Arquivos

Posts Tagged ‘Poluição’

Um Triste Retrato de nossa Triste Realidade!

Um vídeo para refletir… e agir.

População de Porto Alegre sofre com poluição do rio Guaíba

Foto:minplapac

Esse é um grave problema que tem assolado as principais cidades brasileiras, está cada vez mais difícil tratar água para distribuir para a população de várias cidades. Os custos estão ficando cada vez mais altos, e mesmo com a utilização de modernas técnicas a água está ficando com odor e sabor desagradáveis. As perigosas cianobactérias tem aparecido com mais frequência e suas toxinas podem causar um mal enorme para a saúde das pessoas. Abaixo disponibilizo conteúdo parcial de uma notícia que fala sobre os problemas enfrentados pela população da grande Porto Alegre que está sofrendo com a poluição de rios como Guaíba, Gravatai e dos Sinos. Para acessar o conteúdo completo para clicar no link, que leva ao Blog SOS Rios do Brasil. Fonte da notícia: Alarmante.

 

Esgoto é matéria-prima da água bebida pelos gaúchos

 

COMUNIDADE CIENTÍFICA JÁ COMEÇA A QUESTIONAR ATÉ QUE PONTO ESSA ÁGUA É REALMENTE SAUDÁVEL PARA HUMANOS.

 

A cada segundo, a população de Porto Alegre despeja 3 mil litros de esgoto no Guaíba e no Rio Gravataí. No final de um dia, a imundície que a cidade transferiu para o manancial está na casa das centenas de milhões de litros. A esse volume somam-se dejetos domésticos, agrícolas e industriais produzidos por outros 5 milhões de gaúchos e que chegam depois de viajar pelos rios que alimentam o Guaíba. Essa imensa cloaca a céu aberto é a matéria-prima da água que bebemos.
A população da metrópole só sentiu na pele a gravidade da situação ao longo da última década, quando uma água malcheirosa e com gosto de terra começou a sair das torneiras. Em oito dos últimos nove anos, sempre entre o verão e o outono, algas conhecidas como cianobactérias proliferaram-se no Guaíba, impregnando-o de substâncias que conferem o sabor e o odor ruins. As algas floresceram porque encontraram alimento em abundância: o fósforo e o nitrogênio presentes no esgoto.

Desde então, o sistema de tratamento de água de Porto Alegre está pagando caro — ainda mais caro do que o habitual — por ter um manancial tão poluído. Desde 2006, o Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) gastou mais de R$ 15 milhões só para aparelhar suas estações a enfrentar a presença do sabor e do cheiro.Essa é só uma parte da despesa extra. Por causa das cianobactérias, o investimento necessário para tratar uma mesma quantidade de água multiplicou-se em Porto Alegre. Levantamento feito pelo Dmae a pedido de Zero Hora aponta que, ao longo de 2012, o custo tem sido 224% maior por causa da necessidade de eliminar as substância indesejáveis. Tratar a água ficou três vezes mais caro. De R$ 70 desembolsados pelo departamento a cada mil metros cúbicos nos períodos sem floração, a conta subiu para R$ 226,80. De janeiro a maio, em lugar de gastar R$ 5,4 milhões, o Dmae gastou R$ 17,8 milhões. Em apenas cinco meses, o custo-alga foi de R$ 12 milhões — o aumento não é repassado ao consumidor.
Mesmo com todo esse investimento, moradores reclamam: o resultado final continua intragável.
A Escola Estadual Presidente Roosevelt, do Menino Deus, por exemplo, juntou doações dos pais e redirecionou o dinheiro do xerox para abastecer com bombonas de água mineral as salas de aula de 300 crianças. Foi uma medida para evitar a desidratação, porque os pequenos passaram a fugir do bebedouro.Clique aqui para ler a reportagem completa…

Você sabe como as águas são classificadas?

Classificação das Águas

Você sabia que as águas do Brasil podem ser classificadas segundo alguns padrões de qualidade definidos na resolução CONAMA 357 de 17 de Março de 2005?
Abaixo publico parcialmente o conteúdo dessa resolução e coloco algumas explicações a respeito das definições e das classificações das águas.

Começo com as definições:

-  Salinidade (do latim: salinitas) é uma medida da quantidade de sais existentes em massas de água naturais, como sejam um oceano, um lago, um estuário ou um aquífero. ( Vide wikipedia).

- Águas doces – Águas com salinidade igual ou inferior a 0,5%. Ex: Principalmente rios e lagos.

- Águas salobras – Águas com salinidade superior a 0,5 % e inferior a 30%.

