De rio Meia Ponte para Lago Meia Ponte

Sim, é isso mesmo, se forem aproveitar todo o potencial hidrelétrico do rio, ele será um mero lago, de Goiânia até a sua foz. Grandes belezas irão desaparecer, fauna e flora do rio serão modificadas para sempre. Mas é o Brasil que está sedento por energia, o progresso insustentável é o que impera, as Pequenas Centrais Hidrelétricas ( PCHs) Não poluem, mas causam transtornos imensos. Veremos daqui pra frente. Veja noticia abaixo:

14/09/10 – Aneel aprova estudos de inventário hidrelétrico do Rio Meia Ponte

Fonte: CanalEnergia

A Agência Nacional de Energia Elétrica publicou no Diário Oficial da União desta terça-feira, 14 de setembro, a aprovação dos estudos de inventário hidrelétrico do Rio Meia Ponte, no trecho entre a sua nascente e o remanso do reservatório da UHE São Simão. A região, com área total de drenagem de 12.663 quilômetros quadrados, é afluente, pela margem esquerda, do rio Paraná, em Goiás.

Os estudos, desenvolvidos pela SPEC Planejamento, Engenharia e Consultoria, identificaram um potencial total de 317,5 MW distribuídos em dezoito aproveitamentos hidrelétricos. O maior deles, com 29 MW de potência instalada, é a Cachoeira do Meia Ponte, seguida por Chapéu (27 MW de capacidade). A menor usina seria a de Vau das Pombas, com 5 MW de potência instalada. A apresentação dos estudos à Aneel foi feita pelas empresas Celg-GT (GO), Minas PCH e Sonnen.

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6 comentários em “De rio Meia Ponte para Lago Meia Ponte

  1. Sou proprietário de uma propriedade às margens do Rio Meia ponte onde estão propondo a construção da PCH entre pontes, próximo a ponte que dá acesso a cidade de Pontalina.´Meus vizinhos e Eu temos matas preservadas com espécies raras. O que preservamos por anos agora estão querendo destruir do dia para a noite. Esse é um dos poucos rios que ainda tem dourados que necessitam de água corrente para reproduzirem. Eu particularmente tenho oito alqueires de mata preservada que certamente será toda destruída. Será que os órgãos do meio ambiente nada farão péla natureza e pelos que preservaram a natureza. Para se ter uma idéia em minha propriedade temos animais preservados(antas, veados, macacos, capiravas, catitu). É um crime. A quem deveremos recorrer para proteger a nossa fauna e a flora e por quê não dizer também aos moradores e proprietários. Estou desolado…..

    1. Luizmar, estive em sua região no mês de Setembro, nunca tinha ido no rio nessa época, eu fiquei maravilhado com as belezas da região. Infelizmente descobri os planos “secretos” para construção de uma PCH no rio entre Pontalina e Aloândia. Fiquei bem triste também, e mais triste ainda quando descobri um levantamento de 18 pontos para construção de PCHs no rio Meia Ponte. Gostaria de ter a oportunidade de conhece-lo e ainda conhecer outros proprietários de terras da região que estão se sentindo lesados com a construção desse empreendimento. Antes de mais nada sinto-me no dever de levar ao conhecimento de todos sobre essa construção danosa, não é atoa que tenho colocado no blog Guia Ecológico e no site http://www.meiaponte.org textos sobre o problema, e além do mais vou entrar com uma representação do Ministério Público para que apurem o fato. Interessante que existe um projeto há uns 6 anos para ampliação da usina de Rochedo e até hoje nada aconteceu. Possivelmente não seria necessário construir novas usinas abaixo se Rochedo tivesse sua capacidade aumentada.

  2. ah! acho que uma forma de ficar por dentro de tudo que ta acontecendo, inclusive com maior acesso ao ministério público é via o comitê da bacia hidrográfica do rio meio ponte. qualquer pessoa pode fazer parte e ele tem poder sim frente a esses empreendimentos. o comitê precisa ser forte pra isso!

  3. Esse dilema sempre existiu e existirá, mas se houver muitos cuidados tudo se preserva, haja a vista o exemplo de Santo Antônio UHE, que até eclusas foram construídas par favorecer a piracema.

    1. Olá Divino, obrigado pela visita ao blog. Concordo que o dilema existe, mas no caso do rio Meia Ponte, as localizações das PCHs são exatamente nos pontos onde existe maior conservação da mata, onde ainda a fauna e a flora são mais abundantes. É uma triste coincidência.

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