Arquivos

Posts Etiquetados ‘planeta’

Salve-nos de nós mesmos GAIA – Save us from us GAIA

Belíssima canção do fantástico cantor James Taylor. Para quem não conhece a Teoria de GAIA, clique aqui para conhecer um pouco mais.

Pray for the forest pray to the tree
Ore pelas florestas, ore para as árvores
Pray for the fish in the deep blue sea
Ore pelos peixe que estão no profundo oceano azul
Pray for yourself and for God`s sake
Ore por você e pelo amor de Deus

Someone`s got to stop us now
Alguém tem de nos parar agora
Save us from us Gaia
Salve-nos de nós mesmos Gaia
No one`s gonna stop us now
ninguém vai nos parar agora
CategoriasVídeos Tags:, , ,

Earth Song – Michael Jackson

Confesso que eu não conhecia essa música, e aposto que muita gente também não. Essa música foi censurada nos EUA na época de seu lançamento em 1996. Em alguns momentos essa música soa como uma profecia, achei bem legal. Enjoy!

Aleluia, finalmente a Igreja Católica percebeu! CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2011 – “FRATERNIDADE E A VIDA NO PLANETA”

fevereiro 16, 2011 2 comentários

Cartaz da Campanha

Campanha da Fraternidade 2011  CNBB

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) propõe a cada ano, através da Campanha da Fraternidade (CF), um itinerário evangelizador fortemente voltado para a conversão pessoal e comunitária, em preparação à Páscoa. Em 2011, a CF atinge um marco importante pela 47ª vez!

O tema da Campanha da Fraternidade de 2011 é “Fraternidade e a Vida no Planeta” que será voltada para o meio ambiente; e o lema é “A Criação Geme Como em Dores de Parto”.Dom Dimas Lara Barbosa, bispo auxiliar do arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro e secretário geral da CNBB, conta-nos que aCampanha da Fraternidade de 2011 reflete a questão ecológica, com foco, sobretudo, nas mudanças climáticas.

A Campanha da Fraternidade terá início na Quarta-feira de Cinzas, 9 de março de 2011, desenvolvendo-se durante todo o período de Quaresma.

Hino da Campanha da Fraternidade 2011 – CNBB

Tema: Fraternidade e a vida no planeta
Lema: A criação geme em dores de parto

1. Olha, meu povo, este planeta terra:
Das criaturas todas, a mais linda!
Eu a plasmei com todo amor materno,
Pra ser um berço de aconchego e vida. (Gn 1)

Nossa mãe terra, Senhor,
Geme de dor noite e dia.
Será de parto essa dor?
Ou simplesmente agonia?!
Vai depender só de nós!
Vai depender só de nós!

2. A terra é mãe, é criatura viva;
Também respira, se alimenta e sofre.
É de respeito que ela mais precisa!
Sem teu cuidado ela agoniza e morre.

3. Vê, nesta terra, os teus irmãos. São tantos…
Que a fome mata e a miséria humilha.
Eu sonho ver um mundo mais humano,
Sem tanto lucro e muito mais partilha!

4. Olha as florestas: pulmão verde e forte!
Sente esse ar que te entreguei tão puro…
Agora, gases disseminam morte;
O aquecimento queima o teu futuro.

5. Contempla os rios que agonizam tristes.
Não te incomoda poluir assim?!
Vê: tanta espécie já não mais existe!
Por mais cuidado implora esse jardim!

6. A humanidade anseia nova terra. (2Pd 3,13)
De dores geme toda a criação. (Rm 8,22)
Transforma em Páscoa as dores dessa espera,
Quero essa terra em plena gestação!

Oração da Campanha da Fraternidade 2011

Senhor Deus, nosso Pai e Criador.
A beleza do universo revela a vossa grandeza,
A sabedoria e o amor com que fizestes todas as coisas,
E o eterno amor que tender por todos nós.

Pecadores que somos, não respeitamos a vossa obra,
E o que era para ser garantia da vida está se tornando ameaça.
A beleza está sendo mudada em devastação,
E a morte mostra a sua presença no nosso planeta.

