Humor Verde IX



Do ótimo blog Grrreen Cartoon do Biratan
O principal objetivo da implantação de um sistema de esgoto é a saúde da população. Assim sendo, a coleta e tratamento do esgoto evitam a contaminação do lençol freático, reduzem doenças e preservam o meio ambiente.
No banheiro
O vaso sanitário não é lixeira! Fios de cabelo, tocos de cigarro, absorventes, papéis, plásticos, preservativos, fraldas e outros objetos devem ser dispostos adequadamente no lixo e não no vaso sanitário. Agindo assim, evita-se entupimento e rompimento do esgoto nas ruas e quintais.
Poço de visita
Poço de visita é uma câmara visitável através de uma abertura existente na sua parte superior, ao nível do terreno, destinado a permitir a reunião de dois ou mais trechos consecutivos e a execução dos trabalhos de manutenção nos trechos a ele ligados (in: http://www.dec.ufcg.edu.br/saneamento/ES08_01.html). Não jogue garrafas, mangueiras, pedras, pneus, carcaças de animais nos poços de visita. A rede coletora de esgoto não tem capacidade pra receber nenhum tipo de lixo!
figura 1: poço de visita
Água da chuva
A água da chuva recolhida nos telhados e quintais deve ser conduzida para as sargetas, cair nas bocas de lobo e seguir para os rios. Há muitas casas com drenagem clandestina da água da chuva para o esgoto. As redes de esgoto não comportam água da chuva e o lixo, que é jogado de forma irresponsável nas ruas e que acaba sendo levado pela enxurrada. Isso causa o retorno de esgoto nas casas e transbordamento do mesmo nas ruas.
NA COZINHA
Pia – Não jogue pó de café, cascas de frutas e de legumes, palitos, ou sobras de comida na pia. Utilize sempre o ralinho japonês para conter os resíduos sólidos e descarte-os adequadamente no lixo.
Caixa de gordura – Limpe sua caixa de gordura mensalmente. Retire a gordura acumulada, coloque em um saco plástico e jogue no lixo. Agindo assim, entupimentos, transbordamentos e mau cheiro serão evitados.
fonte: http://www.saneago.com.br/novasan/cartilha/esgoto/album/slides/001.html
São medidas muito simples, mas que são pouco observadas em nosso dia-a-dia e que geram transtornos de alto custo. É impressionante a variedade de lixo encontrada nos esgotos. Gasta-se muita energia para remover o lixo antes de o esgoto ser tratado. Até parece que as pessoas acham que o que vai no vaso sanitário, ralo, etc, evapora e some, magicamente! Se fosse assim, nossa tarifa de esgoto mensal não viria tão alta. Think about this!
Essa é para o pessoal que gosta de um boa música e respeita a natureza!
Pesquisadores destacam que áreas verdes obrigatórias são úteis ao produtor rural, reservando o solo e a água
Área verde obrigatória pode ser útil ao produtor – Biodiversidade equilibra ecossistema e garante bons resultados agrícolas
As áreas verdes obrigatórias que precisam ser mantidas nas propriedades rurais – vistas por muitos ruralistas como um empecilho à produção – podem ser bastante úteis aos agricultores. Cientistas defensores do Código Florestal têm mostrado que as determinações da legislação ambiental não são caprichos de ambientalistas.
Segundo Paulo Kageyama, professor da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), a biodiversidade nativa tem um efeito de equilíbrio do ecossistema e pode ser importante para garantir o sucesso do que é cultivado nas áreas agrícolas. Reportagem de Afra Balazina, no Estadao.com.br.
Para comprovar, ele conta que, ao fazer a recomposição da mata ciliar em reservatórios da Companhia Energética de São Paulo (Cesp) usando cem espécies diferentes por hectare, conseguiu-se evitar a ocorrência de pragas e doenças nas árvores. Após dois anos, nem formigas atacavam.
Experiências também no entorno de plantações de eucalipto levaram a um resultado positivo. Como as florestas de eucalipto e pínus têm diversidade genética muito baixa – e neste caso não é viável economicamente utilizar agrotóxicos -, as florestas nativas ajudaram a evitar problemas. “Muitas vezes as florestas de eucalipto têm um só clone ou material genético, então, se uma árvore é suscetível a uma praga, todas são afetadas”, disse Kageyama, que já foi diretor de conservação da biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente.
