E se pudessemos mensurar a quantidade de peixes que existe em um rio?

Peixes presos a rede

Nesse caso específico, eu gostaria muito de saber quantos deles existem atualmente no rio Meia Ponte. As barbaridades que vi em seu leito não podem ser facilmente definidas. Será que é porque o rio amargou durante anos, com a poluição em suas águas mesmo centenas de quilômetros após Goiânia?

É verdade que a estação de tratamento de esgoto de Goiânia, a ETE DR. Hélio Seixo de Brito, trouxe vida nova ao rio, ainda não é o ideal, mas os pescadores perceberam muito cedo que o rio voltou a estar para peixe. Só que a fiscalização ficou tão acostumada com a falta dele, que simplesmente se esqueceu que o rio também deve ser fiscalizado, porque não foi em toda sua extensão que os peixes reduziram. Por que um rio tão importante para o estado é tratado com tanto descaso? É um absurdo vermos pesca de arrasto no rio, pesca de tarrafa, pesca na piracema, e simplesmente NINGUÉM FAZ NADA. Uma pessoa comum não pode fazer, cabe ao estado fiscalizar, mas as atenções parecem estar sempre voltadas para outros rios, o Araguaia por exemplo.

A brutalidade se tornou mais efetiva, desde que os próprios pescadores começaram a perceber que nem a tarrafa resolve mais, e assim, novos métodos mais destrutivos começaram a ser utilizados, nem mesmo a época da reprodução dos peixes é respeitada. Como um rio pode ter novos peixes se eles não podem se reproduzir? Ou então mesmo reproduzindo os novos peixes nem chegam a idade adulta para poder se procriar.É revoltante ver um rio agonizando, sofrer com o esgoto lançado em sua maioria pela cidade que deveria respeita-lo, pois parte da água que a abastece vem desse rio, ter a mata ciliar arrancada para dar espaço a pastagens e plantações e ainda ficar sem vida, pois os peixes que ali moram estão sendo tirados sem cerimônia. Pobre rio, desprezado e depredado, punido, sem crime algum ter cometido.

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