Que nesta quaresma nos convertamos
E vejamos que a criação geme em dores de parto,
Para que possa renascer segundo o vosso plano de amor,
Por meio da nossa mudança de mentalidade e de atitudes.

E, assim, como Maria, que meditava a vossa Palavra e a fazia vida,
Também nós, movidos pelos princípios do Evangelho,
Possamos celebrar na Páscoa do vosso Filho, nosso Senhor,
O ressurgimento do vosso projeto para todo o mundo.

Amém.

Fonte: Divulgação Site da CNBB

Também visto no blog SOS Rios do Brasil

Veja também:

- A igreja e o meio ambiente.
- BOFF COBRA DAS LIDERANÇAS RELIGIOSAS “FALAR MAIS DA CRIAÇÃO E DA PRESERVAÇÃO DA NATUREZA”

BOFF COBRA DAS LIDERANÇAS RELIGIOSAS “FALAR MAIS DA CRIAÇÃO E DA PRESERVAÇÃO DA NATUREZA”

É como sempre digo, a igreja tem papel fundamental na luta pela preservação da natureza. Leia a entrevista abaixo com Leonardo Boff. a entrevista foi postada pelo excelente blog SOS Rios do Brasil do prof. Jarmuth.

 

 

Teólogo Dr. Leonardo Boff

Enfatiza que as lideranças religiosas e ecumênicas devem inserir em suas celebrações e levar aos seus fiéis os ritos e os elementos da natureza.

2/10/2010
Em entrevista, Leonardo Boff fala do papel de igrejas e religiões na defesa ambiente

Em entrevista da Campanha Primavera para Vida 2010 (PPV-2010) o teólogo Leonardo Boff fala da necessidade de ampliarmos o entendimento dos direitos para que a humanidade supere o antropocentrismo e entenda o direito para além de si mesma.Boff destaca, entre outras coisas, o modelo de relação para com a natureza e a Mãe Terra.

Enfatiza que as lideranças religiosas e ecumênicas devem inserir em suas celebrações e levar aos seus fiéis os ritos e os elementos da natureza. “As religiões mais que falar de natureza deveriam se habituar em falar de criação. Criação remete ao Criador. O ato de criação não ocorreu no passado primordial. Ele está ocorrendo a cada momento. Se Deus não continuar dizendo “faça-se a luz”, “surjam as águas, os animas e as plantas e fundamentalmente ser humano” tudo voltaria ao nada. Assistimos a todo instante o milagre da criação e a emergência do céu e da Terra”.

A entrevista é de Gustavo Vieira, jornalista CESE e reproduzida por Adital, 01-10-2010.

Eis a entrevista.

As ações de assistência aos mais necessitados sempre foram presentes nas entidades religiosas ou ecumênicas. A que o senhor atribui a tendência recente destas entidades usarem o tema ambiental para a defesa dos direitos humanos?

Cresce a consciência de que todos somos ecointerdependentes, todos fazemos parte da natureza. Uma violência contra a natureza, como o desmatamento de uma região ou a excessiva utilização de agrotóxicos envenenando o nível freático das águas é entendida como uma injustiça ecológica, contra a natureza que, por sua vez gera uma injustiça social, pois prejudica as pessoas relacionadas com esta natureza. Com o desmatamento, elas possuem menos água, o clima é afetado e os agrotóxicos tornam a água contaminada. Então a concepção dos direitos deve ser ampliada, para superar o antropocentrismo, como se somente o ser humano fosse sujeito de direitos. Todos os seres vivos tem valor intrínseco, devem ser respeitados, convivem conosco e por isso são portadores de direitos. Nós somos seus representantes e guardiães e juntos formamos a democracia ampliada, de cunho sóciocósmico.

Os estudos indicam que os mais pobres serão os mais afetados pelas catástrofes oriundas das mudanças no clima. Qual deve ser na opinião do senhor a prioridade das políticas públicas para evitar o aumento da miséria por este motivo?

