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Posts Etiquetados ‘Córrego’

Jogo dos 7 erros para “comemorar?” o Dia do Rio ( 24 de Novembro).

Preste bem atenção na imagem abaixo e responda a que se refere cada um dos números. A resposta está logo abaixo.

O Jogo dos sete erros versão hídrica

Respostas:

1 – Ocupação irregular das margens

2 – Erosão das margens

3 – Lixo e entulho jogados próximo ao córrego

4 – Assoreamento do leito do córrego

5 – Ausência de mata ciliar

6 – Poluição das águas por esgoto doméstico e industrial

7 – Animais como vacas e cavalos podem provocar o pisoteamento de nascentes e sua consequente destruição

Esse é o córrego Serrinha no município de Goiânia. Numa única imagem fomos capazes de sintetizar no mínimo 7 problemas graves, triste saber que esse é um retrato fiel do que acontece a quase todos os cursos d’água da cidade. A urbanização sem planejamento é a assassina de córregos e rios das cidades do nosso país e de outros locais do mundo.

Memórias ambientais

Foto: Agência de Notícias do Acre

Interessante como são as coisas. Recentemente estive relembrando umas memórias de quando eu era criança. Dentre essas memórias teve uma que me marcou bastante. Na época não existia essa questão de conscientização ambiental, não se falava sobre isso nas escolas, não havia um clamor para que salvassemos o planeta ( na verdade temos que salvar a nós mesmos).  Lembro-me bem que eu e dois primos fomos a passeio para uma fazenda, nas proximidades do município de Trindade em Goiás. Lembro-me vagamente de um pessoal branco, com feições de paranaenses que eram os proprietários da fazenda, recordo-me também de uns pés de maracujá que haviam lá. Agora o que realmente foi marcante era um córrego que passava na  propriedade e que havia sofrido um verdadeiro cataclisma. A mata ciliar do local foi toda destruída, haviam árvores caídas para todos os lados, foi nessa época que conheci uma semente chamada “Olho de boi”. No auge de minha inocência nem me passou pela cabeça do tamanho do crime que havia sido cometido no lugar, somente hoje, depois de uns 20 anos que eu realmente me toquei. Novamente eu fico pensando, o tanto de crimes que foram cometidos contra rios, córregos e especificamente contra o Cerrado aqui no estado de Goiás nesses últimos 20 anos que passaram batidos das autoridades ambientais. O que acho bom é que hoje em dia as crianças já são conscientizadas desde o berço em muitos casos, acredito que elas serão responsáveis por resolver muito da lambança que foi feita por nossos pais, avós, bisavós e por ai vai. Gostaria de pedir a todos que se observarem um crime ambiental, não deixem de denunciar, seja para o Ministério público ou o orgão ambiental de sua cidade ou estado, é muito simples e rápido.

Diga não a canalização IV – Córregos de Ourinhos – SP

Diga não a insanidade humana! Canalização é loucura, merece internação para quem realiza uma depredação dessa contra a natureza. A leitora do blog, Viviane Silvestre, deixou um comentário  com seu relato sobre o que a prefeitura de Ourinhos – SP está fazendo para com os córregos daquela cidade. Estou postando abaixo um vídeo super bem feito e explicativo de como agem esses vândalos que se escondem sob a imagem de autoridades. Obrigado pelo link do vídeo no comentário Viviane, saiba que você não está sozinha nessa luta e que um dia seremos ouvidos! Vale a pena assistir o vídeo até o fim. E lembrem-se: evite impermeabilizar totalmente sua calçada e seu quintal, a natureza agradece!

Informações gerais – Programa Urbano Ambiental Macambira Anicuns (PUAMA)

Ribeirão Anicuns

Fonte: Site da Prefeitura de Goiânia

O Programa Urbano Ambiental Macambira Anicuns corresponde a um conjunto de ações a serem desenvolvidas pela Prefeitura Municipal de Goiânia, por meio de uma Unidade Executora do Programa (UEP), focadas essencialmente na questão ambiental e sua sustentabilidade.