Segundo ele, para a pecuária, a recuperação de APPs – Áreas de Preservação Permanente, como encostas e margens de rios – e reservas legais também pode ser benéfica. “Planta-se o mesmo capim em centenas de hectares e, muitas vezes, é preciso aplicar muito agrotóxico. O País foi campeão no uso de agrotóxico em 2009, deveria ter vergonha disso.”
O Código Florestal determina a preservação de topos de morro, encostas, margens de rios e restingas, além de exigir a manutenção de uma reserva legal nas propriedades – o tamanho depende do bioma onde a propriedade está localizada (mais informações nesta página).
Mas há projetos no Congresso com o objetivo de flexibilizar a legislação. Debates acalorados sobre as mudanças propostas têm ocorrido em diversas regiões do Brasil nas últimas semanas, em audiências públicas que reuniram produtores rurais, políticos, ambientalistas, promotores e cientistas.
Solange Teles da Silva, professora de direito ambiental da Universidade Presbiteriana Mackenzie, ressalta alguns dos pontos mais preocupantes, em sua opinião, nos dois projetos de lei e anexos em discussão na Câmara dos Deputados.
Ela diz que as alterações propostas vão da redução da APP em 50% no entorno dos corpos d”água, diminuição da reserva legal em áreas do Cerrado da Amazônia Legal de 35% para 20% e até a supressão total desse tipo de área protegida. Também merece destaque, segundo a professora, a intenção de passar para a esfera estadual o poder de determinar o tamanho da reserva legal.
O Estado de Santa Catarina saiu na frente e já reduziu a faixa de preservação ao longo de rios para até cinco metros. Há uma ação direta de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal para pedir impugnação a disposições desse código. “Parece que os legisladores estaduais também se esqueceram das tragédias que abalaram o seu Estado”, afirma.
A engenheira florestal e consultora Maria José Zakia comprovou em sua tese de doutorado na USP que o Código Florestal acerta ao determinar uma mata ciliar de 30 metros ao longo de rios com menos de 10 metros de largura. Sua pesquisa foi feita no Paraná.
“A regra geral dos 30 metros é bastante eficiente na proteção do solo e da água”, diz. Ela afirma que a definição dos 30 metros não é suficiente para manter uma boa gestão ambiental, mas é um passo importante nessa direção.
A engenheira florestal defende que os proprietários sejam incentivados a manter as áreas verdes nas propriedades com ações como o pagamento por serviços ambientais. Nova Iorque já faz isso há cerca de 20 anos e em São Paulo existe um projeto-piloto em que os produtores rurais recebem por permitirem a manutenção da qualidade da água em uma região.
ANISTIA
Os ruralistas defendem uma anistia para quem desmatou até julho de 2006. O pesquisador Dalton Valeriano, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), diz que a data não faz sentido. Ele alega que o País tem como detectar desmatamentos maiores do que 30 metros desde 1985. Dessa forma, seria possível apontar polígonos desmatados em áreas de matas ciliares, que devem ter largura mínima de 30 metros em cada lado do rio.
“Dá para fazer a detecção desde 1985. Isso só não vai funcionar em vegetação campestre. Mas dá para fazer na Mata Atlântica, no Cerrado, na Amazônia, na Caatinga. Não vejo motivo para colocarem 2006 como data.”
EcoDebate, 14/02/2010
Dica do blog do Instituto SOS Rios do Brasil
Por Vilmar Sidnei Demamam Berna*
“Se soubesse que o mundo se desintegraria amanhã, ainda assim plantaria a minha macieira. O que me assusta não é a violência de poucos, mas a omissão de muitos. Temos aprendido a voar como os pássaros, a nadar como os peixes, mas não aprendemos a sensível arte de viver como irmãos.” – Martin Luther King
Como pessoas que escolhem se dedicar a aliviar o sofrimento e a dor alheios, incluídos aí não só a dor dos que nos são semelhantes, mas também dos que não são, como os animais, por exemplo, encontram forças para continuar lutando, para se manterem otimistas, para serem felizes, para não caírem em depressão, principalmente quando o que mais vêem como resultado desse esforço são mais derrotas que vitórias?