Precisamos questionar o modelo de relação para com a natureza e para com a Mãe Terra. A modernidade entende a Terra como uma realidade bruta, sem inteligência, um baú de recursos a serem explorados e uma caixa de lixo onde jogamos nossos dejetos. A compreensão mais contemporânea, fruto das ciências da Terra e da vida e também da astrofísica, entende a Terra com um superorganismo que se autorregula e que combina o físico, o químico, o biológico de tal maneira que se torna sempre apta a manter e a reproduzir a vida. Esta Terra é viva, foi chamada de Gaia e pelas tradições da humanidade de Mãe Terra. Por uma decisão da ONU de 22 de abril de 2008 o dia da Terra passou a ser o dia da Mãe Terra. Terra a gente pode comprar, vender, usar. Mãe a gente não vende, não compra nem maltrata, mas cuida e venera.

O processo dominante de produção supõe o domínio da natureza, a superutilização de seus bens e serviços até a sua exaustão (veja-se o petróleo, o gás, o carvão etc.) em benefício da acumulação que beneficia pequena porção da humanidade e deixa à margem as grandes maiorias condenadas a serem “óleo queimado” do processo produtivo. Esse tipo de relação que se funda no poder enquanto dominação do outro, das classes, dos povos e da natureza, provocou a crise do aquecimento global e a espantosa injustiça planetária. Entregue à sua própria voracidade, este sistema pode levar a humanidade a um impasse e, talvez, a uma catástrofe ecológica e humanitária sem precedentes na história. Ou nós mudamos de paradigma de produção e de consumo ou corremos o risco de desaparecer como espécie. Então as políticas públicas devem começar por criar esta nova consciência e ensaiar um outro trato da natureza que se faça em sinergia com seus ciclos e com as capacidades de cada região.

Na sua opinião, como a conduta ética do indivíduo pode ajudar o amenizar o sofrimento das pessoas pelas injustiças ambientais a que estamos todos sujeitos?

O problema é global e por isso afeta a todos e a cada um. Cada um deve fazer a sua revolução molecular. Quer dizer, começar as modificações consigo mesmo, respeitando as águas, as plantas, realizando os famosos três erres: reduzir, reutilizar e reciclar. Se não podemos mudar o mundo, podemos sempre mudar este pedaço de mundo que sou eu mesmo. Se a grande maoria se dispuser a isso, assistiremos a emergência de uma nova consciência com práticas mais benevolentes para com a natureza e com uma opção de viver uma simplicidade voluntária. Constataremos que podemos ser mais com menos. Todos ganharão porque se sentirão incluídos e não vítimas de um processo altamente egoísta, excludente e hostil à vida.

Você arriscaria uma nova redação dos dez mandamentos ou dos 7 pecados capitais à luz dos eventos climáticos atuais ou a sua abrangência ainda hoje é completa e atual na sua forma original?

Tenho medo de mandamentos, pois funcionam como superegos castradores. Acredito em valores que são coletivamente assumidos, internalizados e vividos como o cuidado para com todas as coisas, a responsabilidade coletiva pelo futuro comum, a compaixão para com todos os que sofrem, humanos e outros seres da natureza, o respeito irrestrito a cada ser, pois ele tem direito de existir e de continuar conosco, a cooperação de todos com todos de sorte que triunfe o ganha-ganha e não o ganha-perde, cultivo de valores intangíveis ou espirituais como a solidariedade, o amor, o perdão, o companheirismo, a abertura ao diferente, o diálogo aberto com todos e a capacidade de renúncia em benefício do bem comum. Creio que este paradigma poderá gestar outro tipo de civilização no qual não seja tão difícil ser humano e amar.

Qual é o papel, na sua opinião, que as instituições religiosas ou ecumênicas poderiam assumir para a busca de um novo acordo climático global pelos instrumentos da ONU?

As religiões, pela abrangência que objetivamente possuem, possuem uma alta missão pedagógica. Elas ensinam a respeitar e a venerar e a pôr limites ao nosso desejo ilimitado. A elas cabe a missão de educar as pessoas para não respeitarem somente os textos sagrados e os lugares de veneração, mas a defender, respeitar a cada ser pois ele saiu da mão de Deus e revela possibilidades escondidas e realizadas do processo de evolução. É o respeito e a veneração que impõem limites à voracidade do poder e que obrigam a ciência a ser feita com consciência e a servir mais à vida que ao mercado. Por outro lado as ciências ajudam as religiões a superarem seu fundamentalismo de imaginarem que somente cada uma delas possui a verdade e é portadora da revelação divina. A verdade é como o sol, ilumina a todos e todos estamos em busca de uma verdade mais plena. Por isso as religiões podem ser fontes de paz e não de conflitos. Devem estar unidas a serviço da vida e da garantia de que ainda podemos ter futuro.

