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Posts Etiquetados ‘preservação’

O dia do rio está chegando, o tema é: Cade o rio?

outubro 30, 2010 2 comentários

Na foto a mata ciliar protege o rio das irresponsabilidades dos humanos.

SEMANA DOS RIOS

INSTITUTO DE PESQUISA E EDUCAÇÃO AMBIENTAL PLANETA TERRA

Dia do Rio

O Dia do Rio é comemorado em 24 de novembro, esta data foi instituída devido à grande preocupação com a escassez da água, assim como a preservação e proteção dos recursos naturais.

Proteção – Os rios são de grande importância para a vida nos mais variados ecossistemas. A vegetação existente nas margens de rios denomina-se de Mata Ciliar (ou Mata de Galeria, ou Floresta Ripária). É de vital importância preservar a mata ciliar, pois a mesma evita o processo de erosão do solo, já que parte da água que escoa das chuvas é retida pelas raízes dessa vegetação.

A Mata Ciliar exerce um papel fundamental na proteção dos rios, funcionando como se fosse uma esponja. A Mata Ciliar não só protege os rios como evita o ressecamento do solo, a erosão e o desbarrancamento, mas também preserva a flora e a fauna que habitam estas áreas, contribuindo para evitar o desaparecimento de espécies. A Mata Ciliar é protegida pela Lei 4.771 de 15.09.65, ou seja, o Código Florestal. Segundo esta lei, a área de proteção das margens dos rios, varia de acordo com a largura do rio. Para rios com 10 metros de largura, a lei estabelece uma área de proteção de 30 metros para cada margem. Para rios que possuem entre 10 e 50 metros de largura, a lei determina 50 metros de área protegida para cada margem. Para rios que possuem de 50 a 200 metros de largura a área protegida deve ser de 100 metros. Para rios com largura entre 200 a 600 metros a área da margem a ser protegida é de 200 metros e para rios com largura superior a 600 metros a faixa de proteção é de 500 metros para cada margem.

O tema do Dia do Rio deste ano será: Cade o rio?

PROGRAMAÇÃO DA SEMANA DO RIO

DE 22 Á 26 DE NOVEMBRO DE 2.010

DIA 22/11 – SECRETÁRIA DA AGRICULTURA-

TEMA: AGROTOXICOS E DEMAIS POLUENTES DOS RIOS

PALESTRANTE: CASSIANO TOFOLLI/ SECRETÁRIO MUNICIPAL DE AGRICULTURA

HORAS: 09h00min

LOCAL: SALA VERDE

DIA 22/11- POLICIA MILITAR AMBIENTAL-

PALESTRANTE: SOLDADO REZENDE

TEMA: PROIBIÇÃO DA PESCA DO PERIODO DE PIRACEMA DA BACIA HIDROGRAFICA DO RIO PARANÁ.

HORAS: 14h00min

LOCAL: SALA VERDE

DIA 23/11-VIGILANCIA SANITÁRIA E CONDEMA

PALESTRANTE: PAULO MOACYR DOS SANTOS

TEMA: RECURSOS HIDRICOS / VEICULAÇÃO HIDRICA

HORAS: 09h00min

DIA 23/11- PROFESSOR GLETZ E ESTAGIARIOS DA FAIT/BRUNO, RENATA, PRISCILA E JULIANA

TEMA: E O RIO SECOU E TRILHA INTERATIVA

HORAS: 14h00min

DIA 24/11- SABESP

PALESTRANTE- ANTONIO LOURENÇO DA CRUZ

TEMA: CICLO DE SANEAMENTO DA AGUA.

HORAS: 14h00min

PALESTRANTE: PAULO ALCINO

TEMA: TRATAMENTO DE ESGOTO EM ITAPEVA E REGIÃO

HORAS: 15h00min

LOCAL: SALA VERDE

DIA 25/11- ELEKTRO

PALESTRANTE-?

TEMA- ENERGIA ELETRICA/ HIDRICA (HIDROELETRICA)

E EXPOSIÇÃO DE UMA MAQUETE, DA TRANSFORMAÇÃO DA AGUA EM ENERGIA.

