está mais rala é onde existem mais trechos assim.

 

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Com exceção da região da ponte, onde tem uma quantidade considerável de lixo na parte de cima próximo a rodovia, o rio está bem limpo. Encontramos poucos resíduos no leito ou nas margens do rio e isso nos alegrou. Não sei exatamente até quando isso irá continuar, visto que aos poucos a expansão urbana, principalmente de Senador Canedo pode ser uma ameaça. Os banhistas da região se mostraram bem conscientes, vimos até uma placa para que o lixo gerado no ambiente deve ser levado de volta.

A descida nos reservou algumas surpresas como nascentes cristalinas que caiam em forma de pequenas cachoeiras, cardumes de peixes se alimentando de frutos, flores e insetos que despencavam das árvores, pescadores e pessoas super agradáveis como o Zé Viola, Paulinho e Valdeci que nos brindaram com uma bela moda de viola e aquela simpatia típica do goiano que faz tudo valer a pena.

 

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Nos últimos 2 Km, já se aproximando da Ecolimeira, o rio se tornou mais calmo e a mata ciliar bem preservada, já não tínhamos mais o problema de encalhar e pudemos curtir ainda mais o passeio. Na chegada fomos recebidos pelo Sr. Renato, colaborador da Ecolimeira, que estava aproveitando pra se refrescar. Finalizamos o passeio com um mergulho no rio depois tivemos um dedo de prosa com nosso amigo José Gontijo e nos deliciamos com um almoço daqueles, feito no fogão a lenha, preparado pelo nosso amigo. Quando o rio estiver mais cheio com certeza queremos repetir a descida.

 

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Pra finalizar, o rio Caldas nasce no município de Anápolis e é um dos principais afluentes do rio Meia Ponte. Com suas águas limpas contribui enormemente no processo de autodepuração das poluídas águas do Meia Ponte.

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