Qual deve ser em síntese a mensagem que as lideranças religiosas e ecumênicas devem levar aos seus fiéis sobre a justiça ambiental em seus rituais e liturgias?

As religiões, as igrejas e os muitos caminhos espirituais devem inserir em suas celebrações e ritos os elementos da natureza, pois todos dependemos deles. Eles são portadores de vida e por isso todos devem manter com eles uma relação de respeito e de gratidão. As religiões mais que falar de natureza deveriam se habituar em falar de criação. Criação remete ao Criador. O ato de criação não ocorreu no passado primordial. Ele está ocorrendo a cada momento. Se Deus não continuar dizendo “faça-se a luz”, “surjam as águas, os animas e as plantas e fundamentalmente ser humano” tudo voltaria ao nada. Assistimos a todo instante o milagre da criação e a emergência do céu e da Terra. Tudo isso leva a uma atitude gratidão, de veneração e de júbilo. Em nós surge a consciência ética de cuidarmos desta herança sagrada que Deus nos confiou e que o universo nos entrega dia a dia. Transformar tais idéias em experiências e atitudes faria com que a natureza fosse mais preservada e cuidada.

Que espaço para uma mudança de paradigma político em torno da justiça ambiental você enxerga para o Brasil na próxima década considerando o cenário político-eleitoral atual?

Em termos geoecológicos o Brasil é um país decisivo para o equilíbrio do planeta Terra que com o aquecimento global entrou num processo de caos. Os eventos extremos mostram que a Terra perdeu seu equilíbrio e só encontrará outro subindo de temperatura. Esta elevação poderá fazer com que o caos se mostre destrutivo e muitas espécies não consigam de adaptar e venham a desaparecer. Regiões inteiras do planeta se tornarão inóspitas para milhões de pessoas. Estão previstos para os próximos anos cerca de 100-150 milhões de refugiados climáticos. Isso ocasionará um problema político mundial de grave consequências. Por sua natureza, o caos é criativo e generativo, quer dizer, provoca a eclosão de uma nova ordem.

O Brasil é a potência das águas, possui as maiores florestas úmidas do mundo, o maior estoque de terras agricultáveis e o leque mais diversificado de alternativas energéticas. Ele será decisivo para o novo equilíbrio da Terra. Tirando Marina Silva, constato que lamentavelmente nossos atuais governantes não possuem consciência da importância do Brasil e não mostram um acúmulo de consciência necessário para estarem à altura dos desafios mundiais. É uma pena que raia à irresponsabilidade à alienação. Desta vez não podemos falhar ou chegar tarde, pois o tempo do relógio corre contra nós. Caso contrário iremos ao encontro da escuridão.

Qual é o papel do Brasil neste contexto global que o senhor imagina mais relevante do ponto de vista da transformação dos paradigmas econômicos e políticos atuais para os de uma nova sociedade com menos carbono?

O problema não é uma sociedade com menos carbono, mas uma sociedade que muda sua relação para com a Terra e a natureza, agindo em sinergia e não em exploração, respeitando os limites e as capacidades de cada ecossistema, atendendo as demandas das atuais gerações e abertos às demandas das futuras. O decisivo é dar o seguinte passo: passar de uma sociedade industrialista que estressa a natureza e cria injustiças sociais para uma sociedade de sustentação de toda a vida, a humana e as demais formas de vida, produzindo o suficiente decente para todos e não para a acumulação e para os ganhos do mercado. Essa mudança paradigmática temos que fazê-la, senão a Terra poderá continuar mas sem nós.

Qual é a sua expectativa na transformação da Campanha Primavera para Vida em uma campanha nacional nesta décima edição?