Estes elementos estão presentes no espírito da administração pública desde a concepção original de Goiânia, mediante a criação de um núcleo urbano, estrategicamente localizado, através de um Plano Urbano, elaborado pelo arquiteto Atílio Corrêa Lima, pautado na idéia das cidades-jardim, procurando resguardar a organização e ordenação dos espaços urbanos integrados ao verde dos bosques e fundos de vale.

O Plano original citado constitui hoje o centro da cidade, onde se localizam grande parte dos principais equipamentos urbanos e serviços administrativos. Em termos espaciais, a ocupação urbana de Goiânia apresenta um desenho marcado por eixos radiais espalhando-se para a periferia em adensamentos decrescentes com núcleos esparsos de altíssima densidade. Observa-se ainda um crescimento populacional nas áreas de fundos de vales que vem se tornando, ao longo das últimas décadas, espaços altamente impactados em termos ambientais.

De acordo com a Agência Municipal do Meio Ambiente – AMMA, todos os 83 cursos de água catalogados que cortam Goiânia estão poluídos, sofrendo ainda com outros problemas na área urbana da cidade, sendo os principais: as edificações em área de preservação, os processos erosivos, os lançamentos de esgotos in natura nos mananciais, a disposição de resíduos sólidos ao longo dos vales e a falta de proteção adequada para as áreas de recarga dos lençóis freáticos.

O Ribeirão Anicuns é classificado como o mais poluído dentre todos, sendo o seu principal afluente o Córrego Macambira. A bacia formada por estes cursos d’água drena aproximadamente 70% da área urbana, sendo a mais representativa bacia hidrográfica de Goiânia.

O Programa Urbano Ambiental Macambira Anicuns está focado na área direta de influência desta bacia, prevendo ações de caráter estrutural em toda a extensão urbana do Córrego Macambira e do Ribeirão Anicuns, através da implantação de um Parque Linear acompanhando esses dois cursos d’água (em ambas as margens) e da criação de dois Parques Ambientais Urbanos: (i) o Parque Macambira, com dimensão planejada de 25,5 hectares situado na região sudoeste de Goiânia (Bairro Faiçalville) constitui uma área de preservação ambiental, por abrigar as nascentes do córrego Macambira, e (ii) o Parque da Pedreira com área prevista de 10,2 ha, situado na encosta do Morro do Mendanha pela vertente sul (junto ao bairro Jardim Petrópolis).

Além disso, o Programa prevê, dentro da sua área de abrangência, a elaboração de projetos e obras, a regularização urbana e o reassentamento de famílias e negócios em áreas de risco, bem como infra-estrutura urbana e social, tais como pavimentação, drenagem, iluminação, escolas (de ensino básico e de ensino infantil), unidades básicas de saúde familiar, centros comunitários, quadras poliesportivas, praças de jogo, ginásios cobertos.

Tais ações têm o intuito de conservar e recuperar um espaço ambientalmente degradado, no qual se observa lançamentos de efluentes domésticos e industriais e a disposição inadequada de resíduos sólidos, que têm propiciado a formação de um ambiente insalubre em uma região altamente adensada.

Soma-se a isso o elemento de sustentabilidade social e ambiental, a ser obtido mediante investimentos internos na Prefeitura de Goiânia, em equipes ou em estrutura física, visando melhorar a capacidade operacional e de gestão do município, de modo a garantir os meios institucionais de promover a participação efetiva da comunidade no estabelecimento de condições necessárias para a sustentabilidade das ações incluídas no Programa.

