Ecobarreiras nos rios da Baixada Fluminense (RJ) evitarão 90 T de lixo na Baía de Guanabara

Com a nova barreira de garrafas PET, que tem 48 m de extensão, a estimativa é que, por mês, sejam retidas 30 toneladas de lixo flutuante no rio. © Ignácio Ferreira/Subsecretaria de Comunicação Social do Rio de Janeiro

Ecobarreiras evitam despejo de 90 toneladas de lixo na baía

Pelo menos 90 toneladas de lixo deixarão de ser despejados mensalmente na Baía de Guanabara com a instalação de três novas ecobarreiras até o final do ano nos Rios Sarapuí, Iguaçu e Pavuna-Meriti, na Baixada Fluminense.

O anúncio foi feito nesta sexta-feira (17/09) pela secretária estadual do Ambiente, Marilene Ramos, durante a inauguração da ecobarreira do Rio Botas, em Belford Roxo, da qual participou ainda o presidente do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Luiz Firmino Martins Pereira. A previsão é a de que nova barreira ecológica impeça que 30 toneladas de resíduos por mês cheguem à Baía de Guanabara.

– A instalação das ecobarreiras nos rios Botas, Sarapuí e Iguaçu, complementam o Projeto Iguaçu, um dos mais abrangentes programas de recuperação ambiental e de saneamento já desenvolvidos no estado – explicou Marilene Ramos. Ela reuniu-se, em Belford Roxo, com o prefeito de cidade, Alcides Rolim, com o qual conversou sobre as obras do PAC da baixada.

Segundo Marilene, o PAC da Baixada tem como objetivo o controle de inundações e a recuperação ambiental das bacias desses rios. “Em paralelo, desenvolvemos atividades de educação ambiental com a população local. O objetivo é conscientizar as pessoas a não jogarem lixo nesses cursos d´água, fato que agrava o problema das inundações. A população precisa colaborar. Não jogue lixo no rio”, pediu a secretária.

O lixo retido nas ecobarreiras é recolhido por cerca de 67 catadores de cooperativas filiadas à Febracom. O que pode ser reciclado, é separado e posteriormente comercializado, e a renda obtida é revertida para as próprias cooperativas.

As ecobarreiras, que agora totalizam dez, além de três ecopontos – Marapendi, Volta Redonda e Barra Mansa – são operadas pela Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro, pela empresa Haztec e pela Coca-Coca, patrocinadora da ecobarreira do Rio Botas, que investiu R$ 65 mil na sua confecção e instalação.

As ecobarreiras já foram instaladas nos canais de Sernambetiba, Arroio Fundo, no Itanhangá, Canal do Cunha, no Rio Irajá, no Rio dos Cachorros, no Ceasa, no Canal do Mangue, em Docas e agora no Rio Botas. Já existe uma barreira ecológica instalada no Rio Meriti, na altura de Duque de Caxias.

Marilene Ramos reiterou que, até 2016, serão instaladas mais nove ecobarreiras, fundamentais para a preservação de rios e lagoas do estado e um ecoponto em Santa Cruz, na Zona Oeste da cidade.

– O programa foi incluído no plano estratégico das Olimpíadas de 2016 como compromisso para a remoção e reciclagem do lixo flutuante dos rios, reduzindo a poluição dos mananciais hídricos do estado – comentou a secretária.

Só no primeiro semestre deste ano, foram retirados 4,8 mil toneladas de lixo dos rios, das quais 67 toneladas de material para reciclagem, além de 120 toneladas dos três ecopontos.

Inea – Instituto Estadual do Ambiente/SITE GLOBALGARBAGE

Visto também no blog SOS Rios do Brasil

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