Eu espero que seja suscitado espírito de solidariedade para com aqueles irmãos e irmãs que mais precisam, que sejamos movidos por um profundo sentimento de humanidade, sentido a dor dos outros, ajudando a aliviá-la e, sobretudo, criar uma corrente de entreajuda, de cooperação, de verdadeira irmandade, incluindo a natureza, quer dizer, a qualidade de vida das pessoas, a água que bebem, o esgoto tratado, o ar puro que respiram, as relações sociais e de vizinhança menos tensas e com mais motivos para viver e conviver. Sozinhos, não conseguimos tudo isso, mas com a graça do Espírito que nunca nos falta poderemos dar passos decisivos rumo a este sonho. Devemos pensar como Fernando Pessoa, o grande poeta português: “Quero ver uma Terra que ainda nunca existiu”. Então será uma civilização biocentrada, a “Terra da Boa Esperança”. O Brasil tem condições de ser o antecipador deste sonho possível e desta utopia necessária.

Quem gostou dessa postagem poderá gostar também:

D. LUIZ CÁPPIO: “A NOSSA TERRA, A NOSSA ÁGUA, A NOSSA VIDA”

A IGREJA E O MEIO AMBIENTE

Envenenamos o planeta que, agora, nos envenena

Vi no blog do Prof. Jarmuth, SOS Rios do Brasil

Jornalista Henrique Cortez faz uma análise sobre os produtos
químicos que nos envenenam

EcoDebate

Estamos, permanentemente, expostos a um ‘oceano’ de contaminantes químicos, sobre os quais pouco ou nada sabemos. Incontáveis produtos químicos estão presentes em tudo que usamos, das embalagens de alimentos aos produtos de limpeza. Sem falar dos conservantes presentes nos próprios alimentos.

E, exatamente porque os produtos químicos estão presentes em tudo que usamos, também acabam presentes na água e nos alimentos que consumimos. Contaminamos o planeta com incontáveis produtos químicos, o que, por sua vez, também nos contamina.

Nos últimos anos, diversas pesquisas apontam a toxidade de diversos destes produtos, como amplamente demonstrado nos ftalatos e no bisfenol-A (BPA) , contra os quais crescem as campanhas para sua total abolição.

Dois artigos, em particular, foram chocantes o suficiente para me conscientizar do problema e me engajar na socialização das informações cientificas relativas à contaminação cotidiana. Foram os artigos “The illness in Planet Earth” , de James Lovelock e “agrotóxicos: O holocausto está aqui, mas não o vêem”, de Graciela Cristina Gómez.

Por algum motivo, a contaminação química é um tema tabu no Brasil. É raramente discutido, analisado ou pesquisado, mesmo nas universidades públicas.

A grande mídia, em especial, guarda um silêncio obsequioso sobre o tema, mas a mídia especializada também se mantém à distância do assunto. Ocasionalmente o tema é tratado na mídia independente e em alguns blogs.

Não sou defensor de teorias conspiratórias, mas é bom lembrar que as indústrias químicas e farmacêuticas são grandes financiadoras dos centros de pesquisa e universidades. Além de serem grandes anunciantes da grande mídia. Daí ao silêncio é um passo…

O silêncio apenas aumenta a ameaça da contaminação química cotidiana porque, se nada sabemos, nada podemos fazer para nossa proteção, nem mesmo podemos pressionar para que a segurança química seja uma prioridade nas políticas públicas.

Vejamos o exemplo dos agrotóxicos organoclorados, décadas atrás anunciados como uma grande contribuição para a ‘revolução verde’. Depois de décadas e incontáveis estudos sobre sua grande toxidade, com graves danos à saúde, eles foram abolidos na maior parte do mundo.

Foram abolidos e tudo bem, não se falou mais no assunto. A indústria não se responsabilizou por qualquer dano que tenha causado ou por pelas vidas que foram perdidas.

Este é o procedimento padrão da indústria para todos os agrotóxicos que já foram retirados do mercado pelos seus danos à saúde.