De nada adianta brigar, o trânsito sempre fala mais alto

Foto: Rodrigo Soldon

Primeiro foram os pioneiros dessa cidade, trataram logo de passar o facão, trator, carro de boi, o que for, por cima das áreas de várzea e matas ciliares dos córregos da capital, a marcha para o oeste, a construção de Brasilia, trouxeram mais e mais pessoas para a capital do estado. Pedro Ludovico havia projetado uma cidade para não mais do que 50 mil habitantes, hoje Goiânia e região metropolitana possuem mais de 1 milhão e 400 mil pessoas, e esse número não para de crescer, e cresce exponencialmente. Toda essa quantidade de pessoas tem criado uma absurda pressão principalmente sobre os recursos naturais da cidade, de recursos digo principalmente os córregos e rios.

No passado, com ausência de fiscalização, as invasões sobre as margens dos córregos, inclusive de pessoas endinheiradas, provocou a privatização de diversas áreas na beira de córregos e rios, que segundo o código florestal deveriam estar protegidas, mas só no papel estão, por que o que se vê atualmente na cidade é um verdadeiro festival de privatização de áreas públicas justamente em lugares onde não deveria existir uma única construção.  A destruição das matas ciliares corresponde  apenas a ponta do iceberg de um problema muito maior, imenso. A medida que os bairros avançam, a infraestrutura básica é instalada: água, energia, asfalto, galeria de água pluvial, as vezes rede de esgoto. Vamos então nos concentrar no asfalto e na galeria pluvial.

Asfalto pode representar alivio, fim da grande quantidade de poeira, casa limpa, bem arrumada, mas por outro lado também representa impermeabilização, mais calor e mais N valores agregados que cito entre eles o sujeito que vendo-se livre da terrona nas ruas trata de cimentar todo seu quintal, pra manter segundo ele, tudo mais limpo, em resumo, mais asfalto, mais cimento em casa, mais água nas ruas quando vem a chuva. Resultado disso? Inundação, mas pra onde vai toda essa água quando ela passa pela rua? Exatamente, para os córregos e rios. Mas perai, será que eles estão preparados para receber tamanha quantidade de água? Temos ai mais um problema, muitas vezes a cidade não dispõe de rios ou córregos preparados para receber tamanho volume de água, a partir do momento que as galerias são direcionadas até eles, estes passam a adaptar um novo leito, o resto de mata ciliar que ainda existia é consumido, tragado pra dentro do rio, e o que dizer das construções que ficam a beira? Pobres, ricos, sem distinção que fizeram suas casa justamente onde não deveriam, também são consumidos, a não ser claro que o poder público, além de ter permitido a usurpação desses lugares, passa a dar a devida manutenção para que tudo não desça rio abaixo. É muito comum encontrar dentro de córregos pedaços inteiros de muros, ou outros pedaços de construções que foram embora em alguma chuva mais forte, ou simplesmente pessoas que no desespero jogaram restos de construção dentro do córrego, além de não adiantar nada, compromete ainda mais o interior do mesmo, quanto mais comprometido esta o leito do córrego, mais ele avança nas laterais.

Pois bem, além das galerias pluviais servirem como verdadeiras mangueiras de altíssima pressão durante a chuva, elas também passam a servir como condutoras de sujeira em lugares não servidos de rede de esgoto. Algumas pessoas não constroem fossa séptica e então fazem ligações clandestinas nas galeria de água, o esgoto então desce redondo pra dentro do córrego. Então recapitulando, já listamos aqui os seguintes problemas: Retirada de mata ciliar, urbanização desordenada com invasão das margens dos córregos, impermeabilização do solo com consequente aumento do volume de águas que chegam ao córrego e por isso as erosões e aumento da “caixa” do manancial, além de muito lixo que chega pelas galerias, e entulho, muito entulho que as empresas não sabem pra onde levar, pois não existe área de triagem e reciclagem do entulho de construção aqui na cidade, pra se ter uma idéia a prefeitura gasta mais removendo entulhos de lotes vagos e beiras de córrego do que se tivesse a reciclagem em funcionamento, além do que os entulhos que seguem para o aterro sanitário comprometem a vida útil do mesmo.

Como consequencia da maioria das coisas descritas acima, temos o maior vilão de todos, mas infelizmente esse é vangloriado pela maior parte da população que só conhece os beneficios, desprezam os malefícios do mesmo, o nome? Canalização.