HORAS: 09h00min: LOCAL: SALA VERDE

DIA 25/11- PALESTRANTE MARCELO TONINI E ESTAGIARIOS DA FAIT

TEMA: – APRESENTAÇÃO DO FILME RIO… PARA NÃO CHORAR

HORAS: 14h00min

-LOCAL: SALA VERDE

ESCOLA HERNANI VIEIRA (TAQUARIVAI)

DIA 26/11- ESCOLA TEREZA SIVEIRA MELLO- ALUNOS E ESTAGIARIOS DA FAIT

TEMA: ABRAÇO NO RIO DO CORREGO D0 ARANHA COM PLANTIO DE ARVORES NO LOCAL.

HORAS: 09h00min

LOCAL: CORREGO DA ARANHA /VILA SÃO MIGUEL

DIA 26/11- CENTRO DE FORMAÇÃO PEDAGOGICA

PALESTRANTE: GIULIANO SANTOS MELO/ATP DE GEOGRAFIA/ PROFESSOR DO COLEGIO

LEME E COLEGIO METODISTA.

 

TEMA: HIDROGRAFIA (CIENCIA QUE ESTUDA AS AGUAS EXISTENTES NO PLANETA)

HORAS: 14h00min

LOCAL: SALA VERDE

Você tem entre 24 a 27 de novembro para realizar uma atividade em prol do rio de sua cidade. Para que possamos registrar, nos comunique até o dia 23/11, as 16h00min, pelo telefone 3521 3077 ou email planetaterra@planetaterra.org.br

Sugestões de atividades

Dentro da Unidade de Ensino:

Desenho, cartaz, poesia, dança, redação, teatro, musica e outras criatividades.

Fora da Unidade de Ensino:

Visita a um Rio e relatar como ele se encontrava.
Recuperar áreas degradadas em torno do Rio, com plantio de mudas de árvores;
Realizar limpeza em torno do Rio;
Realizar simbolicamente um abraço em um corpo de água mais próximo da sua UE;
Realizar uma visita no rio ou lago que abastece a sua cidade e relatar como se encontra;
Realizar uma visita na Sabesp para conhecer o tratamento e o sistema de abastecimento;
Criar algo diferente sobre os rios.
As ações serão registradas no site www.planetaterra.org.br

Contribua com a preservação dos rios divulgando este evento aos seus amigos e outros.

BLOG SOS RIOS DO BRASIL
ÁGUA – QUEM PENSA, CUIDA!

Obs do Guia Ecológico: O evento acima é em São Paulo, porém, não deixe de fazer sua parte em sua região, você professor, aluno e sociedade façam alguma coisa pelo rio de sua cidade, os rios e córregos precisam de nossa ajuda!

Acessem  http://sosriosdobrasil.blogspot.com

 

Campanha: Belezas desconhecidas da capital de Goiás

Córrego Água Branca em Goiânia

Comecei com um trabalho para divulgação de alguns lugares em Goiânia e na região metropolitana que são de rara beleza e que deveriam se conservados, caso ainda não sofreram danos, ou recuperados caso o dano já foi feito. Comecei com dois locais, um é o Córrego Água Branca e o outro é o rio Dourados, que apesar de não estar dentro do município de Goiânia, possui alguns afluentes que nascem no município. Vejam e apreciem.

Links:
Córrego Água Branca – http://aguabranca.meiaponte.org/corrego-agua-branca.html

Rio Dourados – http://dourados.meiaponte.org/rio-dourados.html

Em breve mais hotsites de outros locais estarão online.

Será que agora vai?

Foto: Maurício Mercadante. Eriotheca pubescens. O reconhecimento do cerrado como patrimônio natural pode chegar tarde demais.

Senado aprova a PEC Cerrado e Caatinga

Fonte: Ministério do Meio Ambiente

Os biomas Cerrado e Caatinga podem se tornar patrimônio nacional, como a Floresta Amazônica brasileira, a Mata Atlântica, a Serra do Mar, o Pantanal Mato-Grossense e a Zona Costeira. A emenda à Constituição conhecida como PEC Cerrado e Caatinga (51/2003) – que poderá conferir o título aos dois biomas, bem como assegurar que a utilização dos mesmos seja feita dentro de condições que assegurem a preservação de seus ecossistemas e recursos naturais – foi aprovada na última quarta-feira (7) pelo Senado Federal.

