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Informações gerais – Programa Urbano Ambiental Macambira Anicuns (PUAMA)

Ribeirão Anicuns

Fonte: Site da Prefeitura de Goiânia

O Programa Urbano Ambiental Macambira Anicuns corresponde a um conjunto de ações a serem desenvolvidas pela Prefeitura Municipal de Goiânia, por meio de uma Unidade Executora do Programa (UEP), focadas essencialmente na questão ambiental e sua sustentabilidade.

Estes elementos estão presentes no espírito da administração pública desde a concepção original de Goiânia, mediante a criação de um núcleo urbano, estrategicamente localizado, através de um Plano Urbano, elaborado pelo arquiteto Atílio Corrêa Lima, pautado na idéia das cidades-jardim, procurando resguardar a organização e ordenação dos espaços urbanos integrados ao verde dos bosques e fundos de vale.

O Plano original citado constitui hoje o centro da cidade, onde se localizam grande parte dos principais equipamentos urbanos e serviços administrativos. Em termos espaciais, a ocupação urbana de Goiânia apresenta um desenho marcado por eixos radiais espalhando-se para a periferia em adensamentos decrescentes com núcleos esparsos de altíssima densidade. Observa-se ainda um crescimento populacional nas áreas de fundos de vales que vem se tornando, ao longo das últimas décadas, espaços altamente impactados em termos ambientais.

De acordo com a Agência Municipal do Meio Ambiente – AMMA, todos os 83 cursos de água catalogados que cortam Goiânia estão poluídos, sofrendo ainda com outros problemas na área urbana da cidade, sendo os principais: as edificações em área de preservação, os processos erosivos, os lançamentos de esgotos in natura nos mananciais, a disposição de resíduos sólidos ao longo dos vales e a falta de proteção adequada para as áreas de recarga dos lençóis freáticos.

O Ribeirão Anicuns é classificado como o mais poluído dentre todos, sendo o seu principal afluente o Córrego Macambira. A bacia formada por estes cursos d’água drena aproximadamente 70% da área urbana, sendo a mais representativa bacia hidrográfica de Goiânia.

O Programa Urbano Ambiental Macambira Anicuns está focado na área direta de influência desta bacia, prevendo ações de caráter estrutural em toda a extensão urbana do Córrego Macambira e do Ribeirão Anicuns, através da implantação de um Parque Linear acompanhando esses dois cursos d’água (em ambas as margens) e da criação de dois Parques Ambientais Urbanos: (i) o Parque Macambira, com dimensão planejada de 25,5 hectares situado na região sudoeste de Goiânia (Bairro Faiçalville) constitui uma área de preservação ambiental, por abrigar as nascentes do córrego Macambira, e (ii) o Parque da Pedreira com área prevista de 10,2 ha, situado na encosta do Morro do Mendanha pela vertente sul (junto ao bairro Jardim Petrópolis).

Além disso, o Programa prevê, dentro da sua área de abrangência, a elaboração de projetos e obras, a regularização urbana e o reassentamento de famílias e negócios em áreas de risco, bem como infra-estrutura urbana e social, tais como pavimentação, drenagem, iluminação, escolas (de ensino básico e de ensino infantil), unidades básicas de saúde familiar, centros comunitários, quadras poliesportivas, praças de jogo, ginásios cobertos.

Tais ações têm o intuito de conservar e recuperar um espaço ambientalmente degradado, no qual se observa lançamentos de efluentes domésticos e industriais e a disposição inadequada de resíduos sólidos, que têm propiciado a formação de um ambiente insalubre em uma região altamente adensada.

Soma-se a isso o elemento de sustentabilidade social e ambiental, a ser obtido mediante investimentos internos na Prefeitura de Goiânia, em equipes ou em estrutura física, visando melhorar a capacidade operacional e de gestão do município, de modo a garantir os meios institucionais de promover a participação efetiva da comunidade no estabelecimento de condições necessárias para a sustentabilidade das ações incluídas no Programa.

