A Ponte sobre o córrego Saco Feio entre os setores Madre Germana 1 e 2

Parece até um filme dos trapalhões, quanto mais mexem, mais trapalhadas arranjam. Toda vez que vou até essa ponte, me sinto mais triste, impotente diante de uma dura realidade, a indiferença da prefeitura de Aparecida de Goiânia com o meio ambiente, com os recursos hídricos. Publico mais uma vez aqui no blog um assunto sobre a situação atual daquele local. Já falei outras vezes aqui no blog sobre essa mesma ponte, você pode conferir clicando em:

29/03/2011 – https://guiaecologico.wordpress.com/2011/03/29/buracotur/

12/08/2011 – https://guiaecologico.wordpress.com/2011/08/12/ponte-sobre-o-corrego-saco-feio-no-setor-madre-germana-corre-perigo/

13/10/2011 – https://guiaecologico.wordpress.com/2011/10/13/eu-ja-sabia-chuva-derruba-ponte-no-setor-madre-germana-em-aparecida-de-goiania/

Pois bem, mostrarei através de imagens e comentários, o resultado final da construção da ponte e toda sorte de absurdos que cometeram naquele local. Agora, será que denunciar adianta? Não, nem o MP (Ministério Público) faz alguma coisa, lá os processos andam de maneira arrastada, morosa e geralmente são arquivados pelos motivos mais fúteis. Falo isso por experiência própria, se algum promotor do MP discordar que deixe seu comentário aqui no blog.

O primeiro absurdo começa com a forma que eles construiram a ponte:

Ponte sobre o córrego Saco Feio

O cascalho jogado para fazer um aterramento não foi devidamente fixado e já escorre para dentro do córrego a cada nova chuva. Podemos perceber nas fotos, os sulcos provocados pela água. Esse fato tem gerado assoreamento do córrego logo abaixo. Caminhei por alguns pontos do córrego onde minha perna afundou na lama até a altura do joelho. Claro que acima da ponte, o córrego deve estar sofrendo problemas relacionados principalmente com a retirada da mata ciliar e com a má gestão das águas pluviais, que chegam com grande energia ao córrego e provocam o solapamento de suas margens, carreando sedimentos até o leito deste  e gerando um ciclo vicioso, quanto mais raso, mais o córrego avança sobre suas próprias margens, tentando adequar suas águas a um novo leito. Pode-se perceber na imagem 1 que galhos de árvores  já obstruem parcialmente uma das passagens. Isso durante a chuva potencializa os efeitos danosos das cheias sobre as margens do córrego.

Imagem 2

Na imagem 2 podemos perceber que os sulcos no cascalho estão mais profundos, em poucos meses já teremos sulcos muito profundos nas laterais da ponte. Isso é dinheiro jogado literalmente por água abaixo, pois, cascalho custa dinheiro. Nesse caso além de dinheiro desperdiçado ainda temos o assoreamento do leito do córrego. Para a construção da ponte, concretou-se a parte logo abaixo da ponte e declarou-se a extinção de uma pequena cachoeira que existia exatamente no lugar onde esta a construção. Para a população, já flagelada com os transtornos causados pela falta de uma acesso ao outro lado do setor, não fez diferença ter ou não cachoeira, o que importava era a sua ponte de volta.  Pelo visto, obras emergenciais não avaliam os impactos ambientais que serão causados e se houver desvio de recursos, ai que a obra é realizada “nas coxas”.

Imagem 3 - Pequena cachoeira que existia antes da construção da nova ponte

A cachoeirinha era bonita, não tinha nada a ver com a cachoeira artificial concretada criada na obra. A queda d’água da imagem 2 só me lembra os córregos poluídos de Goiânia e Aparecida, uma imagem feia, artificial, degradante, em resumo, o começo do fim.

Imagem 4

Aliado com a falta de responsabilidade da prefeitura, está a falta de consciência da população que muitas vezes não da destino correto ao seu lixo, principalmente plásticos como garrafas pet, sacolas plásticas, isopores e embalagens de produtos de limpeza. Na imagem 4
se percebe mais troncos de árvores, provavelmente são árvores que estão caindo em virtude de grandes erosões acima da ponte.

Imagem 5 - Olha para onde está indo o cascalho que foi colocado para aterrar a parte de cima da ponte! É dinheiro meu, seu, de todos!
Imagem 6 - Apesar da enorme quantidade de nascentes que a prefeitura aterrou, ainda existem algumas que resistem bravamente.

 

Imagem 7 - Grandes erosões nas margens do córrego

 

Novamente acima, na imagem 7, além de termos grandes erosões, provocadas por uma obra mal feita e irresponsável, ainda temos um cemitério de árvores no interior do córrego.

Imagem 8 - Crianças aproveitam o pouco do que ainda resta de divertido no córrego, Esse trecho é logo abaixo da ponte do córrego Saco Feio.

O avanço da urbanização sobre os recursos hídricos, aliado com a falta de consciência de muitos que moram nas proximidades e com a  irresponsabilidade dos gestores das cidades, temos a combinação ideal para a desestabilização do meio ambiente, com a consequente destruição da flora e fauna local.

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Um comentário em “A Ponte sobre o córrego Saco Feio entre os setores Madre Germana 1 e 2

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