Pois bem depois de acabar completamente acabar com o córrego dentro da cidade eis que surge a canalização que promete mundos e fundos, alhos e bugalhos, retira-se os invasores das margens do córregos, faz-se a correção de seu curso, cria-se paredes de concreto super resistentes a infiltração ou erosão, concreta-se o fundo do rio para evitar infiltração por baixo, acaba-se, em muitos casos, com nascentes que abasteciam o córrego, além de aumentar a evaporação do mesmo, após tudo isso decreta-se o fim do córrego, que passa a ser chamado de canal, vão-se embora os peixe, se ainda existirem, aumenta-se a velocidade do córrego e aguarda-se até o dia do volume de água ser tão grande que o córrego sai como um míssel de sua calha destruindo tudo o que está ao redor.

Porém, existe uma vantagem nisso, constroe-se uma marginal ao lado do córrego, facilita-se o fluxo dos carros, o trânsito desafoga. Alegria para o goianiense que passa a ter mais uma via de acesso rápido e pouco se importa para o que corre no centro de tudo aquilo. Além da canalização na  maioria dos casos ser um grande problema, a solução que ela aplica é apenas paliativa visto que as montadoras de automóveis querem vender, as concessionárias querem vender, e o morador da cidade quer ter um veículo para se locomover pela cidade diante de um transporte coletivo falido, em meio a um trânsito cada dia mais caótico, resultado? Em pouco tempo a marginal que inicialmente tinha o trânsito rápido passa a também se congestionar, ou seja, obras como essas expiram, nunca se ataca o problema na raiz, a cidade gira em torno do trânsito, e coloca a qualidade de vida dos habitantes lá embaixo. Se fosse em prol da conservação de rios e córregos, com certeza se pensaria em maneiras mais viáveis de se crescer uma cidade sem destruir tanto suas belezas e riquezas naturais. E ainda falam que Goiânia é primeira e qualidade de vida, tenho medo de pensar nas outras cidades.

Seminário Internacional de revitalização de rios

Um evento interessante para nossas autoridades prestigiarem, já que a maioria das cidades brasileiras seguem justamente o oposto dessa tendência de revitalizar rios, na verdade eles tendem a urbanizar o vale dos rios, canalizando, retirando a vegetação das margens e criando as marginais. Segue abaixo as informações:

Seminário Internacional de Revitalização de Rios

Inscrições de 05 de abril a 07 de maio de 2010. O Seminário acontece nos dias 10, 11 e 12 de maio de 2010, em Belo Horizonte – MG

O Seminário Internacional de Revitalização de Rios (Brasil – Coréia do Sul – EUA – União Européia), promovido pelo Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sisema), o Projeto Manuelzão da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a Companhia de Saneamento Ambiental de Minas Gerais (COPASA) e a Companhia Energética do Estado de Minas Gerais (CEMIG), será realizado entre os dias 10 e 12 de maio de 2010, em Belo Horizonte. O evento faz parte de um movimento internacional pela revitalização de rios e tem como um dos objetivos contribuir para o intercâmbio de projetos desenvolvidos em diferentes pontos do planeta, dando continuidade também às ações do Projeto Estruturador do Estado de Minas Gerais “Meta 2010”. O encontro será uma oportunidade para debater modelos e conceitos diferentes de gestão das águas nas bacias hidrográficas, nas cidades e no campo, com apresentação de novos paradigmas. As vagas são limitadas e serão emitidos certificados para os participantes.

Confira a programação!

Faça sua inscrição aqui

Informações:

participativo@meioambiente.mg.gov.br
www.meioambiente.mg.gov.br
Fones: (31) 3915-1775 / 3915-1779 / 3915-1774
Por: Assessoria de comunicação

Dica do site do Projeto Manuelzão

Goiânia, uma cidade pouco ambientalmente correta.

