Um pouco da história de Goiânia

Achei muito interessante e oportuna essa postagem que vi no Facebook no perfil da Verdivale Associação Ecológica de um texto do Sr. Osmar Pires onde se mostra como era para ser o plano original para a Capital no que tange os córregos Botafogo, Buritis e Capim Puba. Para saber o que ocorreu de fato, basta ver a situação deplorável de ambos os córregos. Eis o plano abaixo.

Fotografia aérea
Fotografia aérea

 

Foto área de Goiânia com vista parcial do Plano Original, elaborado pelo eng.-urb. Armando Augusto de Godoy e pelo arq.-urb. Attílio Corrêa Lima, aprovado pelo Decreto-Lei nº 90-A, de 30.07.1938 e depois dilapidado pelos especuladores Coimbra-Bueno e seus seguidores.
A floresta às margens do córrego Capim Puba foi destinada a Parque Linear:
– na nascente, o Parque Zoológico/Lago das Rosas, tal como existe ainda hoje.
– no setor Fama, o Horto Florestal; dele, restaram algumas árvores no Cemitério Jardim das Palmeiras.
A floresta do córrego Botafogo, destinada a parque:
– na nascente, o Jardim Botânico, reduzido à metade e a outra, comido pelas invasões, inclusive de uma emissora de rádio;
– às margens do Botafogo, o Parque Linear, engolido pelas invasões milionárias da 115 e pela Marginal Botafogo;
– do Parque Linear Botafogo restou um testemunho de floresta, recuperado na Justiça pela Semma em 1995 e implantado pela Amma em 2009, na esquina da marginal com a Av. A;
– o Parque Botafogo luta contra inimigos que se banham nas águas poluídas de uma cachoeira ilícita, no embargo do Projeto do Complexo Mutirama;
– o Pq. Botafogo que foi reduzido a 2/3 da sua área original; o que sobrou, abaixo da Av. Paranaíba, é um testemunho do verde sobrevivente…
– e há um ser vivo enterrado: o córrego Buritis, que nasce no Setor Marista, acima do Clube de Engenharia, onde o Ministério Público Federal queria construir sua sede, e acabar de matar a vítima;
– o córrego Buritis alimenta os lagos do Bosque dos Buritis, desce enterrado sob a Av. Tocantins, corta a Av. Paranaíba, passa ao lado do Ginásio Rio Vermelho e deságua no “córrego-esgoto” Capim Puba, no Setor Fama.
– o assassinato da nascente do coitado do Buritis só não ocorreu porque o Desembargador Federal João Batista Gomes Moreira, da 3ª Seção do TRF 1ª Região não deixou, ao embargar o projeto narcisista de seis mil toneladas da suntuosa sede do MPF-GO, em cima da nascente do córrego!
– trata-se de um crime tentado e consumado, em concurso, além do Parquet federal, dele participam: o Museu, o Fórum, o Tribunal, a Assembleia, o Externato, o Dom Bosco, os Edifícios de Apartamentos… todos, muito insuspeitos!
– mas, com requintes de crueldade, arrancaram pedaços da vítima, dilacerando-a: dos 400 mil m² originais, sobraram apenas 90 mil m² do Bosque dos Buritis!
A dilapidação das áreas verdes é um monstro voraz!

 

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