Uma das maiores reservas em relação aos transgênicos está no fato de que são produzidos pela mesma indústria que produz os agrotóxicos. Por que ela se responsabilizaria pela segurança dos transgênicos se nunca se responsabilizou pelos agrotóxicos? É o que acontecerá e quem viver verá…

Voltando aos organoclorados, uma importante tese [Ocorrência de compostos organoclorados (pesticidas e PCBs) em mamíferos marinhos da costa de São Paulo (Brasil) e da Ilha Rei George (Antártica)] de Gilvan Takeshi Yogui, descreve claramente que “os compostos organoclorados causam grande impacto na natureza devido a três características básicas: persistência ambiental, bioacumulação e alta toxicidade. Os mamíferos marinhos estão entre os organismos mais vulneráveis à toxicidade crônica desses contaminantes porque, além de concentrá-los em grande quantidade, a fêmea transfere parte de sua carga ao filhote durante a gestação e a lactação”.

O mesmo, em outras pesquisas, foi identificado em todos os mamíferos, inclusive os humanos.

Mais recentemente, um novo estudo [Persistent Organic Pollutant Residues in Human Fetal Liver and Placenta from Greater Montreal, Quebec: A Longitudinal Study from 1998 through 2006], publicado na Environmental Health Perspectives, Volume 117, Number 4, April 2009, demonstra que os POPs (poluentes orgânicos persistentes) ainda são identificados em fetos e placenta, mesmo após 5 anos de seu total banimento na América do Norte.

O mesmo tipo de silêncio impera para todos os produtos químicos que estão presentes na nossa vida e, certamente, com influência em nossa saúde.

Uma boa e direta maneira de demonstrar isto é fazer um rápido apanhado do que já publicamos sobre o assunto. Relacionamos apenas 40% do conteúdo próprio publicado, o que já demonstra o volume de informações que não circularam na grande mídia.

Vejamos alguns casos.

Drenagem ácida, resultado da extração de materiais como chumbo, ouro e zinco, polui o meio ambiente e ameaça a saúde

Disruptores endócrinos remanescentes após tratamento de águas residuais podem feminizar peixes

Estudo indica que herbicida atrazine afeta a reprodução de peixes

Exposição a produtos químicos comuns pode afetar o desenvolvimento feminino

Pesquisadores se mostram preocupados com o excesso dos chamados interferentes endócrinos na água

Pesquisa identifica processo de contaminação de peixes oceânicos por mercúrio

Pesquisa sugere que exposição de gestantes ao bisfenol-A(BPA) aumenta o risco de asma nas crianças, por Henrique Cortez

Estudo sugere que ftalatos, componente químico de plásticos, ‘afemina’ meninos

Pesquisa identifica substâncias químicas, utilizadas em Teflon e Scotchgard, em leite materno

Pesquisa associa Bisfenol A (BPA) a problemas cardiovasculares e diabetes

Bisfenol A (BPA): Ferver garrafas plásticas acelera a liberação de substâncias tóxicas

Pesquisador afirma que não existem níveis seguros de exposição ao Bisfenol A (BPA)

Uso excessivo de produtos de limpeza durante a gravidez pode aumentar o risco de asma nos bebês

EUA: água engarrafada com resíduos de desinfetantes, fertilizantes e medicamentos

Industrialização selvagem no Vietnam contamina os rios com resíduos tóxicos

Mercúrio e outras toxinas podem afetar o desenvolvimento do cérebro

Novas pesquisas dizem que o bisfenol-A (BPA) pode provocar danos permanentes no cérebro das crianças

EUA: Legisladores iniciam discussões para a total proibição do bisfenol-A (BPA)

Leite materno pode ser contaminado pela poluição e produtos químicos tóxicos

Toxinas podem afetar o desenvolvimento do cérebro

Antibióticos usados em animais são absorvidos pelas hortaliças cultivadas em solo adubado com resíduos animais

Nova pesquisa reafirma os riscos do bisfenol-A, BPA, para o desenvolvimento de câncer

Estudo estima que a presença de bisfenol-A, BPA, é 11 vezes maior em bebês do que os adultos

Revista alemã identifica contaminação do mel por transgênicos e agrotóxicos

Estudo conclui que pesticidas podem afetar a fertilidade feminina

Estudo indica que o aumento de casos de autismo, nos EUA, pode ser causado por fatores ambientais