Agora a matéria será examinada pela Câmara dos Deputados, e, caso aprovada, transformará o Cerrado e a Caatinga em patrimônio natural do Brasil, corrigindo a lacuna existente na Constituição Federal que não os incluiu na lista de biomas assegurados por lei. As duas regiões compõem aproximadamente 1/3 do território nacional.

Cerrado – No Cerrado, considerado a savana com a flora mais rica no mundo, estão cerca de 5% de toda a biodiversidade do planeta. O segundo maior bioma do Brasil tem também grande importância social, pois muitas populações sobrevivem de seus recursos naturais, incluindo etnias indígenas, comunidades quilombolas e povos tradicionais que, juntos, fazem parte do patrimônio histórico e cultural brasileiro e detêm um conhecimento tradicional de sua biodiversidade.

No entanto, apesar de toda a riqueza, o Cerrado também é um dos biomas mais ameaçados do País. Segundo resultados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento nos Biomas Brasileiros por Satélite (MMA/Ibama/Pnud), entre 2002 e 2008, o Cerrado teve a sua cobertura vegetal suprimida em 85.074 km², o que representa uma taxa, nesse período, de aproximadamente 14.200 km²/ano. Assim, considerando a área original de 204 milhões de hectares, o bioma Cerrado já perdeu 47,84% de sua vegetação nativa.

Caatinga – A Caatinga, bioma exclusivamente brasileiro, ocupa cerca de 11% do território do país. De todas as regiões semi-áridas do planeta, é a mais rica em biodiversidade, com muitas espécies endêmicas. Além disso, tem grande potencial para o uso sustentável da sua biodiversidade, com espécies de potencial extrativista e de silvicultura como madeiras, forrageiras, medicinais, fibras, resinas, borrachas, ceras, tonantes, oleaginosas, alimentícias e aromáticas.

Apresenta ainda paisagens consideradas ideais para o ecoturismo. Todos estes fatores são fundamentais para impulsionar o desenvolvimento da região e promover melhor qualidade de vida para as populações locais.

No entanto, a Caatinga vem sofrendo sérios impactos com a ocupação humana desordenada. Cerca de 46% de sua área já foi alterada e o uso não sustentável de seus recursos naturais tem a desertificação como uma de suas mais graves conseqüências, pois 94,66% da área do bioma está em regiões suscetíveis a este processo.

Humor Verde XVII

Olha o rio São Francisco daqui um tempo

Mais ótimos cartoons do Biratan

Consciência ecológica para quem precisa! Urgente

Isso me lembra o cerrado!

Vulnerabilidades das megacidades brasileiras às mudanças climáticas

Uma das mais complexas aglomerações urbanas do Brasil – a área metropolitana de São Paulo.

junho 16, 2010

Mudanças no Código Florestal podem ser desastre para capital paulista

A proposta de alteração do Código Florestal, em discussão no Congresso Nacional, podem ser um “desastre” para a expansão urbana de São Paulo, avaliou ontem (15) o pesquisador do Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe), Carlos Nobre, que participou de um debate durante o lançamento do estudo Vulnerabilidades das Megacidades Brasileiras às Mudanças Climáticas: Região Metropolitana de São Paulo.

O relatório propondo modificações no Código Florestal foi apresentado na semana passada pelo relator da comissão especial criada na Câmara dos Deputados para discutir o assunto, deputado Aldo Rebelo (PC doB-SP). Entre as mudanças propostas pelo relator estão a atribuição de mais autonomia aos estados para legislar sobre meio ambiente e a retirada da obrigatoriedade de reserva legal (fração destinada à preservação ambiental) em pequenas propriedades. A votação da reforma do Código Florestal na comissão especial estava marcada para ontem (15), mas foi adiada para a próxima segunda-feira (21).

Para Nobre, caso a cidade cresça respeitando a legislação atual, o risco de que as novas ocupações sofram com inundações e deslizamentos é pequeno. Entretanto, caso a expansão urbana aconteça de acordo com as mudanças que estão sendo propostas, haverá um grande risco à população. “Se em todas essas áreas de maior risco, declividade, topo de morro, áreas muito íngremes, matas ciliares, onde a cidade não chegou ainda, se o código for respeitado, o risco da ocupação diminui muito. Se isso legalmente mudar, é um convite à ocupação absurda”, considerou Nobre.

