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Rio Meia Ponte – Um Alerta

Rio Meia Ponte

Rio Meia Ponte em Goiatuba

Em minha última visita ao rio Meia Ponte na região de Goiatuba, agora em Setembro de 2011, fiquei impressionado com a beleza do rio nessa época do ano, não só eu mas todo mundo que visita a região. Até mesmo o lixo que desce de Goiânia se esconde de alguma forma, ainda bem! As paisagens encontradas são dignas de cartão postal. Infelizmente só aproveitei um dia do final de semana no local, mas quem sabe eu retorno ainda antes das chuvas, para pelo menos conhecer a tão falada cachoeira do Panamá.

Claro que nem tudo são flores, uma coisa que eu percebi é que o rio naquele ponto possuia uma quantidade de algas que eu não esperava encontrar. Nesse local o rio já se encontra a mais de 250 Km de Goiânia, já fui em outro locais a cerca de 150 Km que não possuiam algas como lá.  Até a quantidade de peixes diminuiu devido ao lodo que é formado no fundo do rio. Pescadores da região me informaram que antes a água era mais clara e havia muito mais variedade de peixes e que agora a água adquiriu um tom bem mais esverdeado e a turbidez do rio se elevou. A transparência de suas águas está menor. As atividades industriais na região são mínimas, não existem cidades que lançam seus esgotos no rio após Goiânia, então o que poderia estar causando esse problema?

Um amigo nosso da região chamou a atenção para a quantidade de lavouras de cana de açúcar ao redor do rio. Ele disse que principalmente na época que a cana está em fase de crescimento, os pivôs lançam um subproduto da cana chamado vinhaça, que serve de adubo para novas lavouras. Até a água fica com um cheiro diferente, segundo ele. A vinhaça é rica em nutrientes, principalmente o potássio, nitrogênio, fósforo e cálcio, sendo de baixo custo e muito eficiente. O problema é que geralmente se aplica a vinhaça por gravidade, ou seja, ela escorre pelo terreno e pode atingir córregos e rios. É justamente isso que chegamos a conclusão que esta acontecendo, os nutrientes da vinhaça estão provocando uma super população de algas na região, mudando a coloração da água, seu cheiro, sua qualidade em si. Se essa super população ocorresse em um lago, provavelmente teríamos um sério problema de eutrofização.

Um outro amigo nos informou que a poucos quilometros dali, num ponto acima, antes de chegar na lavoura, a água é diferente, mais limpa e com menos algas, ou seja, mais um forte indício de que é esse adubo que está provocando o problema, não se estão tomando so devidos cuidados para se evitar que a vinhaça chegue até o rio. Na verdade a própria mata ciliar do local é bastante rala, sendo que uma faixa pequena, de menos de 20 metros se estende pelo rio. Em alguns pontos nem existem árvores para que protejam o Meia Ponte. Ali deveria ser de pelo menos 50 metros de ambos os lados, mas não é o que se vê.

Um outro problema que ficamos sabendo é de alguns estudos na área para a criação de uma pequena central hidrelétrica (PCH) na região. Mesmo para uma PCH é necessária a construção de um lago, que vai alagar as poucas árvores da região, ficando um lago sem nenhuma vegetação ao seu redor, somente lavouras de cana. Além do mais o rio passa de um ambiente lótico, de rio, para lêntico, de lago, mudando a própria biodiversidade do rio, favorecendo o aparecimento de espécies predadoras tais como o tucunaré, a exemplo do que aconteceu no lago de Serra da Mesa. Um lago também agrava ainda mais o problema das algas.

É necessário um olhar mais crítico das autoridades para a região. É dever do estado fiscalizar e dever da população denunciar. O rio Meia Ponte pode ser feio e poluído em Goiânia, mas ele se regenera e a beleza dele é indescritível nos municípios abaixo.

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Sinfonia da Natureza no Rio Meia Ponte

E eu achando que tava fazendo o bem…

dezembro 15, 2009 3 comentários

Óleo de cozinha é 100% biodegradável – já óleo de lubrificação…

GERMANO WOEHL JUNIOR*
Portal do Meio Ambiente – 14/12/2009

Estão sendo anunciadas usinas para gerar energia elétrica a partir da queima de lixo com uma propaganda enganosa, para variar, de que são ecologicamente corretas.

É o mesmo que está acontecendo com esta porcaria de óleo de cozinha. Se o resíduo (totalmente biodegradável) for lançado no esgoto não chega a ter mais do 10 mililitros (ml) por 1.000 litros de água (10 partes/milhão). A própria molécula de água (que é polar) é um bom solvente de óleos vegetais. Por isso nunca ninguém viu um filme de óleo de cozinha na estação de tratamento de esgoto, muito menos nos rios. O impacto de pasta de dente, resíduos de remédios, germes, hormônios dos humanos (eliminados na urina)… é muito maior

Aproveitando a ignorância das pessoas, estão proliferando INDÚSTRIAS QUÍMICAS para processar óleo de cozinha (que é 100% biodegradável) e transformá-lo em algo ALTAMENTE NOCIVO PARA O PLANETA, em combustível, QUE NÃO DEGRADA NUNCA MAIS como tintas, vernizes e biodisel, que vai emporcalhar mais ainda o planeta quando for queimado ou nos inúmeros acidentes.