Pesquisa relaciona o declínio da fertilidade masculina com a poluição da água

Novos estudos mostram crescentes riscos tóxicos do bisfenol A (BPA) em recém-nascidos

Nova pesquisa relaciona o pesticida Dieldrin ao câncer de mama, por Henrique Cortez

Duas novas pesquisas avaliam os risco de contaminação por PFOA (C8)

Estudo relaciona medicamentos vendidos na Suécia com sérios danos ambientais na Índia

Nova pesquisa reafirma a relação entre exposição química e câncer de mama

Estrogênios ambientais em baixas doses alteram a química cerebral

Estudo confirma que a combinação de pesticidas é ainda mais mortal para peixes

Garrafas de água PET podem conter Xenoestrogênios ou estrogênios ambientais

Pesquisas confirmam de contaminação química e hormonal do leite nos EUA e Europa

Pesquisa relaciona o bisfenol-A (BPA) a danos neurológicos

Pressionadas pelos consumidores empresas dos EUA começam a abolir produtos com somatotropina bovina recombinante (rBST)

Estudo confirma a contaminação de peixes por medicamentos nas principais cidades dos EUA

EUA: Estudo avalia a contaminação da água de poços domésticos

Agroquímicos: O veneno à nossa mesa, por Henrique Cortez

Esta é uma pequena amostragem e, mesmo assim, uma amostragem assustadora.

Igualmente assustador é perceber que estas informações são diligentemente negadas à sociedade, tanto pelas autoridades, como pela indústria e a grande mídia.

A contaminação química é um problema de saúde pública e como tal deve ser tratada.

A sociedade deve cobrar, com firmeza, que as autoridades e a indústria sejam responsáveis, civil e criminalmente, pela segurança de todos os compostos químicos que estão presentes na nossa vida.

Se isto não for rigorosamente observado, estaremos condenados a ‘sobreviver’ em um planeta cada vez mais tóxico.

batendo bumbo...
Henrique Cortez, ambientalista e coordenador do portal EcoDebate
henriquecortez@ecodebate.com.br

EcoDebate, 11/08/2010

Será?!?!?

Imagem: BBC

Tentar salvar o planeta é bobagem, diz criador da Teoria de Gaia

BBC – 31/03/2010

Mudar os hábitos para tentar salvar o planeta é “uma bobagem”, na opinião de um dos mais conceituados especialistas em meio ambiente no mundo, o britânico James Lovelock, para quem a Terra, se for salva, será salva por ela mesma.

“Tentar salvar o planeta é bobagem, porque não podemos fazer isso. Se for salva, a Terra vai se salvar sozinha, que é o que sempre fez. A coisa mais sensível a se fazer é aproveitar a vida enquanto podemos”, afirmou Lovelock em entrevista à BBC.

Teoria de Gaia

O cientista de 90 anos é autor da Teoria de Gaia, que considera o planeta como um superorganismo, no qual todas as reações químicas, físicas e biológicas estão interligadas e não podem ser analisadas separadamente.

Considerado um dos “mentores” do movimento ambientalista em todo o mundo a partir dos anos 1970, Lovelock é também autor de ideias polêmicas como a defesa do uso da energia nuclear como forma de restringir as emissões de carbono na atmosfera e combater as mudanças climáticas.

Clima não obedece modelos científicos

Para Lovelock, a humanidade não “decidiu aquecer o mundo deliberadamente”, mas “puxou o gatilho”, inadvertidamente, ao desenvolver sua civilização da maneira como conhecemos hoje.

“Com isso, colocamos as coisas em movimento”, diz ele, acrescentando que as reações que ocorrem na Terra em consequência do aquecimento, entre elas a liberação de gases como dióxido de carbono e metano, são mais poderosas para produzir ainda mais aquecimento do que as próprias ações humanas.

Segundo ele, no entanto, o comportamento do clima é mais imprevisível do que pensamos e não segue necessariamente os modelos de previsão formulados pelos cientistas.

“O mundo não muda seu clima convenientemente de acordo com os modelos de previsões. Ele muda em saltos, como vemos. Não houve aumento das temperaturas em nenhum momento neste século. E tivemos agora um dos invernos mais frios em muito tempo em todo o hemisfério norte”, diz Lovelock.

