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Posts Etiquetados ‘Verde’

Humor Verde IX




Do ótimo blog Grrreen Cartoon do Biratan

O valor que se dá ao Cerrado

Abaixo posto uma imagem que peguei do Google Earth que ilustra bem a destruição acelerada que o cerrado vem sofrendo. Não existe limite para mais nada. Na imagem é possível verificar que uma floresta de Cerrado foi loteada para construção de casas de um condomínio fechado. Existem lotes até mesmo no morro. O bioma das árvores tortas, resistentes e de uma incrivel biodiversidade está sendo massacrado dia após dia e pouco tem sido feito para que impeçam esse absurdo. A imagem é de um local nas proximidades do rio Meia Ponte, na região metropolitana de Goiânia. Uma área até pouco tempo bem conservada, mas que aos poucos sucumbe a tirania do progresso desmedido.

Um crime ambiental que jamais será punido

Será que agora vai?

Foto: Maurício Mercadante. Eriotheca pubescens. O reconhecimento do cerrado como patrimônio natural pode chegar tarde demais.

Senado aprova a PEC Cerrado e Caatinga

Fonte: Ministério do Meio Ambiente

Os biomas Cerrado e Caatinga podem se tornar patrimônio nacional, como a Floresta Amazônica brasileira, a Mata Atlântica, a Serra do Mar, o Pantanal Mato-Grossense e a Zona Costeira. A emenda à Constituição conhecida como PEC Cerrado e Caatinga (51/2003) – que poderá conferir o título aos dois biomas, bem como assegurar que a utilização dos mesmos seja feita dentro de condições que assegurem a preservação de seus ecossistemas e recursos naturais – foi aprovada na última quarta-feira (7) pelo Senado Federal.

Agora a matéria será examinada pela Câmara dos Deputados, e, caso aprovada, transformará o Cerrado e a Caatinga em patrimônio natural do Brasil, corrigindo a lacuna existente na Constituição Federal que não os incluiu na lista de biomas assegurados por lei. As duas regiões compõem aproximadamente 1/3 do território nacional.

Cerrado – No Cerrado, considerado a savana com a flora mais rica no mundo, estão cerca de 5% de toda a biodiversidade do planeta. O segundo maior bioma do Brasil tem também grande importância social, pois muitas populações sobrevivem de seus recursos naturais, incluindo etnias indígenas, comunidades quilombolas e povos tradicionais que, juntos, fazem parte do patrimônio histórico e cultural brasileiro e detêm um conhecimento tradicional de sua biodiversidade.

No entanto, apesar de toda a riqueza, o Cerrado também é um dos biomas mais ameaçados do País. Segundo resultados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento nos Biomas Brasileiros por Satélite (MMA/Ibama/Pnud), entre 2002 e 2008, o Cerrado teve a sua cobertura vegetal suprimida em 85.074 km², o que representa uma taxa, nesse período, de aproximadamente 14.200 km²/ano. Assim, considerando a área original de 204 milhões de hectares, o bioma Cerrado já perdeu 47,84% de sua vegetação nativa.

Caatinga – A Caatinga, bioma exclusivamente brasileiro, ocupa cerca de 11% do território do país. De todas as regiões semi-áridas do planeta, é a mais rica em biodiversidade, com muitas espécies endêmicas. Além disso, tem grande potencial para o uso sustentável da sua biodiversidade, com espécies de potencial extrativista e de silvicultura como madeiras, forrageiras, medicinais, fibras, resinas, borrachas, ceras, tonantes, oleaginosas, alimentícias e aromáticas.

Apresenta ainda paisagens consideradas ideais para o ecoturismo. Todos estes fatores são fundamentais para impulsionar o desenvolvimento da região e promover melhor qualidade de vida para as populações locais.

No entanto, a Caatinga vem sofrendo sérios impactos com a ocupação humana desordenada. Cerca de 46% de sua área já foi alterada e o uso não sustentável de seus recursos naturais tem a desertificação como uma de suas mais graves conseqüências, pois 94,66% da área do bioma está em regiões suscetíveis a este processo.

Humor Verde XVII

Olha o rio São Francisco daqui um tempo

Mais ótimos cartoons do Biratan

Consciência ecológica para quem precisa! Urgente

Isso me lembra o cerrado!