- Águas salinas – Águas com salinidade igual ou superior a 30%. Ex: Oceanos

- Ambiente lêntico - Ambiente que se refere à água parada, com movimento lento ou
estagnado;

Os exemplos mais clássicos de ambientes lêntico são os lagos, lagoas, represas.

- Ambiente lótico – Ambiente relativo a águas continentais moventes;

Os principais tipos de ambientes lóticos são os rios, córregos e ribeirões não represados.

Aqüicultura – O cultivo ou a criação de organismos cujo ciclo de vida, em condições naturais,
ocorre total ou parcialmente em meio aquático;

Carga poluidora - Quantidade de determinado poluente transportado ou lançado em um corpo de água receptor, expressa em unidade de massa por tempo;

A poluição da água é a alteração de suas características por quaisquer ações ou interferências, sejam elas naturais ou provocadas pelo homem. É necessário deixar claro que a poluição da água não deve ter apenas conotação estética, ou seja, uma água com aspecto límpido pode conter microorganismos patogênicos ou substâncias tóxicas para algumas espécies, e uma água com aparência mais ruim pode ser utilizada em alguns casos.

- Cianobactérias –  microorganismos procarióticos autotróficos, também denominados como cianofíceas (algas azuis) capazes de ocorrer em qualquer manancial superficial especialmente naqueles com elevados níveis de nutrientes (nitrogênio e fósforo), podendo produzir toxinas com efeitos adversos a saúde;

Lembrando que as cianobactérias se reproduzem rapidamente em ambientes eutrofizados. Para maiores informações clique aqui e conheça mais sobre a eutrofização.

Corpo receptor – Corpo hídrico superficial que recebe o lançamento de um efluente;

Desinfecção – Remoção ou inativação de organismos potencialmente patogênicos ( Organismos causadores de doenças)

Recreação de contato primário – Contato direto e prolongado com a água (tais como natação, mergulho, esqui-aquático) na qual a possibilidade do banhista ingerir água é elevada;

Recreação de contato secundário – Refere-se àquela associada a atividades em que o contato com a água é esporádico ou acidental e a possibilidade de ingerir água é pequena, como na pesca e na navegação (tais como iatismo);

Tratamento Avançado – Técnicas de remoção e/ou inativação de constituintes refratários aos processos convencionais de tratamento, os quais podem conferir à água características, tais como: cor, odor, sabor, atividade tóxica ou patogênica; ( A qualidade da água dos rios das cidades brasileiras está em queda, em muitas cidades já se utiliza o tratamento avançado, o que encarece os custos ao consumidor final).

Tratamento convencional – Clarificação com utilização de coagulação e floculação, seguida de desinfecção e correção de pH; ( Método usualmente empregado nas Estações de tratamento de água das cidades)

Tratamento simplificado –  Clarificação por meio de filtração, desinfecção e correção de pH quando necessário;

Tributário (ou curso de água afluente) - Corpo de água que flui para um rio maior ou para
um lago ou reservatório;

Virtualmente ausentes – Que não é perceptível pela visão, olfato ou paladar;

Zona de mistura – região do corpo receptor onde ocorre a diluição inicial de um efluente.

Geralmente um efluente é também conhecido como água servida ou já utilizada para algum fim.

Principais classificações das águas doces e salgadas

As águas doces são classificadas em:

I – Classe especial: águas destinadas:
a) ao abastecimento para consumo humano, com desinfecção;
b) à preservação do equilíbrio natural das comunidades aquáticas; e,
c) à preservação dos ambientes aquáticos em unidades de conservação de proteção integral.

Geralmente águas da classe especial são encontradas em aquíferos ou poços artesianos.
II – Classe 1: Águas que podem ser destinadas:
a) ao abastecimento para consumo humano, após tratamento simplificado;

b) à proteção das comunidades aquáticas;c) à recreação de contato primário, tais como natação, esqui aquático e mergulho, conforme Resolução CONAMA nº 274, de 2000;

d) à irrigação de hortaliças que são consumidas cruas e de frutas que se desenvolvam rentes
ao solo e que sejam ingeridas cruas sem remoção de película;

e) à proteção das comunidades aquáticas em Terras Indígenas.

Geralmente são encontradas em nascentes, cisternas.

III – Classe 2: Águas que podem ser destinadas:
a) ao abastecimento para consumo humano, após tratamento convencional;

b) à proteção das comunidades aquáticas;

c) à recreação de contato primário, tais como natação, esqui aquático e mergulho, conforme
Resolução CONAMA nº 274, de 2000;

d) à irrigação de hortaliças, plantas frutíferas e de parques, jardins, campos de esporte e lazer,com os quais o público possa vir a ter contato direto;

e) à aqüicultura e à atividade de pesca.