Situação da Margem de córrego em Goiânia

Sim, é isso mesmo, a capital do estado de Goiás está longe de ser uma cidade ambientalmente correta. Pode-se dizer que as coisas aqui melhoraram sensivelmente nos últimos anos, mas está longe, muito longe mesmo do ideal. Os parques, aparentemente, trazem uma melhora da qualidade de vida na cidade, na frente dos panos tudo está uma maravilha, e por trás como está? As coisas estão indo de mal a pior. Nosso córregos agonizam, as nascentes secam, as árvores, outrora frondosas na época de Pedro Ludovico, desapareceram. Não é necessária nem uma mão para contar nos dedos a quantidade de córregos em Goiânia que possuem sua cobertura vegetal original ou mesmo alguma cobertura vegetal que não seja capim. Triste constatar que até mesmo nascentes são aterradas, dando lugar a plantações, pastagens ou construções. Pobres córregos de Goiânia, faziam a alegria dos primeiros moradores da capital, hoje em dia são alvo do desprezo, da poluição, do abandono, da depredação.

Urbanizar tornou-se sinônimo de destruição, não é possível coexistir córrego limpo, bem cuidado com residencias, ruas, praças. Vem o asfalto trazendo com ele a impermeabilização e as galerias de água pluvial, que por sua vez trazem uma carga de água que o córrego não consegue assimilar, provocando erosão e assoreamento, somam-se a isso o lixo das ruas e por fim esgoto, ligado clandestinamente nos canos destinados unica e exclusivamente para escoamento da água da chuva. Além desses ingredientes, temos a ocupação das margens, com a retirada da cobertura original e a degradação das nascentes ao longo do córrego que com o tempo tornam-se temporárias ou simplesmente desaparecem. Os parques de certa forma protegem as nascentes de alguns córregos, o problema é que a proteção fica apenas no perímetro do parque, já fora, a realidade é outra, bem mais cruel.

Em virtude das erosões, a situação das margens da maioria dos mananciais em Goiânia esta tão critica, que é necessária uma intervenção urgente para que os córregos, na tendência natural de corrigir seus leitos, não invadam ainda mais as laterais, que hoje em dia estão ocupadas por muros e casas de pessoas que acham que o problema está no córrego e não no local que elas escolheram para construir. O problema é que sempre trazem soluções mais baratas ou simplesmente mais rápidas, como gabiões ou canalização do leito. O que descaracteriza completamente o córrego e provoca sua morte simbólica, porém tão dolorida quanto a real, tranformando-o apenas em um simples canal que leva a água que nasce de um ponto ao outro em sua foz.

Mas, de todos os problemas o maior deles esta realmente na cabeça da população, que não é educada a admirar seus rios ou córregos. A correria do dia a dia as impede de apreciá-los e com isso ninguém se importa quando joga-se lixo ou esgoto neles, retira-se a mata da margem ou se concreta seu fundo e suas laterais, muitas vezes a população até aplaude esse feito, claro que iludida pela mídia ou governo que chama o processo de reurbanização do vale do córrego X.

Goiânia é uma bela cidade, mas só por fora, por dentro ela é feia, é suja, é insalubre e doente. Goiânia, deve sim ser reconhecida pelo seu meio ambiente, mas como um todo, não só através de parque isolado, mas através da interligação das subbacias hidrográficas do município, criando nas margens dos córregos parques lineares que se estendem por toda sua extensão, trabalhando a questão do lixo, punindo severamente aqueles que fazem ligações clandestinas de esgoto e fazendo estudos para saber a capacidade máxima de água que um córrego pode suportar a cada chuva, fazer cumprir a lei para que o terreno tenha  área mínima permeável, para infiltração da água pluvial , ou pelo menos a caixa para reter água da chuva, e tudo mais que possa ser feito para que a água não fique apenas na superficie, mas vá para o solo e recarregue as nascentes. Nossos córregos precisam de ajuda, ou os protegemos ou os perderemos, enclausurando-os em canais de cimento, que mais lembram cemitérios de córregos.