Goiás, estado da IMPUNIDADE de CRIMES AMBIENTAIS

VERGONHOSO!!!!!

Reportagem do jornal O Popular de 14/03/2010 mostra porque o estado de Goiás hoje é um dos maiores devastadores de seus recursos naturais.

Órgão ambiental aplica multa e infrator faz de conta que paga

Jornal O Popular 14/03/2010

Reportagem: Vinicius Jorge Sassine

Os órgãos responsáveis por reprimir crimes ambientais em Goiás bem que tentaram, mas não conseguiram fazer valer o instrumento mais utilizado, garantido em lei, para coibir danos ao meio ambiente: o pagamento de multas, muitas delas milionárias. Município, Estado e União autuaram milhares de pessoas e empresas flagradas cometendo alguma infração ambiental e lavraram multas que, somadas, chegam a R$ 134 milhões, entre 2006 e 2009. Um levantamento feito pelo POPULAR mostra que somente R$ 7,4 milhões – ou 5,5% – foram efetivamente pagos, um convite para a impunidade e para a reincidência no desrespeito à legislação ambiental.

A facilidade com que se protela uma multa – ou simplesmente com que se ignora a autuação, sem qualquer consequência para quem infringe a lei – tem relação direta com crimes ambientais cada vez mais recorrentes em Goiás. É o caso do desmatamento de reservas legais, áreas de preservação permanente (APPs) e entorno das unidades de conservação do Cerrado, um bioma já amplamente devastado e, como se vê pelo não-pagamento das multas lavradas, sem qualquer perspectiva de preservação. As multas também não são capazes de reprimir a pesca predatória, as carvoarias ilegais, a mineração sem licença e a queima da cana-de-açúcar, em todo o Estado, e a poluição sonora, do ar e dos mananciais, na Grande Goiânia.

A lei garante aos órgãos ambientais, ligados às estruturas de governo do Executivo, o poder de multar em situações de danos ambientais. Num cenário de déficit generalizado de fiscais, a multa passa a ser um dos poucos instrumentos dos órgãos para tentar repreender o desmatamento ilegal ou o funcionamento de uma indústria sem licença, por exemplo. Quem é autuado, porém, sabe exatamente o que fazer nas três esferas – municipal, estadual e federal – para se livrar da obrigação de pagar a multa e, pior, continuar sua atividade econômica sem se preocupar com qualquer tipo de regra imposta pela legislação.

Índice de pagamento é muito baixo

Jornal O Popular 14/03/2010

Reportagem: Vinicius Jorge Sassine

O POPULAR apurou a proporção entre multa aplicada e a paga ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), que analisa infrações sob responsabilidade da União; à Secretaria Estadual do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh), responsável pelas infrações no Estado; e à Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma), que tem a obrigação de coibir irregularidades em Goiânia. Os menores índices de multas pagas nos últimos quatro anos foram registrados no Ibama e na Semarh, com apenas 3,2% e 3,48% do total das autuações, respectivamente (veja o quadro). As autuações da Amma resultam num retorno de 15% ao Fundo Municipal de Meio Ambiente, mas os questionamentos na Justiça travam o pagamento da grande maioria das multas aplicadas.

Na Semarh, uma infinidade de problemas e situações quase inacreditáveis foi responsável pelo fato de o Estado ter recebido somente R$ 349,6 mil em multas em um ano e meio, mesmo tendo cobrado mais de R$ 10 milhões num período semelhante. Durante dois anos, em 2008 e em 2009, Goiás ficou sem um Conselho Estadual do Meio Ambiente, previsto em lei como instância superior das questões ambientais. O conselho foi extinto pela reforma administrativa do governador Alcides Rodrigues e só voltou a ser constituído neste ano. No período em que deixou de existir, os processos com recursos contra as multas aplicadas pela Semarh se acumularam.

É ao conselho que se deve recorrer quando há uma discordância sobre os valores aplicados. Muitas pessoas e empresas – que a Semarh não sabe precisar quantas são – enxergaram essa falha do Estado e recorreram a uma instância que não existia, com o claro objetivo de protelar o pagamento da multa.