Numa sociedade que se elegeu como a espécie mais importante do Planeta, se auto-intitulou ‘dona’ da natureza e, em nome de seu desenvolvimento costuma justificar um comportamento utilitarista e sem limites em relação aos recursos naturais e às demais espécies, também consideradas como ‘recursos’.
Por outro lado, uma sociedade que admite a exploração de um pelo outro e organizou-se de tal forma que uns poucos se beneficiam da riqueza e do poder enquanto a grande maioria sofre com fome, miséria, abandono. Então, onde ambientalistas e líderes comunitários encontram forças para continuar lutando quando outros já desistiram, e até mesmo quando a maioria está
contra, ou diante de ameaças de morte?
O senso comum costuma pensar que para dar é preciso ter primeiro. Para amar, precisamos ser amados primeiro. Para fazer outros felizes, precisamos ser felizes primeiro. Para ajudar os outros a ter saúde, precisamos ser saudáveis primeiro. Em outras palavras, só serão capazes de se dedicar às lutas socioambientais pessoas ricas, saudáveis, amadas e felizes? Claro que não!
Em mais de duas décadas de militância convivi com parceiros e companheiros e companheiras de luta alguns idosos, outros portadores de doenças graves, ou desempregados, ou pobres, mas que sempre encontraram – e ainda encontram – dentro de si a força e a capacidade de continuar lutando por causas coletivas, como as ambientais. Sempre me intrigou o que move o espírito humano que faz as pessoas superarem condições existenciais injustas e mesmo a se superarem em capacidades e talento para se dedicar a lutas como estas?
O que faz pessoas comuns se transformarem em guerreiros incansáveis na luta pela defesa do meio ambiente, muitas vezes tirando energia da própria sobrevivência pessoal ou de sua família?
O que faz essas pessoas mesmo ameaçadas de morte continuar lutando pelo direito de todos, a ponto de perderem a própria vida, assassinados, como Chico Mendes, Dionísio, no Tinguá (RJ), Paulo Vinhas, no Espírito Santo, e tantos outros mártires da causa ambiental no Brasil?
O que faz uma pessoa como o Francelmo atear fogo no próprio corpo, em praça pública, numa tentativa de proteger o Pantanal ameaçado por usineiros de álcool e outros projetos predatórios? Francisco Anselmo Gomes de Barros imolou-se com fogo em 12/11/2005, aos 65 anos, em
Campo Grande (MS), durante ato público contra a instalação de usinas de álcool na região do Pantanal. Era presidente da Fundação para Conservação da Natureza de Mato Grosso do Sul (Fuconams).
Também conheci outros heróis que tombaram nessa guerra pela defesa do meio ambiente. Em abril de 1993, em Vitória (ES) foi morto com quatro tiros o biólogo e ambientalista Paulo Vinhas, que lutava contra empresas que exploravam areia de forma desordenada na região de Barra do Jucu, em Vila Velha (ES), no mesmo dia em que a prefeitura flagrou os irmãos Queiroz
retirando areia da área embargada, depois de denúncia do ambientalista. O empresário Aílton Barbosa Queiroz foi condenado a 16 anos de prisão, em Guarapari (ES) pelo crime.
Seu Edu, – foi espancado até a morte nas ruas de Itaipuaçu, em Maricá (RJ), em 1993, por que combatia o roubo de areia nas praias da região. As denúncias feitas por Seu Edu acusavam a formação de uma cratera pela extração de areia da Praia de Itaipuaçu. Apontava também diversos loteamentos irregulares em áreas da Mata Atlântica. Até hoje sua morte não foi esclarecida.
Fernando, da ONG Univerde, – de São Gonçalo, que fundei em 1982, foi apedrejado até a morte no Terminal Norte de Niterói, em 1998. Ele denunciava invasões de manguezais na Baía de Guanabara.