P.S: Apesar de alguns esforços que tem sido feitos para corrigir esses problemas, eles não tem sido nem de longe suficientes.

Dê valor na água!

Foto: Bruno C.

Dê valor não somente a água que chega na sua torneira, valorize os córregos e rios de sua região. Se eles estiverem poluídos lute pela sua despoluição. Se sua cidade é agraciada com uma vasta quantidade de água, dê valor, cuide, pois se faltar, você vai se lembrar de  situações como as da notícia abaixo, e se arrependerá amargamente por ter ficado de braços cruzados quando poderia ter agido.

Moradores de favela em SP fazem fila para pegar água em mina

Habitantes de Paraisópolis carregaram os baldes até na cabeça. Adutora rompeu no domingo e não havia previsão de fim do conserto.

Do G1, com informações do SPTV – 08/02/10

Em qualquer fio de água caindo na rua, junta gente em volta. A dona de casa Zilma de Jesus Oliveira usaria a água para dar banho nas crianças. A pequena fonte fica em Paraisópolis, na Zona Sul de São Paulo. Ali existem outros pontos onde a água brota e é disputada pelos moradores. Cerca de 800 mil pessoas da capital e região metropolitana tiveram o abastecimento interrompido após o rompimento de uma adutora da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) no domingo (7).

Em Paraisópolis, os moradores fazem fila. Debaixo de um calor de mais de 30ºC, não dá nem para matar a sede antes de chegar ao começo da fila. E quem chega não aguenta mais esperar. Um homem grita para tentar organizar a confusão.

Com uma bomba emprestada, os moradores retiram a água de um poço. Mesmo sem a certeza de que ela é potável. Eles vão e voltam várias vezes e a água não dá. A tubulação da sabesp se rompeu de madrugada entre as avenidas Roque Petroni Júnior e Chucri Zaidan, no Brooklin, Zona Sul, e formou um chafariz.

A previsão inicial era que o reparo terminasse nesta segunda, mas apareceu um imprevisto: “aqui ao lado da escavação que a gente fez, passa um córrego. O Córrego do Cordeiro e ele está infiltrando na vala; então, a gente está com bombas retirando água e tentando vedar essa passagem para a vala aberta”, contou Alexandre Tassoni, gerente da Sabesp.

Para soldar a tubulação – que fica a quase 8 metros de profundidade – toda a água tem que secar. O problema atinge bairros como Morumbi, Butantã, Vila Sônia, Campo Belo, Americanópolis e Interlagos. Também falta água nas cidades de Taboão da Serra, Embu e Cotia.

No fim da tarde, a Sabesp informou que vai realizar manobras no sistema para que todas as regiões da Grande São Paulo tenham, pelo menos, o abastecimento parcial. E pediu que os moradores economizem água até que a situação seja normalizada.

Imaginem se fizessem isso na sua casa…

Cano solta grande quantidade de esgoto na casa dos peixes e outros seres vivos que dependem de oxigênio pra viver

Cágado luta pela vida em meio ao esgoto

Águas cinzas, quase pretas, do córrego que já indicam ausência de oxigênio. Aqui não tem mais organismos que dependem do oxigênio no interior do córrego.

Você acharia bom?
Então porque fazemos isso com os outros animais?
Seríamos mais importantes?
Mais inteligentes?
Sei não… Tenho dúvidas.

Piada de Última Hora

“Prefeitura de São Paulo estuda a entrada em operação de bombas adicionais para escoar água do rio Tietê”

Tá duvidando, clique aqui.

Não entende o porquê da piada? Quem conhece do assunto entende e sabe que nunca as margens de um rio como o Tietê poderiam ter sido ocupadas da forma como foram, e que bilhões são gastos em medidas para contenção de inundações, e que a grande maioria dos córregos e riachos de São Paulo se encontram canalizados, entubados e que mais 80% dessa cidade  se encontra impermeabilizada, ou seja, a água da chuva não tem pra onde ir senão para dentro do Tietê.

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