A Semarh passa por um déficit de fiscais sem precedentes. Um levantamento do Ministério Público (MP) estadual mostra que o órgão tem 300 servidores comissionados e 88 concursados, muitos deles com desvio ou acúmulo de função. O último concurso realizado foi em 1988. As autuações caíram significativamente nos últimos anos. Chegaram a R$ 18,4 milhões em 2006 e não passaram de R$ 5,5 milhões no ano passado. Boa parte das multas prescreve porque os devedores não são cobrados pelo Estado, nem o débito é informado à dívida ativa da Secretaria da Fazenda (Sefaz).

A expectativa da Semarh é que um convênio com a Sefaz, que deve ser assinado ainda neste mês, permitirá a inscrição do agressor ambiental multado na dívida ativa do Estado já a partir de abril. Se isso ocorrer, diminuem as chances de prescrição da multa. O Conselho de Meio Ambiente fez as primeiras reuniões em fevereiro e voltará a apreciar os recursos. “Os processos se acumularam durante os dois anos em que o conselho não funcionou”, afirma o secretário de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Roberto Freire. “As empresas sempre protelam o pagamento da multas.”

Mapa do desmatamento da Amazônia

E ainda querem flexibilizar o Código Florestal. Se de 1992 pra cá a coisa piorou tanto, imagina daqui pra frente! Clique no link abaixo e tirem suas conclusões.

http://www.guiaecologico.com.br/amazonia-desmatamento.php

URGENTE – Manobra no Congresso pode aprovar flexibilização do Código Florestal

dezembro 17, 2009 1 comentário

O projeto prevê, entre outras coisas, o fim de Áreas de Proteção Permanente (APP) e anistia aos desmatadores

A possibilidade de a comissão aprovar esse plano para mudança do Código Florestal deixou ONGs em alerta.

Uma manobra no Congresso Nacional pode aprovar o projeto que flexibiliza o Código Florestal.  O projeto prevê, entre outras coisas, o fim de Áreas de Proteção Permanente (APP) e anistia aos desmatadores.

A informação é de que o deputado Marcos Montes (DEM-MG), que assumiu temporariamente a presidência da comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados, com a ida do titular à Copenhague (Dinamarca), deve colocar o projeto na pauta em cima da hora.  Aproveitando a última semana de trabalho legislativo do ano e o fato de que os deputados que defendem a causa ambiental estão na Dinamarca, os ruralistas devem comparecer em peso para aprovar o projeto.

A possibilidade de a comissão aprovar esse plano para mudança do Código Florestal deixou ONGs em alerta.  O Greenpeace iniciou uma ação para convencer os deputados a não aprovarem a medida.
O projeto

Segundo o Greenpeace, o texto anistia os desmatadores de todos os crimes ambientais ocorridos até 2001.  O projeto também reduz a Amazônia Legal, que hoje tem 5,2 milhões de quilômetros quadrados, a 4,1 milhões de km2.  Com essa medida, uma área de 150 mil km2 – três vezes o Estado do Rio de Janeiro – seria liberada para desmatamento.

O projeto também prevê a redução da reserva legal na Amazônia, de 80% para 50%, e libera o plantio de espécies exóticas na área a ser reflorestada.

Fonte: Amazonia.org.br/EcoAgência

Mundo paralelo – O médico e o rio

Deixamos o córrego doente

O rio procura um médico para que este lhe dê o diagnóstico de sua doença. Como de praxe, o rio descreve os sintomas de seus problemas.

Rio - Bom dia sr. doutor, a vida tem sido difícil pra mim, tenho tido crises terríveis de inundação, mal cheiro e depressão.

Médico – bom dia sr. Rio, nossa! Que lástima você se encontra, de longe eu já percebi que a coisa não estava muito boa para o seu lado.

Rio – Então é grave doutor?

Médico – Pelo visto, muito, muito grave, sua aparência não é nada boa, você está cinza! E aqui nesse ponto a coisa está ainda pior, a doença já concretou seu fundo e suas margens.