Ideologia e negócios

Durante a entrevista à BBC, o cientista britânico afirmou ainda não ver sentido na busca de alguns hábitos de consumo diferentes ou no desenvolvimento de energias renováveis como forma de conter as mudanças climáticas.

“Comprar um carro que consome muita gasolina não é bom porque custa muito dinheiro para manter, mas essa motivação é provavelmente mais sensata do que a de tentar salvar o planeta, que é uma bobagem”, diz.

Para Lovelock, a busca por formas de energia renováveis é “uma mistura de ideologia e negócios”, mas sem “uma boa engenharia prática por trás”.

“A Europa tem essas enormes exigências sobre energias renováveis e subsídios para energia renovável. É um bom negócio, e não vai ser fácil parar com isso, mas não funciona de verdade”, afirma.

Vida e morte no Macambira

novembro 2, 2009 1 comentário

Para quem acha que um córrego dentro de um ambiente urbanizado não abriga vida, esta redondamente enganado. Aqui na cidade de Goiânia descobri de duas formas distintas que o córrego Macambira e o seu afluente  Buritis  possuem muitos peixes. Alguém poderia me interromper dizendo que são de espécies exóticas, que alguns tipos de espécies não são capazes de sobreviver em determinados ambientes. Em partes essa pessoa poderia estar certa, em partes não. Começarei então com a boa notícia. Recentemente fiquei impressionado com uma lagoa formada por parte das águas do córrego Buritis que ao dimunir seu fluxo deixava as águas presas, e parte de água que brotava da terra, gerando uma água extremamente cristalina, berçário de peixes, a vida pulsava como num grande aquário gigante.

DSC03240

Lagoa lotada de alevinos

Macambira

Lagoa cristalina também com peixes filhotes já no córrego Macambira

Como a vida nem sempre é só de notícias boas, infelizmente constatei um fato que me deixou bastante triste. Possívelmente alguma empresa derramou dentro das águas do córrego uma substância que lembra tinta. Devem imaginar que as águas do córrego servem apenas para que se livrem daquilo que não lhes é mais útil, mas se esquecem que naquelas águas habita vida, e vida complexa. Infelizmente vários peixes morreram,e morreram de falta de ar, consegui identificar 3 espécies, eram Lambaris, Mandis e Cascudos, todos são espécies de peixes da América do Sul, típicos de rios brasileiros. Os cascudos ainda tentaram fugir daquelas águas comprometidas, mas não foram capazes. O resultado posto em fotos abaixo:

Macambira

Preste atenção no fundo, está branco, resultado da estranha substância que lembra tinta

Mandi no Macambira

Não suportou a falta de oxigenação na água

Macambira

Lambaris mortos pela água contaminada

Macambira

Cascudos que morreram asfixiados

É mesmo necessário descartarmos águas de resíduo sem nenhum tratamento dentro de córregos e rios da nossa cidade? Até quando precisaremos ver cenas como essas? É hora de mudar. A natureza pede socorro. Atitude como essa é crime e como tal, o agressor deve ser punido!

Humor Verde VII

setembro 23, 2009 2 comentários

poluição
eco46 neto

CALENTAMIENTO GLOBAL 1poluicao_2Via Grrreen Cartoon

O planeta corre perigo… E nós também! Veja o vídeo

O modelo de sociedade como nós  conhecemos hoje está com os seus dias contados, um modelo de consumo insustentável e inconsequente, consumidor voraz dos recursos do planeta. O irresponsável que formulou esse conceito consumista desenfreado não parecia ter idéia que os recursos da terra são finitos, ou sabia e deixou para as gerações futuras se virarem. O fato é, ou mudamos, ou nosso mundo vira de cabeça para o ar. O planeta está doente e os seus habitantes também, ou tratamos bem de nossa morada ou não mais a teremos daqui há alguns anos. O vídeo abaixo é super interessante e fala justamente sobre esse assunto, vale muito a pena ver, apesar de grande, ele serve de alerta, nosso tempo está se esgotando e isso não é discurso para causar pânico não, é  a realidade.

Tira do Salvador

Clique na imagem para ampliar

Clique na imagem para ampliar

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.