Para o pesquisador, não há necessidade de modificar a legislação para aumentar a produtividade da agricultura brasileira. “Aumentar só a área agrícola não torna a agricultura do Brasil mais produtiva, mais competitiva. Competir com a agricultura dos países desenvolvidos é competir em tecnologia.”

A tendência mundial, de acordo com Nobre, é a diminuição da área utilizada pela agricultura com o aumento da produtividade por hectare. “Nenhum país que tenha agricultura de ponta está aumentando área agrícola. Qual seria a justificativa para o Brasil ir na contra-mão da tendência tecnológica histórica de todos esses países que são potências agrícolas?”, questionou.

O relatório apresentado hoje pelo pesquisador aponta como a região metropolitana de São Paulo está se tornando mais vulnerável a desastres naturais devido ao modelo de ocupação predatória e às mudanças no clima local e global.

Reportagem de Daniel Mello, da Agência Brasil, publicada pelo EcoDebate, 16/06/2010

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Divulgando, Promovendo e Valorizando
quem defende as águas do Brasil!
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Dicas: cuide bem do seu esgoto!

maio 10, 2010 1 comentário

O principal objetivo da implantação de um sistema de esgoto é a saúde da população. Assim sendo, a coleta e tratamento do esgoto evitam a contaminação do lençol freático, reduzem doenças e preservam o meio ambiente.

No banheiro

O vaso sanitário não é lixeira! Fios de cabelo, tocos de cigarro, absorventes, papéis, plásticos, preservativos, fraldas e outros objetos devem ser dispostos adequadamente no lixo e não no vaso sanitário. Agindo assim, evita-se entupimento e rompimento do esgoto nas ruas e quintais.

Poço de visita

Poço de visita é uma câmara visitável através de uma abertura existente na sua parte superior, ao nível do terreno, destinado a permitir a reunião de dois ou mais trechos consecutivos e a execução dos trabalhos de manutenção nos trechos a ele ligados (in: http://www.dec.ufcg.edu.br/saneamento/ES08_01.html). Não jogue garrafas, mangueiras, pedras, pneus, carcaças de animais nos poços de visita. A rede coletora de esgoto não tem capacidade pra receber nenhum tipo de lixo!

figura 1: poço de visita

Água da chuva

A água da chuva recolhida nos telhados e quintais deve ser conduzida para as sargetas, cair nas bocas de lobo e seguir para os rios. Há muitas casas com drenagem clandestina da água da chuva para o esgoto. As redes de esgoto não comportam água da chuva e o lixo, que é jogado de forma irresponsável nas ruas e que acaba sendo levado pela enxurrada. Isso causa o retorno de esgoto nas casas e transbordamento do mesmo nas ruas.

NA COZINHA

Pia – Não jogue pó de café, cascas  de frutas e de legumes, palitos, ou sobras de comida na pia. Utilize sempre o ralinho japonês para conter os resíduos sólidos e descarte-os adequadamente no lixo.

Caixa de gordura – Limpe sua caixa de gordura mensalmente. Retire a gordura acumulada, coloque em um saco plástico e jogue no lixo. Agindo assim, entupimentos, transbordamentos e mau cheiro serão evitados.

fonte: http://www.saneago.com.br/novasan/cartilha/esgoto/album/slides/001.html

São medidas muito simples, mas que são pouco observadas em nosso dia-a-dia e que geram transtornos de alto custo. É impressionante a variedade de lixo encontrada nos esgotos. Gasta-se muita energia para remover o lixo antes de o esgoto ser tratado. Até parece que as pessoas acham que o que vai no vaso sanitário, ralo, etc, evapora e some, magicamente! Se fosse assim, nossa tarifa de esgoto mensal não viria tão alta.  Think about this!