Rio – Pois é doutor, vieram umas pessoas ai, dizendo que isso era para meu bem, que eu me sentiria melhor com todo esse concreto ao meu redor, mas não vi melhoras, continuo com muita sujeira, muito lixo e muito esgoto, já me sinto inútil, inválido, maltratado. Em épocas de chuvas sintos dores terríveis, em alguns pontos me autoflagelo, arrasando minhas margens, derrubo minhas companheiras árvores, trago toda sorte de coisas para meu fundo, chamo de minhas crises, não tenho mais prazer quando chove, isso que corre por mim não é nem água mais.

Médico – Essa doença é gravíssima, mas é muito mais comum do que imaginamos, as causas são bem claras, vou descrevendo aqui e você depois me diga se todas conferem: urbanização descontrolada, ocupação desordenada das margens, remoção de mata ciliar, lançamentos de esgotos, lançamento de grande volume de águas pluviais, impermeabilização, erosão, assoreamento, lixo.

Rio – Exato, tudo isso e até um pouco mais, estou mal, não me aguento, meu cheiro é terrível.

Médico – E faz quanto tempo que você começou a sentir que estava doente?

Rio – Há exatos 10 anos, no início os sintomas eram mais brandos, mas a medida que a tal da cidade foi crescendo a doença foi piorando, tornou-se aguda, tenho medo de que se torne incurável.

Médico – Se lhe canalizarem todo, e ainda lhe entubarem, fazendo com que você deixe de existir para as pessoas e animais, presumo que a doença se torne de difícil tratamento, se a cabeça das mesmas pessoas que lhe trouxeram esse mal não mudar, possivelmente esse mal se tornará incurável  enquanto existirem seres da espécie humana ao seu redor.

Rio – Queria apenas voltar a viver como antes, do jeito que estou, doente, também trago doenças para todos, contamino tudo ao meu redor, além do mais estou provocando muitos estragos mais pra frente. Eu não queria causar mal a ninguém, mas como não fazer mal se vocês parecem clamar por isso? Todos esses problemas foram e são causados exclusivamente por vocês, não é minha amiga terra, nem a água, nem a chuva. são vocês.

Médico – Infelizmente eu concordo com o que diz, também sou humano e me sinto culpado por isso que passa, a doença, a angústia, a vergonha. Sinto-me triste, impotente diante dos fatos, mas estou aqui agora, quero te ajudar, eu não tinha a menor vontade de olhar pra você, era uma coisa meio inconsciente, peço também que as pessoas parem uma vez ou outra para lhe contemplar,vejo que se cada um fizer sua parte como cidadão, além de cobrar das autoridades a solução disso daqui vai ser bom para você, e bom para todos. Se hoje elas veêm sujeira, se hoje te escondem é por culpa de todos nós, se isso aqui estiver limpo, poderemos ter lazer, melhorar nossa qualidade de vida e ainda acabar com a doença que lhe acomete.

Rio – Eu adorava as crianças brincando em minhas límpidas águas quando isso daqui ao redor era verde e desabitado, as pessoas passavam os fins de semana aqui, se divertiam, hoje torcem o nariz para mim.

Médico – Esse cheiro ruim é causado por excesso de matéria orgânica, então seus amigos começam a lhe limpar, esses amigos cresceram descontroladamente para comer a matéria e transformá-la em outras substâncias que irão alimentar outros organismos quando você estiver com as suas águas com mais oxigênio, é parte de uma cadeia alimentar. Se mais pra frente não existirem mais lançamentos de esgoto você passa a se sentir melhor, os sintomas ficam menos graves.

Rio – Queria ser maior, quem sabe assim eu teria tempo de começar a me sentir melhor. Mas por enquanto não tem como.

Médico – Por isso lhe digo que nessa conversa isolamos o agente causador, não precisamos de microscópio, nem de exames detalhados, nem de equipamentos caros, os patógenos são os próprios humanos, nós somos a doença, mas também o próprio remédio, se quisermos vivermos em harmonia, podemos e devemos lhe curar.

Humor Verde XII

dezembro 3, 2009 2 comentários

Biratan Ecológico - Deus poda prédios

Biratan Ecológico - Suicídio

Do Blog Grrreen Cartoon

Um video com um desfecho um tanto sômbrio, será?

Como será o mundo daqui  alguns anos? Você consegue imaginar? Se continuarmos nesse ritmo de consumo e crescimento não é tão dificil de pensar, assista o vídeo abaixo, compare com o que somos hoje, reflita!

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