Mais um vazamento escondido dos olhos de todos

Muitas vezes, pelo fato de os córregos e rios urbanos estarem comprometidos com lançamentos de esgoto, as próprias companhias de saneamento, até mesmo por não estarmos atentos, permitem situações que em lugares sérios estas sofreriam uma punição severa. Após eu postar aqui sobre um vazamento no rio Meia Ponte, que na verdade não era vazamento, e sim esgoto in natura lançado pela própria Saneago, eu descobri um lançamento que considero ainda mais sério. A Saneago está implantando na área uma rede de coleta de esgotos da região, não sei a que velocidade se encontra a obra, no dia que estivemos no local não havia ninguém trabalhando na área, um senhor morador das proximidades nos disse que tem algum tempo que não se vê movimentação no local. A região é um local de várzea ainda bem conservado que comporta muito bem a elevação da água do ribeirão Anicuns. A área é cheia de nascentes e um pouco que se cava já se encontra água. Haviam algumas lagoas na área, umas formadas por ação humana, outras naturais mesmo. Pois bem, começamos a sentir um odor muito forte de esgoto e cada vez que nos aproximavamos se tornava mais forte. Perecebemos que havia um líquido preto escorrendo de uma parte mais acima. Esse líquido é o esgoto de uma rede que possívelmente esta entupida e vazando para o brejo e para o ribeirão, tivemos que nos virar para conseguir pular o esgoto sem ter nenhum contato com ele. Uma região bela que por letargia e até mesmo falta de controle da empresa de saneamento se torna um lugar nada agradável de se estar. Essa região é uma das principais áreas por onde teremos o tão aguardado parque Macambira-Anicuns, bem próximo do encontro do córrego e do ribeirão que lhe dará esse nome. Estamos de olho na situação, quem sabe o assessor de imprensa da Saneago nos deixe a par do que acontece lá na região?  Seria bom. Abaixo as fotos:

Rede coletora em implantação

Rede coletora em implantação

Anicuns

Vazamento de esgoto. Por sorte fotos não trazem odores!

Anicuns

Esgoto fétido escorrendo para o ribeirão Anicuns

Anicuns

Nascente com águas contaminadas pelo esgoto

Anicuns

Área de recarga

Anicuns

Esgoto chegando ao ribeirão Anicuns

Ribeirão Anicuns – Quando os interesses ficam acima inclusive da lei

novembro 4, 2009 1 comentário
ribeirão Anicuns

Trecho original do ribeirão, note a curva próxima a estrada

Estou fazendo um reconhecimento da região onde será implantado um grande parque linear que será chamado de Macambira-Anicuns. O financiamento para o inicio das obras já foi liberado e em Março do ano que vem já começam os trabalhos. Descobri um crime ambiental por acaso. Olhando as imagens do google maps para saber como chegar a um determinado lugar próximo ao ribeirão Anicuns em Goiânia, percebi que ao chegar ao local não havia a curva no rio como indicado no mapa. As imagens provavelmente devem ter de 1 ano e meio a dois anos de idade, ou seja, não são tão antigas, agora imagine uma obra de correção do leito de um rio apenas para atender aos interesses de um dono de loteamento que gostaria de ganhar uma área a mais no seu terreno para colocar mais e mais casas.

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A seta azul indica a imagem da próxima foto, os trechos amarelo e vermelho mostram o novo trajeto do ribeirão

Ribeirão Anicuns

Agora nesse leito antigo a única coisa que passa é esgoto

Ribeirão Anicuns

Trecho do ribeirão com seu leito agora correndo reto

Então, um coronel da política abre um loteamento sem a menor condição, garante a aprovação deste, abre ruas, pede que a concessionária de energia instale eletricidade, mas deixa o loteamento sem água, nem esgoto. Desvia o leito do manancial, drena os pântanos, direciona o esgoto do bairro para o ribeirão e ainda atropela o orgão de fiscalização do meio ambiente da cidade. Sinceramente, onde pretendemos  chegar com atitudes como essa? Dignas do século passado. Estamos retrocedendo ao invés de avançar? Será que o ministério público esta sabendo disso? Se sabe, é mais grave ainda, porque deixou acontecer.  E o parque linear que vai ser construido as margens do ribeirão Anicuns, será somente para inglês ver ou realmente vai cumprir seu papel para conservação dos mananciais? Por que se um politico consegue passar por cima de tudo para garantir o direito dele, será que o parque vai mesmo impedir esse tipo de atitude imoral? Essa é uma região bem conservada ainda que já começa a sentir os impactos da ocupação urbana. Parece até que não pensamos, simplesmente invadimos sem culpa, como se isso fosse progresso. Provavelmente o que foi feito não será desfeito e ninguém será punido, o crime contra o meio ambiente ainda é tratado como algo banal. O problema é quando formos condenados pela própria natureza, essa não perdoa ninguém.

Descobri um crime ambiental por acaso. Olhando as imagens do google maps para saber como chegar a um determinado lugar próximo ao ribeirão Anicuns em Goiânia, percebi que ao chegar ao local não havia a curva no rio como indicado no mapa. As imagens provavelmente devem ter de 1 ano e meio a dois anos de idade, ou seja, não são tão antigas, agora imagine uma obra de correção do leito de um rio apenas para atender aos interesses de um dono de loteamento que gostaria de ganhar uma área a mais no seu terreno para colocar mais e mais casas.

