Projeto Macambira Anicuns, seria mais uma vítima do planejamento ineficiente de nossos governantes?

Fiquei muito empolgado quando da notícia do início das obras de implantação de um dos maiores parques lineares do mundo, O Macambira Anicuns, pouco tempo depois já fiquei um pouco decepcionado pela forma como as obras estavam sendo realizadas, uma sucessão de pequenos erros. Agora para terminar vejo a notícia de que as obras estão paralisadas até o segundo semestre de 2013!  Interessante notar que essa bomba explodiu pouco tempo após o resultado das eleições, por que não antes? Mistério, o fato é que quem sai mais perdendo, como sempre, é a população, principalmente aquela que reside nas imediações da obra, e fica a mercê da ação de marginais que se aproveitam da estrutura do canteiro de obras para se esconderem e assim assaltar a vontade os moradores. É revoltante a forma como as coisas ocorrem, sempre da mesma forma, sempre com os mesmos personagens. Entenda mais um pouco caso:

 

Obras do Macambira estão paralisadas

 

Primeira etapa do parque, que seria entregue já no mês que vem, só deverá ser reiniciada no segundo semestre de 2013
LYNIKER PASSOS
Fonte: Jornal o Hoje
Em 06/11/2012, 01:51

A construção do parque Macambira-Anicuns está paralisada há quase um mês. As obras do Setor 1 do complexo ambiental que envolve uma área de 2,98 quilômetros estava prevista para ser entregue em dezembro, mas só deve ser reiniciada no segundo semestre do ano que vem. O trabalho inicial que já havia sido realizado pela Empresa Sul Americana de Montagem S.A (Emsa) – responsável pela execução – já sofre com a ação do tempo e dos vândalos.

A celeridade das obras já estava ameaçada, como já noticiado pelo O HOJE, pela dificuldade de negociação com os moradores de áreas que teriam de ser desapropriadas. Mas agora o motivo é outro. A Emsa, empresa ganhadora da licitação internacional, retirou todas as máquinas e funcionários do canteiro de obras. O motivo seria um desequilíbrio econômico-financeiro na execução do projeto devido a pendências contratuais referentes a planilhas orçamentárias.

O alojamento da empresa construído no Setor Faiçalville III está completamente vazio. Não há equipe de funcionários no local, nem mesmo na parte administrativa. O pátio, que era composto por inúmeros veículos de construção, está totalmente desocupado. Restaram apenas as estruturas metálicas.

Para os moradores do bairro, o que antes era sonho virou pesadelo. “Só nos restou decepção, frustração e poeira”, disse Helena Cursino, 69 anos, moradora do local há mais de uma década. Ela ainda ressaltou que as últimas chuvas interferiram no trabalho de terraplanagem que havia sido realizado anteriormente. Além disso, parte da estrutura física já construída está sendo danificada por vândalos. “Eles roubam pedaços de fio e tijolos”, afirmou.

Durante a tarde de ontem, três funcionários da Prefeitura trabalhavam em uma das obras de concreto. Eles confirmaram a paralisação da obra e disseram que estavam apenas fazendo perfurações no teto para evitar o acúmulo de água e possíveis criadouros de mosquito da dengue.

Na semana passada, um grupo de moradores realizou um protesto contra a paralisação das obras. O presidente da associação dos moradores do Faiçalville 3, Jonas Rocha, disse que a situação prejudica os moradores da região. Para ele, o principal problema é a falta segurança que a obra parada trouxe. “Uma semana depois das eleições não havia mais trabalho no local”, reclamou. A estagiária Naiane Santo Morais Dias, 24, ressaltou que o local nunca esteve tão perigoso. “Já tive notícia de vários assaltos, a obra abandonada nos trouxe problemas.”

Prefeitura
Por meio de nota, a assessoria de imprensa da Coordenação do Programa Urbano Ambiental Macambira Anicuns (Puama) esclareceu que a paralisação das frentes de serviço aconteceu à revelia da administração municipal. Explicou que o que aconteceu foi a necessidade de alguns ajustes técnicos no Projeto Básico Licitado, fato comum a empreendimentos dessa dimensão.

Porém, a Prefeitura não acredita que seja razão suficiente para a paralisação das obras, já que existem diversas frentes de serviço aptas a ser executadas e livres de quaisquer pendências, pois todos os ajustes foram feitos e tomadas providências para que não houvesse prejuízo no andamento das obras.

Destacou ainda que, de acordo com os termos do contrato de empréstimo, sempre que houver necessidade de alterações do projeto e contratos, deve-se reportar ao banco financiador do programa, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), para obter manifestação quanto à não-objeção de alterações contratuais.

A Prefeitura afirmou que o contrato junto à Emsa está em plena vigência entre as partes celebrantes, inclusive sendo regularmente cumprida pela contratante quanto ao aporte financeiro nos termos de medidas pela contratada. Ou seja, o pagamento à empresa está em dia e é realizado de acordo com a comprovação da execução de obras pela empresa por meio das medições. A reportagem entrou em contato com a Emsa, que orientou buscar respostas junto à Prefeitura de Goiânia.

2 comentários em “Projeto Macambira Anicuns, seria mais uma vítima do planejamento ineficiente de nossos governantes?

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