Informações gerais – Programa Urbano Ambiental Macambira Anicuns (PUAMA)

Ribeirão Anicuns

Fonte: Site da Prefeitura de Goiânia

O Programa Urbano Ambiental Macambira Anicuns corresponde a um conjunto de ações a serem desenvolvidas pela Prefeitura Municipal de Goiânia, por meio de uma Unidade Executora do Programa (UEP), focadas essencialmente na questão ambiental e sua sustentabilidade.

Estes elementos estão presentes no espírito da administração pública desde a concepção original de Goiânia, mediante a criação de um núcleo urbano, estrategicamente localizado, através de um Plano Urbano, elaborado pelo arquiteto Atílio Corrêa Lima, pautado na idéia das cidades-jardim, procurando resguardar a organização e ordenação dos espaços urbanos integrados ao verde dos bosques e fundos de vale.

O Plano original citado constitui hoje o centro da cidade, onde se localizam grande parte dos principais equipamentos urbanos e serviços administrativos. Em termos espaciais, a ocupação urbana de Goiânia apresenta um desenho marcado por eixos radiais espalhando-se para a periferia em adensamentos decrescentes com núcleos esparsos de altíssima densidade. Observa-se ainda um crescimento populacional nas áreas de fundos de vales que vem se tornando, ao longo das últimas décadas, espaços altamente impactados em termos ambientais.

De acordo com a Agência Municipal do Meio Ambiente – AMMA, todos os 83 cursos de água catalogados que cortam Goiânia estão poluídos, sofrendo ainda com outros problemas na área urbana da cidade, sendo os principais: as edificações em área de preservação, os processos erosivos, os lançamentos de esgotos in natura nos mananciais, a disposição de resíduos sólidos ao longo dos vales e a falta de proteção adequada para as áreas de recarga dos lençóis freáticos.

O Ribeirão Anicuns é classificado como o mais poluído dentre todos, sendo o seu principal afluente o Córrego Macambira. A bacia formada por estes cursos d’água drena aproximadamente 70% da área urbana, sendo a mais representativa bacia hidrográfica de Goiânia.

O Programa Urbano Ambiental Macambira Anicuns está focado na área direta de influência desta bacia, prevendo ações de caráter estrutural em toda a extensão urbana do Córrego Macambira e do Ribeirão Anicuns, através da implantação de um Parque Linear acompanhando esses dois cursos d’água (em ambas as margens) e da criação de dois Parques Ambientais Urbanos: (i) o Parque Macambira, com dimensão planejada de 25,5 hectares situado na região sudoeste de Goiânia (Bairro Faiçalville) constitui uma área de preservação ambiental, por abrigar as nascentes do córrego Macambira, e (ii) o Parque da Pedreira com área prevista de 10,2 ha, situado na encosta do Morro do Mendanha pela vertente sul (junto ao bairro Jardim Petrópolis).

Além disso, o Programa prevê, dentro da sua área de abrangência, a elaboração de projetos e obras, a regularização urbana e o reassentamento de famílias e negócios em áreas de risco, bem como infra-estrutura urbana e social, tais como pavimentação, drenagem, iluminação, escolas (de ensino básico e de ensino infantil), unidades básicas de saúde familiar, centros comunitários, quadras poliesportivas, praças de jogo, ginásios cobertos.

Tais ações têm o intuito de conservar e recuperar um espaço ambientalmente degradado, no qual se observa lançamentos de efluentes domésticos e industriais e a disposição inadequada de resíduos sólidos, que têm propiciado a formação de um ambiente insalubre em uma região altamente adensada.

Soma-se a isso o elemento de sustentabilidade social e ambiental, a ser obtido mediante investimentos internos na Prefeitura de Goiânia, em equipes ou em estrutura física, visando melhorar a capacidade operacional e de gestão do município, de modo a garantir os meios institucionais de promover a participação efetiva da comunidade no estabelecimento de condições necessárias para a sustentabilidade das ações incluídas no Programa.

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7 comentários em “Informações gerais – Programa Urbano Ambiental Macambira Anicuns (PUAMA)

  1. Sera que a prefeitura vai realmente , pagar uma indenização justa para os proprietarios legais dos imoves, me pergunto porque ao inves de construir parques , que com certeza vai virar alojamento de bandidos e dogrados, nao investe este dinheiro na construção de hospistais e escolas digninas que no momento sao prioridade da população.

    1. Maria, obrigado por visitar o blog. Não conheço a politica de pagamento de indenizações da prefeitura. Sei que existe um grande montante que será utilizado para pagamento de indenizações, e espero que realmente seja o justo. Quanto a questão dos parques, acredito que Goiânia tem uma dívida histórica em relação ao meio ambiente, hoje em dia é calamitosa a situação com que se encontra os cursos d’água de nossa cidade, mata ciliar completamente destruida, ocupação desordenada e indevida das margens, esgoto clandestino, lixo, entulho de construções, assoreamento. Água poluída é questão de saúde pública, com mananciais limpos reduziremos as doenças de veiculação hídrica, o que é bom para a saúde. Em relação a construção de hospitais e escolas, peguemos como exemplo as escolas estaduais já construídas, como estão os prédios dessas escolas atualmente? E os hospitais de urgência que foram construídos em Anápolis, Trindade, Aparecida, como estão? Do que adianta construirmos escolas e hospitais se o governo não respeita a população? Provavelmente o parque linear não vai virar refúgio de drogados, pois, o negócio milionário das construtoras e imobiliárias vai garantir suntuosos investimentos em prédios ao redor da região, com preços nada agradáveis para um grupo de pessoas que deseja viver próxima a “natureza” de Goiânia, sempre foi assim e não vai ser diferente.

  2. Esse projeto nada mais e que um projeto de valorizacao de imoveis e condominios de luxo,onde nossos politicos tem grandes quantidades de imoveis.Apenas isso.
    Nao acho que eles estejam preocupados com o meio ambiente de forma alguma.E sim com a valorizacao de imoveis da familia deles.
    Pura politicagem em favor deles mesmos.

    1. TAF, concordo em partes. O propósito inicial do projeto, idealizado pelo Sr. Pedro Wilson, era sim o de resgatar uma dívida histórica que temos com o meio ambiente em Goiânia. A questão é que o mercado de imóveis está muito aquecido e realmente o maior interesse atualmente no parque é das construtoras.

    1. Obrigado pelo elogio! Entrei no seu blog. Temos idéias em comum mesmo. Sou apaixonado por água: nascentes, córregos, rios, lagos… Gostaria que você desse uma olhada também em http://www.meiaponte.org, onde me concentro na bacia do Rio Meia Ponte em Goiás. É triste vermos um descaso tão grande com nossas águas, uma situação que parece que não mudará tão facilmente.

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