A maior parte dos rios brasileiros são classificados como classe 2.

IV – Classe 3: águas que podem ser destinadas:

a) ao abastecimento para consumo humano, após tratamento convencional ou avançado;
b) à irrigação de culturas arbóreas, cerealíferas e forrageiras;
c) à pesca amadora;
d) à recreação de contato secundário; e
e) à dessedentação de animais.

Grande parte dos rios que cortam as cidades brasileiras são classificados, pelo menos no trecho urbano, como rios de classe 3.

V -Classe 4: águas que podem ser destinadas:
a) à navegação; e
b) à harmonia paisagística

As águas de alguns rios e lagos se tornam tão poluídas que é impossível utilizar-se destas águas mesmo após tratamento avançado. Parâmetros como metais pesados apresentam-se em números elevados e mesmo um tratamento mais especifico muitas vezes não é capaz de remover esse tipo de substância tóxica.

As águas salinas ou salgadas são assim classificadas:

I – Classe especial: águas destinadas:
a) à preservação dos ambientes aquáticos em unidades de conservação de proteção integral; e
b) à preservação do equilíbrio natural das comunidades aquáticas.

II – Classe 1: águas que podem ser destinadas:
a) à recreação de contato primário, conforme Resolução CONAMA nº 274, de 2000;
b) à proteção das comunidades aquáticas; e
c) à aqüicultura e à atividade de pesca.

III – Classe 2: águas que podem ser destinadas:
a) à pesca amadora; e
b) à recreação de contato secundário.

IV – Classe 3: águas que podem ser destinadas:
a) à navegação; e
b) à harmonia paisagística.

Infelizmente, devido a fraca política de saneamento básico no Brasil, temos acompanhado frequentemente a impossibilidade de utilização de nosso rios e mares mesmo para atividades de contato secundário, e até mesmo a harmonia paisagistica se torna impossibilitada haja visto a quantidade de resíduos sólidos que mancham a beleza dos nossos recursos naturais.

Os padrões de qualidade das águas determinados na Resolução estabelecem limites individuais para cada substância em cada classe, assim é possível efetuar a classificação das águas de maneira transparente.

Será mesmo que Goiânia é uma cidade que se preocupa com o Meio Ambiente?

Reportagem muito interessante do jornal O Hoje com um retrato sobre a situação dos rios e córregos da região metropolitana de Goiânia. Lamentável. Só para constar, estou na reportagem como idealizador da ONG Meiaponte.org, cujo site pode ser acessado nesse link http://www.meiaponte.org. Veja a reportagem abaixo e o link para ir para o site do jornal:

——————————————————————–

Rios em situação gravíssima

Angélica Queiroz
Galtiery Rodrigues

“A situação dos rios de Goiânia é gravíssima.” A afirmação é do gerente de monitoramento ambiental da Agência Municipal de Meio Ambiente (Amma), Ramiro Menezes. Comemorado hoje, o Dia Mundial da Água traz o debate sobre a poluição dos rios. De acordo com Ramiro, o principal problema é o esgoto das cidades, que não tem uma destinação adequada. Além disso, em vários bairros, nem existe rede de esgoto e o sistema ainda é de fossas. Lixo nas ruas, ocupação das margens, desmatamento e até falta de consciência ambiental por parte da população são os outros maiores responsáveis pela situação. Ainda segundo o gerente, a situação piora à medida que a cidade cresce.

Ramiro lembra que Goiânia é rica em recursos hídricos. “Todo bairro que você vai tem uma nascente. Se não fosse a poluição, a gente teria uma situação ótima aqui.” No entanto, segundo ele, nosso lençol freático está contaminado, principalmente por causa das fossas. “Goiânia tem sérios problemas com saneamento básico. Em alguns bairros, como o Jardim Novo Mundo, por exemplo, não têm rede de esgoto e nem galeria. É tudo jogado direto no Rio Meia Ponte. É covardia até.” Levantamento da Amma mostrou 20 pontos de lançamento de esgoto sem tratamento em rios. A maioria é de lixo doméstico, mas algumas indústrias também despejam seus esgotos e lixo nos rios, clandestinamente.

Segundo Ramiro, o problema começa no licenciamento de empreendimentos em locais que deveriam ser áreas de preservação ambiental. Ele explica que a Prefeitura exige que os locais para loteamento tenham água e energia, mas nem sempre é exigida rede de esgoto. “Em alguns locais não é possível construir as redes, porque são muito próximos ao manancial. Às vezes, não dá para fazer nem fossa direito.” Um exemplo é o assentamento Serra Azul, em área de alagamento, que passa por problemas sempre que chove forte.