É uma indústria química suja como qualquer outra. A transformação do óleo de cozinha em biodiesel consome vários insumos (substâncias químicas) e gera resíduos altamente tóxicos que são descartados de qualquer jeito. Se forem depositados adequadamente, inviabiliza economicamente a produção e acaba com o lucrativo negócio dos espertalhões.

Enquanto a sociedade é levada a se preocupar somente com o lixo doméstico, que numa grande metrópole ocupa uma área de apenas 5 hectares durante 50 anos, perdemos POR ANO mais de 100.000 hectares da Mata Atlântica e 2.300.000 hectares da Floresta Amazônica (áreas repletas de formas de vida). Só na região metropolitana de São Paulo foram devastados 437 hectares nos últimos 3 anos. Tudo isso é para produzir o que está dentro das embalagens que descartamos.

Lembrando uma área ocupada pelo lixão é tipicamente do tamanho da área ocupada por uma indústria e gera praticamente o mesmo número de empregos. É um minúsculo pontinho na imensa paisagem arruinada para sustentar nosso consumo. Se tirarmos este pontinho, continuamos com a paisagem arruinada.

E os efluentes das indústrias lançados nos rios. E os resíduos industriais? Só uma fundição de blocos de motores para uma única marca de automóveis em pouco mais de 2 décadas já produziu uma montanha de areia de fundição (altamente tóxica) de 30 metros de altura que já ocupa 20 hectares.

Já o óleo que vaza dos motores dos carros (vá no estacionamento de um shopping de curitiba para ver quanto óleo vaza dos motores dos carros) e outros óleos lubrificantes… Só o óleo que vaza de UM CARRO é um problema ambiental um bilhão de vezes mais graves do que o óleo de cozinha de uma cidade inteira, já que não é biodegradável e contamina o ambiente para sempre.

Nada contra as entidades assistenciais coletarem o óleo de cozinha para arrecadar fundos. Mas não é ético apelar para a questão ambiental enganando as pessoas ao dizer que elas ajudam o meio ambiente se depositarem o óleo usado. Porque, com certeza, não ajudam. Trata-se de um apelo de marketing enganoso. As pessoas ajudariam o meio ambiente se diminuíssem um pouco o consumo de óleo de cozinha. O impacto considerável que o meio ambiente sofre é para produzir o óleo. Basta ver os índices de desmatamento batendo recordes sucessivos para plantar soja.

E justamente nessa questão mais crucial, neste momento em que vivemos, estas campanhas deixam a desejar, porque passam uma falsa ideia de que não há problemas em consumir à vontade o óleo de cozinha. Ou seja, aliviam nossa consciência e podem até estimular as pessoas a consumirem mais óleo de cozinha.

*GERMANO WOEHL JUNIOR, um dos fundadores do Instituto Rã-bugio ( http://www.ra-bugio.org.br ) em Jaraguá do Sul (SC). É Mestre em física pela USP e doutor em física pela UNICAMP.

Dica do blog do Instituto SOS Rios do Brasil

Humor Verde XI

João Bosco Ecológico - http://greencartoon.blogspot.com

Carta de protesto da etnia Munduruku ao Presidente da República contra a construção de cinco mega hidrelétricas na bacia do Rio Tapajós

“Não somos peixes para morar no fundo do rio, nem pássaros, nem macacos para morar nos galhos das árvores. Nos deixem em paz”, clamam os índios Munduruku, em carta ao Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, contra a construção de cinco hidrelétricas na bacia do rio Tapajós.

Missão São Francisco do Rio Cururu

06 de novembro de 2009

Exmo. Senhor Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva Exmo.
Senhor Ministro das Minas e Energia, Edson Lobão e demais
Autoridades responsáveis pelo setor energético do Brasil.

Nós comunidade indígena, etnia Munduruku, localizada nas margens do Rio Cururu do Alto Tapajós, em reunião na Missão São Francisco, nos dias 5 e 6 de novembro, viemos por meio deste manifestar à vossa excelência nossa preocupação com o projetof ederal de construir cinco barragens no nosso Rio Tapajós e Rio Jamanxim.

Para quem vai servir? Será que o governo quer acabar todas as populações da bacia do Rio Tapajós? Se apenas a barragem de São Luis for construída vai inundar mais de 730 Km².

E daí? Onde vamos morar? No fundo do rio ou em cima da árvore?