Seminário Internacional de revitalização de rios

Um evento interessante para nossas autoridades prestigiarem, já que a maioria das cidades brasileiras seguem justamente o oposto dessa tendência de revitalizar rios, na verdade eles tendem a urbanizar o vale dos rios, canalizando, retirando a vegetação das margens e criando as marginais. Segue abaixo as informações:

Seminário Internacional de Revitalização de Rios

Inscrições de 05 de abril a 07 de maio de 2010. O Seminário acontece nos dias 10, 11 e 12 de maio de 2010, em Belo Horizonte – MG

O Seminário Internacional de Revitalização de Rios (Brasil – Coréia do Sul – EUA – União Européia), promovido pelo Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sisema), o Projeto Manuelzão da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a Companhia de Saneamento Ambiental de Minas Gerais (COPASA) e a Companhia Energética do Estado de Minas Gerais (CEMIG), será realizado entre os dias 10 e 12 de maio de 2010, em Belo Horizonte. O evento faz parte de um movimento internacional pela revitalização de rios e tem como um dos objetivos contribuir para o intercâmbio de projetos desenvolvidos em diferentes pontos do planeta, dando continuidade também às ações do Projeto Estruturador do Estado de Minas Gerais “Meta 2010”. O encontro será uma oportunidade para debater modelos e conceitos diferentes de gestão das águas nas bacias hidrográficas, nas cidades e no campo, com apresentação de novos paradigmas. As vagas são limitadas e serão emitidos certificados para os participantes.

Confira a programação!

Faça sua inscrição aqui

Informações:

participativo@meioambiente.mg.gov.br
www.meioambiente.mg.gov.br
Fones: (31) 3915-1775 / 3915-1779 / 3915-1774
Por: Assessoria de comunicação

Dica do site do Projeto Manuelzão

Nota de Denúncia e Repúdio: Parque Nacional da Serra Vermelha no Piauí está virando CARVÃO

Vídeo:

Leia a Nota:

Nota de Denúncia e Repúdio*

A Rede Ambiental do Piauí vem a público denunciar e repudiar a visível manobra articulada a portas fechadas pelo governador do Piauí, Wellington Dias e
pelo Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc (ambos do PT), no sentido de tentar proteger a empresa JB Carbon, que grilou 114 mil hectares de terras públicas na última floresta do semi-árido do Nordeste, localizada na Serra Vermelha, no Sul do Piauí, e que vinha desmatando a mata nativa da Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica da região, para produzir carvão.

A manobra mascarada de “proteção aos ecossistemas” da região, consiste em não criar o Parque Nacional da Serra Vermelha, mas ampliar o Parque Nacional da Serra das Confusões, deixando de fora exatamente a área da JB Carbon, uma vez que a proposta do Grupo de Trabalho Técnico, instalado pelo próprio Ministro do Meio Ambiente, propôs um polígono com área de 436.995 hectares para esta ampliação e o que está sendo veiculado na imprensa, tanto nos sites oficiais do MMA e do governo do Piauí, quanto em outros sites, é que a ampliação do Parque Nacional da Serra das Confusões será de apenas 270.000 hectares. Fica clara dessa forma a existência de uma manobra para deixar de fora da ampliação proposta a parte mais importante da Serra Vermelha.

Não questionamos a necessidade de se ampliar o Parque Nacional da Serra das Confusões, que já é a maior unidade de conservação na Caatinga e que mesmo assim precisa mesmo ser ampliada para proteger a rica biodiversidade ameaçada da região. Entretanto, deixar de fora a área mais nobre da Serra Vermelha é um absurdo e mostra existirem interesses e dívidas eleitoreiras entre o governador do Piauí e a empresa JB Carbon, uma das prováveis financiadoras da sua candidatura à reeleição para governador. Vale lembrar que quem comanda a JB Carbon é o empresário carioca João Batista Fernandes, conhecido do Ministro do Meio Ambiente, que também será candidato nas próximas eleições.

É realmente muito estranho que o Ministro tenha formado um Grupo de Trabalho Técnico (anunciado publicamente pelo próprio Ministro durante a Semana da Mata
Atlântica, realizada no Rio de Janeiro, em 2008 e depois oficializado através de portaria), com os mais capacitados técnicos do MMA, do ICMBio, do governo do PI e da Rede de ONGs da Mata Atlântica, para aprofundar os estudos na região sobre a importância biológica e propor o desenho do futuro Parque Nacional da Serra Vermelha e agora desconsidere todo o trabalho técnico realizado durante meses, que consumiram significativos recursos públicos, em troca de uma proposta sem fundamentação técnica e claramente eleitoreira.