Legislação
Para Ramiro, a solução para o problema começa pela aplicação das leis e pela não ocupação das áreas de mananciais. Em seguida, deveria se investir em saneamento básico para sanar o problema do esgoto. O idealizador da ONG Meia Ponte.Org, Ernesto Augustus, concorda. Para ele o principal problema é o homem, seguido pela falta de investimento em saneamento básico. “A maioria das cidades não tem sistema de coleta e tratamento do esgoto que acaba sendo jogado nos rios, seja de forma clandestina ou pela própria empresa de saneamento”, comenta Ernesto. O idealizador da ONG destaca ainda que a inauguração de uma estação de tratamento do esgoto no Rio Meia Ponte já melhorou significativamente a qualidade da água do rio e que seria importante a implantação de outras estações em outros locais.

No entanto, também é necessário investir em educação. “É só ir até a margem de algum rio que vamos ver sacos e sacos de lixo. É inacreditável”, se indigna Ernesto. Ernesto Augustus lembra que as pessoas não percebem que o lixo que elas jogam na rua vai para os rios. Para ele, é preciso começar na educação infantil a mostrar a dimensão desse problema para que as futuras gerações não cometam os mesmos erros. “A consciência do goiano ainda é baixa. Vejo, por exemplo, muita gente jogando lixo pela janela do carro.” Ernesto afirma que também faltam lixeiras nas ruas, mas orienta que isso não é desculpa para que as pessoas joguem o lixo no chão.

Denúncia Ambiental no Córrego Santo Antonio na “Cidade das Águas”

Aplausos Eco-Nascentes para Juliana Pires, 10 anos, estudante em Hidrolândia

O questionamento dela é como será o futuro da humanidade se em cada cidade existir  um córrego assim? Ficou mais preocupada quando pesquisou e viu que  não existe só um, mas, vários lugares no planeta com este cenário desolador.Compreendeu  que temos que colaborar com a salvação dos seres vivos no planeta,  pois ele se salvará por si só, reagindo as ações do homem, com respostas assustadoras como presenciamos diariamente nos noticiários nacionais e internacionais, como exemplo as catástrofes no Japão, as enchentes no  Brasil, a morte pela fome na Africa, etc

O SOS NASCENTES  destaca e homenageia esta corajosa  garota  que soube fazer uma  denúncia com qualidade, reunindo provas e buscando ajuda e soluções… É assim que se faz!

Confira o restante do artigo no blog SOS Nascentes clicando aqui

Ribeirão ou seria córrego Santo Antônio?

setembro 1, 2011 2 comentários

Grande quantidade de sedimentos no leito do córrego

O conteúdo abaixo foi extraído do livro Memórias de Pedro Ludovico:

Dos cursos d’água examinados dentro de uma raio de dez quilômetros, verificamos que o escoamento da cidade a construir deveria ser para o rio “Santo Antônio” ou para o rio Meia Ponte, dependendo da escolha, de levantamentos que possam determinar a maior economia.

Do estudos hidrográficos resulta:

5 – Rio “Santo Antônio”, situado a sudoeste, com a descarga horária de 5.870.000(cinco milhões, oitocentos e setenta mil) litros horários, e distante seis quilômetros, na altitude de 655 (seiscentos e conquenta e cinco) metros.

——–

Antes de iniciar, coloquei alguns trechos separados especialmente para o assunto que vou falar, o córrego Santo Antônio. A época de Pedro Ludovico poderíamos chama-lo de rio, hoje em dia não passa de um córrego. Seu estado é deplorável. É um dos córregos com a situação mais crítica da região metropolitana de Goiânia. É interessante como as coisas mudam, de um rio o rebaixamos para um córrego.

O Ribeirão Santo Antônio nasce na Serra das Areias, com altitudes próximas aos 920 metros. Ele corta setores como Independência Mansões, Jardim Tiradentes, Parque das Nações, Veiga Jardim e continua seguindo seu curso até desaguar no Rio Meia Ponte, com altitude próxima a 640 metros.

Um dos principais problemas que cercam o Santo Antônio atualmente é o assoreamento do seu leito; a ocupação desordenada de suas margens e uma política de drenagem urbana ineficiente levaram o córrego ao caos. O crescimento de Aparecida de Goiânia se deu sem nenhum planejamento. Não é atoa que frequentemente no período das chuvas existem casos de inundação ou até mesmo mortes provocadas pela fúria avassaladora do curso d’água. Observa-se a ausência completa de vegetação ciliar causada pela expansão urbana sem controle, o que de fato provoca o carregamento de sedimentos pelas águas das chuvas. Todos os afluentes do Santo Antônio estão na mesma situação: paredões imensos de terra são deslocados todos os anos para dentro do leito destes, provocando um grave problema de assoreamento.