Álvaro Marques (RJ) – assassinado aos 69 anos, em plena luz do dia, no centro Angra dos Reis, no dia 23/01/1999. Era presidente da SERENA – Sociedade Ecológica Para a Recuperação da Natureza e na ocasião estava denunciando agressões ao manguezal de Mambucaba.
Fomos à Angra dos Reis (RJ), em companhia dos ambientalistas Rogério Rocco e André Luz (de barba) para colocar flores no local onde ocorreu o assassinato do Dr. Álvaro e pressionar as autoridades a localizarem e prenderem os assassinos, que segundo fomos informados, ainda estavam na cidade!
Dionísio Júlio Ribeiro (RJ) – Assassinado em 22/02/2005 em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, por vingança de um caçador denunciado por ele. Era um defensor da Reserva Biológica do Tinguá.
Ao se colocarem na contramão de um modelo predatório de desenvolvimento, automaticamente se confrontaram com a ambição e a cobiça de pessoas e organizações que se sentirão prejudicadas em suas intenções de se apropriar dos recursos naturais ou de usar o meio ambiente como uma lixeira para seus restos. Ao escolheremos ser o que são e agir como agem, sabem que irão
colher ônus e bônus por estas escolhas.
A resposta seria o amor? Seriam estas pessoas que amam demais, a ponto de entregarem seu talento, seu tempo e até mesmo sua vida pelo outro em sua acepção mais ampla, a ponto de incluir não só nosso semelhante, mas as plantas, os animais, o planeta inteiro? Existem pessoas incapazes de amar, de serem solidárias com o outro, que vêem apenas a si próprias e aos seus interesses? Creio que é no espírito humano que vamos encontrar as verdadeiras causas – e as soluções – para nossos problemas, pois a destruição e poluição ambiental são efeitos de um estilo de vida egoísta, ganancioso, indiferente com a dor e o sofrimento alheios.
* Editor da Revista e do www.portaldomeioambiente.org.br e escritor
www.escritorvilmarberna.com.br
Como será o mundo daqui alguns anos? Você consegue imaginar? Se continuarmos nesse ritmo de consumo e crescimento não é tão dificil de pensar, assista o vídeo abaixo, compare com o que somos hoje, reflita!
O Jornal da Record começou a exibir essa semana uma série de reportagens que mostram que a quantidade de lixo está intimamente ligada com o consumo da população e que muitas vezes o destino do lixo em muitos municípios brasileiros é obscuro. A série se chama o Homem e o Lixo. Em minhas muitas visitas pelos rios de minha cidade, Goiânia, percebo que nem sempre o lixo tem sua destinação correta e que a população continua contribuindo para a deterioração das fontes de água doce que as circundam.
Clique aqui para ver a notícia completa e assistir ao primeiro episódio da série.
Autor: Rodrigo Andreotti Musetti*
O grande e rápido crescimento da civilização moderna, as antigas concepções de desenvolvimento e a falta de reflexão e de conhecimento sobre os direitos fundamentais do Homem, influenciados por desmedidos interesses econômicos, cada vez mais ávidos por novas fontes de lucro e de poder, encravados numa sociedade progressivamente imediatista e consumista, onde a concentração de riquezas faz aumentar o abismo entre as classes sociais, determinam a destruição dos ambientes naturais e consequentemente do humano, sob o pretexto de um desenvolvimento dito irremediável.
Ocorre, porém, que o desenvolvimento, nos moldes em que está sendo imposto, demostra a sua fragilidade e insustentabilidade.
Infelizmente, observamos não só nos municípios de Campinas e São Paulo, mas também em outros (São Carlos – SP, etc.), uma certa tendência politico-administrativa favorável à canalização dos córregos e cursos d’água urbanos ou rurais como solução rápida, fácil e definitiva para se evitarem enchentes, mau-cheiro, desbarrancamentos, proliferação de insetos e doenças, bem como outros efeitos da má conservação, proteção e preservação do meio ambiente (rural ou urbano).
Nesse contexto, são atribuídos aos cursos d’água sinônimos equivocados, que acabam por iludir a massa populacional menos atenta, fazendo com que ocorra a inversão de valores, substituindo-se a realidade pela ilusão.