Levando em conta os discursos do Ministro Carlos Minc sobre “desmatamento zero e o jogo duro com os empresários devastadores” , chega-se a conclusão de que
essas medidas não serão aplicadas no Piauí.

A sociedade piauiense e brasileira espera outro tipo de atitude por parte dos governantes. Que se crie o Parque Nacional da Serra Vermelha ou que se amplie o Parque Nacional da Serra das Confusões, mas com o polígono sugerido pelo Grupo de Trabalho Técnico, sem deixar nenhuma área de fora e muito menos por conta de negociatas de interesses escusos.

Teresina (PI), 23 de fevereiro de 2010.

Rede Ambiental do Piauí – REAPI
reapi.pi@gmail. com

Blog:  http://serravermelha.blog.terra.com.br

Goiânia, uma cidade pouco ambientalmente correta.

Situação da Margem de córrego em Goiânia

Sim, é isso mesmo, a capital do estado de Goiás está longe de ser uma cidade ambientalmente correta. Pode-se dizer que as coisas aqui melhoraram sensivelmente nos últimos anos, mas está longe, muito longe mesmo do ideal. Os parques, aparentemente, trazem uma melhora da qualidade de vida na cidade, na frente dos panos tudo está uma maravilha, e por trás como está? As coisas estão indo de mal a pior. Nosso córregos agonizam, as nascentes secam, as árvores, outrora frondosas na época de Pedro Ludovico, desapareceram. Não é necessária nem uma mão para contar nos dedos a quantidade de córregos em Goiânia que possuem sua cobertura vegetal original ou mesmo alguma cobertura vegetal que não seja capim. Triste constatar que até mesmo nascentes são aterradas, dando lugar a plantações, pastagens ou construções. Pobres córregos de Goiânia, faziam a alegria dos primeiros moradores da capital, hoje em dia são alvo do desprezo, da poluição, do abandono, da depredação.

Urbanizar tornou-se sinônimo de destruição, não é possível coexistir córrego limpo, bem cuidado com residencias, ruas, praças. Vem o asfalto trazendo com ele a impermeabilização e as galerias de água pluvial, que por sua vez trazem uma carga de água que o córrego não consegue assimilar, provocando erosão e assoreamento, somam-se a isso o lixo das ruas e por fim esgoto, ligado clandestinamente nos canos destinados unica e exclusivamente para escoamento da água da chuva. Além desses ingredientes, temos a ocupação das margens, com a retirada da cobertura original e a degradação das nascentes ao longo do córrego que com o tempo tornam-se temporárias ou simplesmente desaparecem. Os parques de certa forma protegem as nascentes de alguns córregos, o problema é que a proteção fica apenas no perímetro do parque, já fora, a realidade é outra, bem mais cruel.

Em virtude das erosões, a situação das margens da maioria dos mananciais em Goiânia esta tão critica, que é necessária uma intervenção urgente para que os córregos, na tendência natural de corrigir seus leitos, não invadam ainda mais as laterais, que hoje em dia estão ocupadas por muros e casas de pessoas que acham que o problema está no córrego e não no local que elas escolheram para construir. O problema é que sempre trazem soluções mais baratas ou simplesmente mais rápidas, como gabiões ou canalização do leito. O que descaracteriza completamente o córrego e provoca sua morte simbólica, porém tão dolorida quanto a real, tranformando-o apenas em um simples canal que leva a água que nasce de um ponto ao outro em sua foz.

Mas, de todos os problemas o maior deles esta realmente na cabeça da população, que não é educada a admirar seus rios ou córregos. A correria do dia a dia as impede de apreciá-los e com isso ninguém se importa quando joga-se lixo ou esgoto neles, retira-se a mata da margem ou se concreta seu fundo e suas laterais, muitas vezes a população até aplaude esse feito, claro que iludida pela mídia ou governo que chama o processo de reurbanização do vale do córrego X.

Goiânia é uma bela cidade, mas só por fora, por dentro ela é feia, é suja, é insalubre e doente. Goiânia, deve sim ser reconhecida pelo seu meio ambiente, mas como um todo, não só através de parque isolado, mas através da interligação das subbacias hidrográficas do município, criando nas margens dos córregos parques lineares que se estendem por toda sua extensão, trabalhando a questão do lixo, punindo severamente aqueles que fazem ligações clandestinas de esgoto e fazendo estudos para saber a capacidade máxima de água que um córrego pode suportar a cada chuva, fazer cumprir a lei para que o terreno tenha  área mínima permeável, para infiltração da água pluvial , ou pelo menos a caixa para reter água da chuva, e tudo mais que possa ser feito para que a água não fique apenas na superficie, mas vá para o solo e recarregue as nascentes. Nossos córregos precisam de ajuda, ou os protegemos ou os perderemos, enclausurando-os em canais de cimento, que mais lembram cemitérios de córregos.

P.S: Apesar de alguns esforços que tem sido feitos para corrigir esses problemas, eles não tem sido nem de longe suficientes.

É tenso, mas poucos se importam.

fevereiro 23, 2010 1 comentário

É muuuuuu.

Foto: d2k6

Terra é incapaz de acompanhar ritmo atual de consumo de carnes e pescado

23/02 – 11:29 – AFP

No topo absoluto da cadeia alimentar, os seres humanos se dão ao luxo de comer de tudo, mas a um preço elevado: a pesca massiva está levando as espécies marinhas à extinção, e a piscicultura polui a água, o solo e a atmosfera – o que precisa fazer com que mudemos de hábitos.

Alimentar a humanidade – nove bilhões de indivíduos até 2050, segundo as previsões da ONU – exigirá uma adaptação de nosso comportamento, sobretudo nos países mais ricos, que precisarão ajudar os países em desenvolvimento.

Segundo um relatório da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), publicado nesta quinta-feira, a produção mundial de carne deverá dobrar para atender à demanda mundial, chegando a 463 milhões de toneladas por ano.

Um chinês que consumia 13,7 kg de carne em 1980, por exemplo, hoje come em média 59,5 kg por ano. Nos países desenvolvidos, o consumo chega a 80 kg per capita.

“O problema é como impedir que isso aconteça. Quando a renda aumenta, o consumo de produtos lácteos e bovinos segue o mesmo caminho: não há exemplo em contrário no mundo”, destacou Hervé Guyomard, diretor científico em Agricultura do Instituto Nacional de Pesquisa Agrônima da França (INRA), responsável pelo relatório Agrimonde sobre “os sistemas agrícolas e alimentares mundiais no horizonte de 2050″.

Atualmente, a agricultura produz 4.600 quilocalorias por dia e por habitante, o suficiente para alimentar seis bilhões de indivíduos.

Deste total, no entanto, 800 se perdem no campo (pragas, insetos, armazenamento), 1.500 são dedicadas à alimentação dos animais – que só restituem em média 500 calorias na mesa – e 800 são desperdiçadas nos países desenvolvidos.

Por outro lado, o gado custa caro ao meio ambiente: 8% do consumo de água, 18% das emissões de gases causadores do efeito estufa (mais que os transportes) e 37% do metano (que colabora para o aquecimento do clima 21% mais que o CO2) emitido pelas atividades humanas.

E, mesmo que seja fonte essencial de proteínas, a carne bovina não é “rentável” do ponto de vista alimentar: “são necessárias três calorias vegetais para produzir uma caloria de carne de ave, sete para uma caloria de porco e nove para uma caloria bovina”, explicou Guyomard.

Desta maneira, mais de um terço (37%) da produção mundial de cereais serve para alimentar o gado – 56% nos países ricos – segundo o World Ressources Institute.

Seria o caso, então, de reduzir o consumo de carne e substitui-lo pelo peixe?

Os oceanos não podem ser considerados uma despensa inesgotável, estimou Philippe Cury, diretor de pesquisas do Instituto de Pesquisas para o Desenvolvimento (IRD).

O número de pescadores é duas a três vezes superior à capacidade de reconstituição das espécies.

No atual ritmo, a totalidade das espécies comerciais haverá desaparecido em 2050.

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