Apesar de parecer que o volume de água do córrego é grande, a profundidade nesse trecho oscila entre 20 a 30 cm.

Aparecida de Goiânia tem sofrido uma transformação em seu território de maneira muito rápida. A falta de planejamento, aliada a uma péssima estruturação, além da ação de especuladores imobiliários que se focam em populações carentes, que resultam na ocupação de áreas que não eram destinadas a moradia, tem se tornado um problema grave para as redes hidrográficas da cidade, em especial ao córrego Santo Antônio.

Além das erosões e assoreamentos do leito do córrego, ainda temos os problemas causado pelos restos de construções, abandonados indiscriminadamente nas margens do córrego, seja pelo fato de não haver um local destinado aos rejeitos das obras, ou seja para tentar inutilmente controlar as erosões nas margens do córrego. Soma-se a isso os resíduos sólidos, tais como plásticos, pneus, brinquedos e isopores, além do esgoto clandestino que chega ao córrego diariamente.

Problema em praticamente toda a extensão do córrego Santo Antônio, as erosões de suas margens.

Ano que vem (2012), após as chuvas, o projeto MeiaPonte.Org e convidados irão fazer uma expedição pelo leito do córrego Santo Antônio, partindo por um ponto com uma vazão maior do córrego, que permita a navegação por caiaque, para ir fotografando e filmando o estado atual do córrego até próximo a sua foz. Esperamos assim descobrir muita coisa bonita, mas infelizmente muita coisa triste também irá aparecer.

Quem diria que o rio que Pedro Ludovico imaginou que poderia ser utilizado para o abastecimento da nova capital, hoje em dia está relegado a um simples córrego: feio, sujo e esquecido.

Cidade Ocidental e outras cidades do Entorno do DF sofrem com constante falta d’água

Foto: Correio Braziliense

Não faltam reportagens em relação a falta de água em Cidade Ocidental. É sábido que a região conhecida como “Nem”: nem Goiás, nem DF, sofre barbaramente com o descaso do governo de Goiás. Além desse descaso, ainda houve uma urbanização acelerada e desordenada que provocou ainda mais caos na região do Entorno. A região além de sofrer com a pobreza, desemprego e violência, ainda sofre com problema de falta de redes de esgoto e vive constantemente sob racionamento de água. A falta de água em Cidade Ocidental é assunto nos noticiários há anos, mas até hoje o problema não se encontra resolvido.

Em um documento assinado em 2010 entre MP, Prefeitura de Cidade Ocidental e Saneago observa-se o crescimento urbano desordenado, com inobservância quanto à preservação de mananciais e áreas de preservação permanente, resultando na insuficiência de reservatórios de água potável no Entorno do Distrito Federal, com recorrente escassez de água.

Foi ressaltado ainda que a Região do Entorno do DF possui altos índices de acidez da água (excesso de ferro e manganês). Além disso, inúmeros casos de hepatite, diarreia e outras patologias oriundas, dentre outras causas, da inadequada qualidade da água.

Um reportagem do jornal Correio Braziliense de 2003, dizia que em 10 anos as cidades do Entorno enfrentariam um problema grave de escassez de água, ou talvez ficariam até sem o bem precioso caso o crescimento desordenado e  a falta de políticas de proteção e conservação de mananciais continuassem a se perpetuar. A previsão sombria por enquanto está se tornando real.

Uma alternativa para o abastecimento das cidades seria a utilização das águas do lago de Corumba IV, mas, segundo especialistas, a usina anunciada como a salvação para o abastecimento de água e geração de energia elétrica do DF poderia ser comprometida pela poluição do rio Corumbá.

O problema é a contaminação do afluente do Corumbá — o rio Descoberto — com a falta de tratamento do esgoto vindo de das cidades de Águas Lindas, Santo Antônio do Descoberto (GO) e Padre Bernardo (GO). A poluição, explica os especialistas, pode provocar um processo denominado eutrofização — a fertilização excessiva das águas pelo esgoto. A matéria orgânica e os nutrientes causam a proliferação de algas que consomem todo o oxigênio da água e acarreta a conseqüente morte dos peixes. ‘‘A água apodrece e fica imprópria para consumo humano, e ainda inviabiliza a geração de energia.’’

Enquanto não se resolve o problema do saneamento nas cidades do Entorno, a população fica refém da falta de água, podendo haver até uma inviabilização de moradias na região, por conta da poluição em excesso.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 407 outros seguidores

%d blogueiros gostam disto: