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Posts Etiquetados ‘Doenças’

Brasil seguirá usando agrotóxico banido…e os nossos rios contaminados

VANESSA CORREA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Agrotóxicos proibidos em vários países e já vetados no Brasil pelo Ministério da Saúde devem continuar a ser usados em alimentos comuns da mesa do brasileiro, como arroz, feijão e tomate.

No final de 2009, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) decidiu banir cinco agrotóxicos ligados a problemas como câncer e má-formação fetal: triclorfom, cihexatina, acefato, endossulfam e metamidofós, estes três últimos encontrados em alimentos no país.

Pela indicação do órgão do Ministério da Saúde, o uso seria diminuído gradativamente até que as substâncias fossem totalmente eliminadas no final do ano que vem.

Em março deste ano, no entanto, o Ministério da Agricultura publicou uma portaria na qual mantém o uso desses compostos, por meio do Plano Nacional de Manejo do Risco de Agrotóxicos.

A ideia da pasta é só restringir a venda e impor mais limites na aplicação, em vez de eliminar as substâncias.
A medida é polêmica porque, pela lei, a palavra final sobre o tema é das pastas da Saúde e do Meio Ambiente, e não da pasta da Agricultura.

No tomate, no alface e no arroz, a utilização desses agrotóxicos já é proibida, mas, como os produtos estão à venda no mercado, acabam usados nesses alimentos.

No caso do feijão e do pimentão não há proibição, mas os compostos são achados em quantidades acima dos limites legais, segundo pesquisas feitas pela Anvisa.

DOENÇAS NEUROLÓGICAS

Pesquisas recentes mostram a relação da exposição a essas substâncias com doenças do sistema nervoso. Em 2008, um estudo de uma universidade americana mostrou que 61% dos pacientes com mal de Parkinson relataram contato com a aplicação desses produtos tóxicos.

Neste ano, a Academia Americana de Pediatria fez uma pesquisa com 1.100 crianças e constatou que as 119 que apresentaram transtorno de deficit de atenção tinham resíduo de organofosforado (molécula usada em agrotóxicos) na urina acima da média de outras crianças.

Em 2009, foi usado 1 milhão de toneladas de agrotóxicos em lavouras do país. Ou seja, 5 kg por brasileiro.

OUTRO LADO

O Ministério da Agricultura defende a realização de testes, conhecidos como “avaliações de risco”, para saber se os efeitos nocivos dos agrotóxicos podem ser minimizados sem que as substâncias sejam necessariamente banidas do país.

Segundo Luís Rangel, coordenador da Secretaria de Defesa Agropecuária da pasta, a iniciativa de manter a utilização das substâncias foi tomada para que o Ibama e a Anvisa se mobilizem e participem da avaliação de risco.

A avaliação de risco é um estudo que combina os dados dos efeitos tóxicos de uma substância a dados sobre a exposição (doses e frequência) das pessoas a ela.

“O Ministério da Agricultura tem a intenção de criar ferramentas de manejo do risco desses agrotóxicos para que os riscos detectados pela Saúde [Anvisa] e pelo Meio Ambiente [Ibama] sejam minimizados”, afirma Rangel.

Entre as ferramentas de manejo do risco, ele citou a venda direta do fabricantes a grandes produtores e cooperativas e não no varejo.

Para Rangel, a substituição dos agrotóxicos banidos pela Anvisa seria inviável pelo custo elevado dos produtos mais modernos. Isso, afirma o coordenador, comprometeria a viabilidade econômica de muitos agricultores.

Questionado sobre se ao final de uma avaliação de risco prevaleceria o entendimento da Anvisa, Rangel diz que a “palavra final é da Anvisa”.

Pesquisadora e professora de Toxicologia do Curso de Ciências Farmacêuticas da Universidade de Brasília e integrante do grupo de peritos em resíduos de pesticidas da ONU, Eloísa Dutra Caldas diz que o problema é complexo.

Embora considere que, num mundo ideal, esses agrotóxicos devessem ser banidos, ela sustenta que “o agricultor precisa desses inseticidas, porque os substitutos são muitos caros”. Fonte; Folha de SP – Cotidiano

BLOG SOS RIOS DO BRASIL
Divulgando, Promovendo e Valorizando
quem defende as águas do Brasil!
ÁGUA – QUEM PENSA, CUIDA!

Um caso de sucesso! A Dengue. Graças a muitos de nós…

No estado de Goiás e em outros estados, se transformou numa epidemia, hospitais lotados, centenas de novos doentes a cada dia. Humor, só se for em charges. A dengue não tem nada de engraçado. Faça sua parte, não deixe lixo espalhado, nem água parada, tenha higiene, aconselhe seus vizinhos, todos devem lutar para diminuir os focos dessa terrível doença.


Créditos ao site do Prof. Jarmuth – Blog SOS Rios do Brasil

Toma o troco – Em São Paulo…

Tirinha do Dr. Pepper e sua turma

E tem gente que ainda não aprende…

O progresso não respeita nem mesmo aqueles que deveríamos admirar

Hidrelétrica de Tucurui ainda causa impactos negativos aos indígenas

Novos empreendimentos na Amazônia ameaçam sobrevivência dos índios

O documento ataca o avanço desordenado de “infraestruturas da globalização” e lembra que a instalação de grandes usinas, como a Hidrelétrica de Tucuruí, na década de 1980, gerou “um aumento dramático” dos casos de malária.

A instalação de novos empreendimento na Amazônia gerou consequências trágicas e irreversíveis para os povos indígenas da região. É o que revela publicação inédita da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a situação dos mais de 370 milhões de índios no mundo, divulgada no Rio de Janeiro e em várias capitais.

Embora o relatório não cite a construção das usinas hidrelétricas de Jirau e de Santo Antônio, em Porto Velho, alerta que há relatos de índios isolados vivendo na região, que estão sendo dizimados por doenças tratáveis como malária, pneumonia e varíola.

O documento ataca o avanço desordenado de “infraestruturas da globalização” e lembra que a instalação de grandes usinas, como a Hidrelétrica de Tucuruí, na década de 1980, gerou “um aumento dramático” dos casos de malária. No período, também foi registrado crescimento da incidência de doenças como oncocercose (cegueira dos rios) e esquistossomose.

Na Amazônia peruana, o relatório cita os impactos com a exploração de petróleo e gás (Projeto Camisea) desenvolvido pela Shell Oil, também na década de 1980. O contato de trabalhadores da empresa com a população local trouxe tosse, varíola e gripe, matando 50% da comunidade tradicional.

Além das enfermidades trazidas com as alterações no meio ambiente, como os grandes alagamentos para a instalação da usinas, novos empreendimentos na Amazônia também obrigam o reassentamento de famílias, que deixam para trás, além do território, tradições e relações seculares com o lugar e formas de subsistência.

“Grupos indígenas dispersados anteriormente foram forçados a viver em assentamentos, onde eram expostos a novas doenças, como infecções intestinais e gripes”, afirma o relatório, que aponta também a carência de assistência médica adequada e a falta de vacinação regular.

Durante a divulgação do relatório, o líder Marcos Terena, articulador do Comitê Intertribal – Memória e Ciência Indígena (ITC), disse que, para minimizar os problemas provocados por esses empreendimentos, os índios querem ser consultados sobre os impactos das instalações em suas terras, como determina a Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas.

“A ONU trabalha para que os bancos de financiamento e organismos multilaterais como o Banco Mundial [Bird] e o Banco Interamericano de Desenvolvimento [BID] sejam obrigados a estabelecer mecanismos de consulta e diálogo com os povos indígenas para levar em conta a opinião deles. Isso vai ajudar na garantia dos direitos humanos”, concluiu Terena.

CIMI/EcoAgência

Mundo paralelo – O médico e o rio

Deixamos o córrego doente

O rio procura um médico para que este lhe dê o diagnóstico de sua doença. Como de praxe, o rio descreve os sintomas de seus problemas.

Rio - Bom dia sr. doutor, a vida tem sido difícil pra mim, tenho tido crises terríveis de inundação, mal cheiro e depressão.

Médico – bom dia sr. Rio, nossa! Que lástima você se encontra, de longe eu já percebi que a coisa não estava muito boa para o seu lado.

Rio – Então é grave doutor?

Médico – Pelo visto, muito, muito grave, sua aparência não é nada boa, você está cinza! E aqui nesse ponto a coisa está ainda pior, a doença já concretou seu fundo e suas margens.

Rio – Pois é doutor, vieram umas pessoas ai, dizendo que isso era para meu bem, que eu me sentiria melhor com todo esse concreto ao meu redor, mas não vi melhoras, continuo com muita sujeira, muito lixo e muito esgoto, já me sinto inútil, inválido, maltratado. Em épocas de chuvas sintos dores terríveis, em alguns pontos me autoflagelo, arrasando minhas margens, derrubo minhas companheiras árvores, trago toda sorte de coisas para meu fundo, chamo de minhas crises, não tenho mais prazer quando chove, isso que corre por mim não é nem água mais.

Médico – Essa doença é gravíssima, mas é muito mais comum do que imaginamos, as causas são bem claras, vou descrevendo aqui e você depois me diga se todas conferem: urbanização descontrolada, ocupação desordenada das margens, remoção de mata ciliar, lançamentos de esgotos, lançamento de grande volume de águas pluviais, impermeabilização, erosão, assoreamento, lixo.

Rio – Exato, tudo isso e até um pouco mais, estou mal, não me aguento, meu cheiro é terrível.

Médico – E faz quanto tempo que você começou a sentir que estava doente?

Rio – Há exatos 10 anos, no início os sintomas eram mais brandos, mas a medida que a tal da cidade foi crescendo a doença foi piorando, tornou-se aguda, tenho medo de que se torne incurável.

Médico – Se lhe canalizarem todo, e ainda lhe entubarem, fazendo com que você deixe de existir para as pessoas e animais, presumo que a doença se torne de difícil tratamento, se a cabeça das mesmas pessoas que lhe trouxeram esse mal não mudar, possivelmente esse mal se tornará incurável  enquanto existirem seres da espécie humana ao seu redor.

Rio – Queria apenas voltar a viver como antes, do jeito que estou, doente, também trago doenças para todos, contamino tudo ao meu redor, além do mais estou provocando muitos estragos mais pra frente. Eu não queria causar mal a ninguém, mas como não fazer mal se vocês parecem clamar por isso? Todos esses problemas foram e são causados exclusivamente por vocês, não é minha amiga terra, nem a água, nem a chuva. são vocês.

Médico – Infelizmente eu concordo com o que diz, também sou humano e me sinto culpado por isso que passa, a doença, a angústia, a vergonha. Sinto-me triste, impotente diante dos fatos, mas estou aqui agora, quero te ajudar, eu não tinha a menor vontade de olhar pra você, era uma coisa meio inconsciente, peço também que as pessoas parem uma vez ou outra para lhe contemplar,vejo que se cada um fizer sua parte como cidadão, além de cobrar das autoridades a solução disso daqui vai ser bom para você, e bom para todos. Se hoje elas veêm sujeira, se hoje te escondem é por culpa de todos nós, se isso aqui estiver limpo, poderemos ter lazer, melhorar nossa qualidade de vida e ainda acabar com a doença que lhe acomete.

Rio – Eu adorava as crianças brincando em minhas límpidas águas quando isso daqui ao redor era verde e desabitado, as pessoas passavam os fins de semana aqui, se divertiam, hoje torcem o nariz para mim.

Médico – Esse cheiro ruim é causado por excesso de matéria orgânica, então seus amigos começam a lhe limpar, esses amigos cresceram descontroladamente para comer a matéria e transformá-la em outras substâncias que irão alimentar outros organismos quando você estiver com as suas águas com mais oxigênio, é parte de uma cadeia alimentar. Se mais pra frente não existirem mais lançamentos de esgoto você passa a se sentir melhor, os sintomas ficam menos graves.

Rio – Queria ser maior, quem sabe assim eu teria tempo de começar a me sentir melhor. Mas por enquanto não tem como.

Médico – Por isso lhe digo que nessa conversa isolamos o agente causador, não precisamos de microscópio, nem de exames detalhados, nem de equipamentos caros, os patógenos são os próprios humanos, nós somos a doença, mas também o próprio remédio, se quisermos vivermos em harmonia, podemos e devemos lhe curar.

Quantidade de esgoto in natura que vai para o rio Meia Ponte ainda é grande.

novembro 15, 2009 1 comentário

Nas minhas visitas ao longo dos mananciais de Goiânia, pude constatar alguns fatos que ainda incomodam, grandes quantidades de esgoto ainda chegam ao rio, seja diretamente, ou por meio de seus afluentes. Além do mais, a ETE de Goiânia faz um tratamento apenas primário de todo o esgoto que chega, a carga orgânica do efluente despejado de volta no rio ainda é grande e por isso mesmo ele figura entre os 7 rios mais poluídos do Brasil. A Saneago esconde de nossos olhos mas não de nossos narizes vários lançamentos que ainda existem. Abaixo publico reportagem de Setembro/2008  onde a Saneago assinou um Termo de Ajustamento de Conduta ( TAC ) se comprometendo a resolver todos esses problemas com prazo entre 1 e 5 anos, enquanto isso não acontece ainda veremos cenas deprimentes como as que publico abaixo também.

Córrego Palmito

Cena deprimente no córrego Palmito em Goiânia

Córrego Palmito

Córrego Palmito pouco antes de cair no rio Meia Ponte

Córrego Palmito

Córrego Palmito recebendo uma grande carga de esgoto, maior até que sua própria vazão

Córrego Palmito

Córrego Palmito tomado pelo esgoto, bolhinhas de gás sulfídrico estouravam na água todo instante

09/09/2008 – Após acordo com MP, Saneago deve implantar sistema de tratamento para impedir lançamento de esgoto in natura em rios e córregos de Goiânia

Fonte: Site do Ministério Público de Goiás

O promotor de justiça Marcelo Fernandes de Melo firmou Termo de Ajustamento de Conduta com a Saneamento de Goiás (Saneago) a fim de resolver o problema de despejo de esgoto in natura nos cursos d’água que passam pela capital. Ao todo, foram identificados pelo Ministério Público 18 pontos de poluição em Goiânia, que incluem trechos do Ribeirão Anicuns, Rio Meia Ponte, Córrego Cascavel, Córrego Gameleira e Córregos Palmito, Abajá e Lambari. Na maioria dos casos, os dejetos são lançados diretamente na água sem nenhum tratamento, principalmente pela falta de um interceptor que diminuiria o impacto ambiental causado pelo esgoto.

A Saneago assumiu o compromisso de elaborar e executar um projeto técnico de ampliação do sistema de esgotamento sanitário da cidade, com melhorias técnicas e cumprimento de cronograma de obras. Serão seis intervenções na infra-estrutura do sistema, que variam entre um a cinco anos para serem implantadas. As medidas visam contemplar 100% dos cursos d’água de Goiânia.

O MP fará a fiscalização das obras, exigindo da Saneago a apresentação de cópias dos projetos e cronogramas de execução das redes coletoras de esgoto. Caberá à empresa estadual de saneamento a requisição das licenças ambientais junto à Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) e Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma). Foi fixada a multa diária de R$ 20 mil caso a Saneago não faça as obras, nem cumpra os prazos determinados no acordo. (Pedro Rafael / estagiário da Assessoria de Comunicação Social)

 

O que fazer em caso de enchentes

outubro 22, 2009 1 comentário

enchente

Abaixo publico no blog uma série de dicas úteis disponibilizadas pela Defesa Civil de Blumenau em caso de enchentes na sua região. A informação foi inicialmente postada no Blog do Instituto SOS Rios do Brasil.

Defesa Civil de Blumenau alerta sobre os cuidados durante enchente

Jornal Diário Catarinense – 25/11/08

Mantenha-se calmo e observe os procedimentos recomendados

A Defesa Civil de Blumenau, no Vale do Itajaí, divulgou neste domingo uma série de dicas, regras e procedimentos que devem ser observados em caso de enchente.

Fique calmo. Não dê importância e nem propague notícias alarmantes ou infundadas. Havendo emergência, a Defesa Civil acionará seu sistema de alerta, mobilizando todo o seu efetivo e equipamento. Acompanhe somente os boletins oficiais informativos da Defesa Civil, pelas emissoras de rádio e TV, que estarão informando a respeito dos níveis do rio e procedimentos a serem adotados.

Se sua residência foi atingida ou estiver em local onde há previsões de inundação, de acordo com a Defesa Civil, proceda da seguinte forma:

1) Reúna os alimentos, roupas e documentos e transporte-os para local seguro;

2) Inicie a retirada dos móveis e eletrodomésticos mais úteis, como fogão e geladeira;

3) Procure o Abrigo da Defesa Civil de sua região, levando consigo alimentos para 24 horas, pratos e talheres, colchonetes, roupas de cama e travesseiros, roupa e material de higiene individual, remédios e objetos de uso pessoal (óculos, aparelho de surdez, dentadura etc).

Em caso de deslizamento ou desabamento:

Abandone rapidamente a sua residência;

Peça auxílio aos seus amigos e vizinhos;

Conforme a gravidade acione o Corpo de Bombeiros (fone 193) ou a Defesa Civil (fone 199);

Constatando que a sua casa está em segurança, faça a retirada dos escombros e inicie a reparação dos danos.

Alimentos:

Não consuma alimentos que tenham entrado em contato com a água da enchente;

Evite consumir alimentos crus;

Sempre que possível, ferva os alimentos durante 10 minutos;

Dê preferência a produtos defumados e salgados, enlatados em geral, doces e conservas;

Verifique se há alteração de cor, cheiro ou sabor dos enlatados. Na dúvida, é melhor não ingerir os alimentos;

Evite embalagens sem rótulos ou identificação, rejeite embalagens rompidas, amassadas, enferrujadas ou estufadas;

Os vegetais e as frutas, se não forem cozidos, deverão ser deixados de molho e lavados com água contendo hipoclorito de sódio(5 gotas para cada litro de água).

Dejetos:

Evite que os dejetos (fezes, urina e lixo) contaminem a água, os alimentos e as pessoas;

Sempre que possível, utilize caixas, jornais e papéis para colocação dos dejetos, jogando-os posteriormente em buracos abertos especialmente para este fim;

Na possibilidade de se construir uma privada de emergência, cavar um buraco com 80 cm de largura de 1 a 2 metros de profundidade;

Este buraco deverá ser encoberto com tábuas de madeira, destinadas ao apoio dos pés, e deverá ter uma proteção ao redor para evitar a entrada de água de chuva.

Lixo:

Nos abrigos, o lixo deverá ser recolhido em recipientes colocados nos diversos pontos de coleta. Tão logo estejam cheios deverão ser depositados em buracos preparados previamente, e recobertos de terra;

Lembre-se: o destino correto do lixo vai impedir o aparecimento de moscas, ratos, baratas e, portanto, de doenças por eles transmitidas;

Em locais impossibilitados da coleta regular, o destino do lixo deverá obedecer os critérios estabelecidos para os abrigos.

Animais mortos:

Se a mortandade for grande, lançar cal sobre os mesmos, cobrindo-os com terra;

Se o estado de decomposição for adiantado, pode-se queimar os cadáveres, lançando sobre eles álcool ou gasolina e ateando fogo;

Enterrá-los sempre que possível.

Importante: Na eventualidade de localizar cadáveres humanos, notificar imediatamente a Polícia Militar (190), Corpo de Bombeiros (193) ou a autoridade mais próxima.

Cuidados ao retornar à residência:

Observe cuidadosamente se a sua residência está em condições de ser habitada (rachaduras, pilares etc.);

Preste muita atenção ao remover os móveis, pois é freqüente a invasão de cobras e outros animais peçonhentos nessas ocasiões;

Verifique as fossas e recomponha-as, fazendo a limpeza;

Antes de religar a energia elétrica, efetue a limpeza e secagem dos disjuntores, interruptores, tomadas, bocais, lâmpadas e eletrodomésticos.

Limpeza da caixa de água:

Esvazie a caixa;

Borrife e escove as paredes com hipoclorito de sódio;

Deixe entrar água limpa, enxaguando as paredes;

Retire a água;

Deixe entrar água limpa;

Adicione hipoclorito de sódio na proporção de 1 litro para cada 1.000 litros de água;

Abra todas as torneiras e registros para limpar a tubulação;

Deixe entrar água limpa;

Se a água não for tratada, adicione uma pastilha de cloro de 10g para cada caixa de 1000 litros.

Água potável:

Se não for tratada, ferva-a durante 15 minutos;

Recolha a água da chuva em recipiente limpo, para consumo;

Para tratar a água, use uma das soluções abaixo:

a) Hipoclorito de sódio: 02 (duas) gotas para cada litro de água;

b) Uma pastilha de cloro, conforme especificação para tratamento de desinfecção da água. Esta pastilha pode ser obtida nos postos de saúde.

Segurança contra raios:

Mantenha-se afastado de aquecedores centrais e grandes objetos metálicos;

Não use aparelhos como: ferro de passar roupa, secador de cabelos, televisores, telefone etc;

Não aproxime-se de cercas de arame, varais metálicos, linhas de forças e telefones, encanamentos metálicos, torres ou redes elétricas;

No mar, não use vara de pescar com carretilha. Evite permanecer na água ou em barcos pequenos;

Na rua, procure abrigo em edifícios ou estruturas não metálicas;

Se estiver trabalhando com trator ou outros implementos agrícolas, pare e procure abrigo, pois eles são freqüentemente atingidos;

Em viagem, permaneça no interior do automóvel pois ele oferece boa proteção;

Quando não existir abrigos, afaste-se do maior objeto da área, principalmente de árvores isoladas , e deite-se no chão;

Afaste-se do topo de morros ou de áreas abertas, onde você seja o ponto mais alto.

EM CASO DE DÚVIDAS LIGUE IMEDIATAMENTE PARA A DEFESA CIVIL(199), BOMBEIROS(193) OU TEL 156, NA PREFEITURA MUNICIPAL

Consumo de água contaminada provoca doenças, adverte ANVISA

LIMPAR CAIXA DAGUA

Mais de 10 mil pessoas ficaram doentes, entre 1999 e 2008, pelo consumo de água contaminada, no Brasil

Água: dados revelam maior contaminação dentro das casas: Os dados do Ministério da Saúde apontam, ainda, que na maioria dos casos, mais de 40%, a contração de doenças pelo consumo de água ocorre dentro das residências.

Esses índices epidemiológicos revelam a necessidade de utilizar água tratada e ingredientes seguros no preparo de alimentos. Muitas vezes, a população não toma cuidado com as condições de limpeza das caixas d’água, por exemplo, e isso se torna um fator de risco para a contaminação de alimentos”, diz Maria Cecília Brito, diretora da Anvisa.

Outro ponto que preocupa é a forma como o brasileiro faz a compra de alimentos. É preciso verificar se o supermercado ou estabelecimento comercial apresenta condições adequadas de conservação dos alimentos oferecidos. “Para escolher esses estabelecimentos, não utilize apenas critérios como a proximidade do domicílio e o preço dos produtos, verifique também a limpeza e organização do ambiente”, orienta Maria Cecília.

O consumidor também deve checar se refrigerador ou congelador do estabelecimento tem um termômetro para controle da temperatura. Os alimentos congelados e refrigerados devem estar armazenados sob temperatura recomendada pelo fabricante.

“Siga a ordem correta de compra dos alimentos: primeiro, os produtos não-comestíveis, como utensílios e materiais de limpeza; segundo, os alimentos não-perecíveis e depois os perecíveis, como carnes e outros produtos conservados sob refrigeração”, complementa a diretora da Anvisa. O consumidor também deve se organizar para que o tempo entre a compra dos alimentos perecíveis e seu armazenamento no domicílio não ultrapasse duas horas.

Como lavar a caixa d’água?

1 – Feche o registro e retire toda água de dentro da caixa d’água

2 – Feche a saída de água da caixa d’água

3 – Retire a sujeira

4 – Lave as paredes e o fundo da caixa d’água com água e sabão. Os utensílios como vassoura, escova, rodo e pano, devem ser de uso exclusivo

5 – Abra a saída de água e retire todo o sabão com água corrente

6 – Feche a saída de água

7 – Prepare a solução desinfetante, diluindo 1 litro de água sanitária em 5 litros de água. Esse volume é apropriado para uma caixa d’água de mil litros

8 – Espalhe a solução nas paredes e fundo da caixa d’água com uma broxa ou pano. Aguarde por 30 minutos

9 – Enxágüe a caixa d’água com água corrente, retirando todo resíduo de desinfetante

10 – Esgotes toda a água acumulada

11 – Encha a caixa d’água

* Informações da Anvisa, publicadas pelo EcoDebate, 20/10/2009

Via Blog do Instituto SOS Rios do Brasil

Brasileiros ainda enfrentam doenças por falta de água e rede de esgoto deficitária

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Silvana Salles
Do UOL Ciência e Saúde
Em São Paulo

Se a maior parte dos brasileiros tem acesso a água encanada e coleta de esgoto em casa, moradores de 9,2 milhões de residências ainda dependem de poços, nascentes, carros-pipa ou da chuva para beber, cozinhar e tomar banho. Já cerca de 2,2 milhões de casas não contam com nenhum tipo de escoamento para o esgoto.

Segundo dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio, do IBGE), a rede de abastecimento de água cresceu 0,7 ponto porcentual entre 2007 e 2008, atendendo cerca de 1,8 milhão de casas a mais no período. A rede cresceu mais no Nordeste, onde hoje 78% das residências têm água.

A rede é menor no Norte, onde só 58,3% das casas têm água encanada, de acordo com dados da pesquisa. É na região que se encontram os três Estados com as redes mais precárias: Rondônia, Pará e Acre – que atendem 42,3%, 49,1% e 56,8% das casas, respectivamente.

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…e você todo(a) preocupado(a) com a gripe suína

Segundo OMS doenças relacionadas a água contaminada matam mais de 15 mil pessoas por ano no Brasil. Isso representa cerca de 1250 mortes a cada mês ou quase 42 por dia.

Porcos no Esgoto

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