Embora quase sempre desconhecida do povo menos instruído (rico ou pobre materialmente), as áreas de preservação permanente possuem uma importância ambiental muito significativa, seja qual for sua localização (área urbana ou rural). No ambiente urbano, em especial, estas áreas protegem o equilíbrio paisagístico caracterizado, de um lado pela frieza e morbidez dos cenários de cimento e, de outro, pelas cores, tranqüilidade e beleza dos cenários naturais, além de ser fator determinante para o equilíbrio da temperatura, para a diminuição dos ruídos e da poluição atmosférica, dentre outros.
Hoje, professores e especialistas em Hidrologia, Hidráulica, Engenharia Sanitária e em Geografia, são unânimes em reconhecer que a canalização de córregos não resolve o problema das enchentes urbanas.
O objetivo das obras de canalização é tentar mitigar ou resolver os vários problemas ambientais que ocorrem nos rios, córregos e cursos d’água, provenientes da ocupação de áreas impróprias (áreas de preservação permanente, dentre outras) nas cidades. Tal ocupação decorre do crescimento urbano desordenado, da inexistência de planos diretores nas cidades, da falta de administração pública, da carência de ONGs ambientais, da educação deficiente da população, da falta de provocação do Judiciário e, principalmente, do representante do Ministério Público – o Promotor de Justiça, etc.
Os problemas ambientais decorrentes das obras de canalização de córregos, cursos d’água e da retirada da cobertura vegetal (áreas de preservação permanente, etc.) caracterizam-se por enchentes, assoreamento de rios, córregos e cursos d’água, alterações no balanço hídrico, alterações no clima (regime de chuvas; ilhas de calor; elevação na umidade do ar; mudança na direção e velocidade do vento), perda de bens e vidas, comprometimento do abastecimento de água potável e da saúde da população.
O inadequado planejamento e projeto de drenagem urbana, aliado à canalizações de córregos, aumentam em cerca de sete vezes a entrada de escoamento na macrodrenagem urbana.
As obras de canalização são caras, demoradas e provocam inúmeros impactos ambientais, além de serem de eficiência decrescente à medida em que a degradação ambiental avança na região em que são implantadas.
Com efeito, os que detêm o poder canalizam os córregos (bens ambientais de valores culturais, históricos, turísticos, paisagísticos, educacionais, dentre outros.) que também pertencem às futuras gerações. Os pobres (materialmente), especialmente, sofrem mais o efeito desta degradação ambiental.
A geração atual não possui legitimidade para “enterrar” um recurso natural de valor ambiental destinado às futuras gerações.
O Direito Ambiental não permite isto, aliás, se assim o permitisse, estaria “enterrando” o futuro das próximas gerações.
É ai que entra a importância do exercício integral da cidadania, do Poder Judiciário e do Ministério Público.
Poluir um curso d’água ou omitir-se na sua despoluição, seja em área urbana ou rural, é condenar a espécie humana à morte. Canalizar um córrego d’água (que não possui a vocação para ser um condutor de esgotos!) poluído é fugir da obrigação legal de tratar os resíduos nele despejados e de reflorestar, de proteger, de preservar e de conservar suas áreas ciliares; é tentar esconder a própria incompetência e os próprios erros, é enterrar o valor ambiental (histórico, paisagístico, turístico, cultural, educacional, etc.) dos córregos urbanos ou rurais, negando-os à presente e futuras gerações; é alterar e desvalorizar a cultura, a educação e o comportamento de uma sociedade; é aniquilar a esperança de um futuro melhor para jovens e velhos, enfim, é exterminar o direito da presente e futura geração ao meio ambiente sadio, essencial à boa qualidade de vida (art. 225, “caput” da Constituição Federal de 1988).
* O autor é mestre em Direito Processual Civil pela PUC/Campinas, especialista em Direito Ambiental, coordenador jurídico da Associação para Proteção Ambiental de São Carlos (APASC)
Sempre gosto de compartilhar aqui no blog algumas coisas interessantes que encontro. Não poderia ser diferente no caso do site do Planet Green. Achei muito interessante o conteúdo e a forma como os assuntos são abordados. Para quem quiser conhecer, entre no site no link Planet Green