Aximãyu’gu oceju tibibe ocedop am. Nem wasuyu, taweyu’gu dak taypa jeje ocedop am. (não somos peixes para morar no fundo do rio, nem pássaros, nem macacos para morar nos galhos das árvores. Nos deixem em paz. Não façam essas coisas ruins. Essas barragens vão trazer destruição e morte, desrespeito e crime ambiental, por isso não aceitamos a construção das barragens. Se o governo não desistir do seu plano de barragens, já estamos unidos e preparados com mais de 1.000 (mil) guerreiros, incluindo as várias etnias e não índios.

Nós, etnia Munduruku queremos mostrar agora como acontecia com os nossos antepassados e os brancos (pariwat) quando em guerra, cortando a cabeça, como vocês vêem na capa deste documento. Por isso não queremos mais ouvir sobre essas barragens na bacia do Rio Tapajós.

Por que motivo o governo não traz coisas que são importantes para a vida dos Munduruku, para suprir as necessidades que temos, como educação de qualidade, ensino médio regular, escola estadual, posto de saúde, etc.

Já moramos mais de 500 anos dentro da floresta amazônica, nunca pensamos destruir, porque nossa mata e nossa terra são nossa mãe.

Portanto não destruam o que guardamos com tanto carinho.

Fonte: Instituto Humanitas Unisinos /ONG CEA

Vida e morte no Macambira

novembro 2, 2009 2 comentários

Para quem acha que um córrego dentro de um ambiente urbanizado não abriga vida, esta redondamente enganado. Aqui na cidade de Goiânia descobri de duas formas distintas que o córrego Macambira e o seu afluente  Buritis  possuem muitos peixes. Alguém poderia me interromper dizendo que são de espécies exóticas, que alguns tipos de espécies não são capazes de sobreviver em determinados ambientes. Em partes essa pessoa poderia estar certa, em partes não. Começarei então com a boa notícia. Recentemente fiquei impressionado com uma lagoa formada por parte das águas do córrego Buritis que ao dimunir seu fluxo deixava as águas presas, e parte de água que brotava da terra, gerando uma água extremamente cristalina, berçário de peixes, a vida pulsava como num grande aquário gigante.

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Lagoa lotada de alevinos

Macambira

Lagoa cristalina também com peixes filhotes já no córrego Macambira

Como a vida nem sempre é só de notícias boas, infelizmente constatei um fato que me deixou bastante triste. Possívelmente alguma empresa derramou dentro das águas do córrego uma substância que lembra tinta. Devem imaginar que as águas do córrego servem apenas para que se livrem daquilo que não lhes é mais útil, mas se esquecem que naquelas águas habita vida, e vida complexa. Infelizmente vários peixes morreram,e morreram de falta de ar, consegui identificar 3 espécies, eram Lambaris, Mandis e Cascudos, todos são espécies de peixes da América do Sul, típicos de rios brasileiros. Os cascudos ainda tentaram fugir daquelas águas comprometidas, mas não foram capazes. O resultado posto em fotos abaixo:

Macambira

Preste atenção no fundo, está branco, resultado da estranha substância que lembra tinta

Mandi no Macambira

Não suportou a falta de oxigenação na água

Macambira

Lambaris mortos pela água contaminada

Macambira

Cascudos que morreram asfixiados

É mesmo necessário descartarmos águas de resíduo sem nenhum tratamento dentro de córregos e rios da nossa cidade? Até quando precisaremos ver cenas como essas? É hora de mudar. A natureza pede socorro. Atitude como essa é crime e como tal, o agressor deve ser punido!

Tira do Salvador

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O policial e o pescador

Um pescador estava na beira do rio.
De repente chegou um policial ambiental à paisana e começou a especular o pescador.
E aí pegou bastante?
Vixi olha só o cóvo cheio, e isto não é nada já mandei 2 camionete cheia de peixe pra cidade!!
O senhor sabe com quem esta falando?
Não!
Com um policial ambiental e o senhor está preso!
E o senhor sabe com quem está falando?
Não!
Com o maior mentiroso aqui dessa redondeza!!!!

Tá nervoso? Vai pescar!

Atualmente a pesca esportiva é um dos segmentos do turismo que mais crescem no mundo, é ecologicamente correta e não agride o local, pelo contrário, traz muitos beneficios para o meio ambiente e para os locais onde a mesma é praticada. Tem como lema principal o “pesque e solte”. Existem atualmente algumas pousadas e agências de turismo que possuem uma infraestrutura completa para atender aos pescadores que querem uma pescaria com conforto e sem tropeços. Uma dessas é a Pescaria Tur ( www.pescaria.tur.br ), que já organiza há algum tempo esse tipo de atividade e seu trabalho já é referência até em outras partes do mundo. Caso esteja com vontade de pescar, mas sem agredir, esse é o momento!

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