Vida e morte no Macambira

novembro 2, 2009 1 comentário

Para quem acha que um córrego dentro de um ambiente urbanizado não abriga vida, esta redondamente enganado. Aqui na cidade de Goiânia descobri de duas formas distintas que o córrego Macambira e o seu afluente  Buritis  possuem muitos peixes. Alguém poderia me interromper dizendo que são de espécies exóticas, que alguns tipos de espécies não são capazes de sobreviver em determinados ambientes. Em partes essa pessoa poderia estar certa, em partes não. Começarei então com a boa notícia. Recentemente fiquei impressionado com uma lagoa formada por parte das águas do córrego Buritis que ao dimunir seu fluxo deixava as águas presas, e parte de água que brotava da terra, gerando uma água extremamente cristalina, berçário de peixes, a vida pulsava como num grande aquário gigante.

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Lagoa lotada de alevinos

Macambira

Lagoa cristalina também com peixes filhotes já no córrego Macambira

Como a vida nem sempre é só de notícias boas, infelizmente constatei um fato que me deixou bastante triste. Possívelmente alguma empresa derramou dentro das águas do córrego uma substância que lembra tinta. Devem imaginar que as águas do córrego servem apenas para que se livrem daquilo que não lhes é mais útil, mas se esquecem que naquelas águas habita vida, e vida complexa. Infelizmente vários peixes morreram,e morreram de falta de ar, consegui identificar 3 espécies, eram Lambaris, Mandis e Cascudos, todos são espécies de peixes da América do Sul, típicos de rios brasileiros. Os cascudos ainda tentaram fugir daquelas águas comprometidas, mas não foram capazes. O resultado posto em fotos abaixo:

Macambira

Preste atenção no fundo, está branco, resultado da estranha substância que lembra tinta

Mandi no Macambira

Não suportou a falta de oxigenação na água

Macambira

Lambaris mortos pela água contaminada

Macambira

Cascudos que morreram asfixiados

É mesmo necessário descartarmos águas de resíduo sem nenhum tratamento dentro de córregos e rios da nossa cidade? Até quando precisaremos ver cenas como essas? É hora de mudar. A natureza pede socorro. Atitude como essa é crime e como tal, o agressor deve ser punido!

A culpa é de todos nós!

A notícia em questão saiu na edição 1017 do Jornal Hoje aqui de Goiânia, portanto irá fazer 2 meses. Ainda é nova e contém informações importantes que devemos saber. O que é dito na reportagem não é exclusivo do córrego Capim Puba, esse é só mais uma vitima. Todos os mananciais de Goiânia sofrem algum tipo de agressão em diferentes graus, a constatação é triste, porém, mais triste ainda é a frase proferida por um INVASOR no final da reportagem ironizando  “Quero mais é que isso entupa tudo e seque de vez.” Como se o córrego já não existisse antes mesmo desse indivíduo nascer.

Córrego capim puba vira depósito de lixo e esgoto

Érica Ferreira
Jornal Hoje
31/07/2009

Equipe da Agência Municipal de Meio Ambiente (Amma) esteve no Córrego Capim Puba para investigar denúncias de poluição ambiental. Conforme a Gerência de Monitoramento Ambiental da Amma, foi constatado que uma galeria de água pluvial está recendo esgoto. Mas a agência ainda não sabe se o lançamento de detritos é feito por rede clandestina ou se houve rompimento da rede.

O gerente de Monitoramento Ambiental da Amma, Ramiro de Menezes, afirma que, se o problema for o rompimento, a solução será mais rápida. “Quando se trata de rompimento, a Saneago é informada e o resultado é, praticamente, instantâneo.” Porém, se o esgoto vier de ligações clandestinas, o procedimento é mais burocrático. De acordo com Menezes, o morador tem de ser notificado, depois é dado um prazo para regulação com a rede de encanamento e esgoto. “Se o responsável não tomar as providências, é autuado.”

Menezes explica que se trata de uma área de preservação ambiental, onde existem invasores de terras. “O córrego está contaminado.” O gerente de Monitoramento disse que a Agência Municipal de Obras (Amob) será acionada para localizar qual propriedade está lançando esgoto na água. Até o final da tarde de ontem a Amob ainda não tinha sido acionada.

O promotor de Urbanismo, Maurício Nardini, informou que existe uma Ação Civil do Ministério Público(MP), que trata da questão da poluição na localidade, tramitando no Judiciário. Porém, destaca que um Inquérito Civil do MP aborda a questão da invasão. “Se as famílias forem removidas para outro local, o problema não será resolvido por completo, mas haverá uma melhora substancial”, observa.

Conforme Nardini, muitas casas estão construídas próximas ao gabião (muro de pedras), o que oferece riscos. Por outro lado, ele acredita que diversas residências ainda não têm acesso à rede de esgoto. “A Prefeitura tem dado prioridade na habitação para moradores de áreas de risco e de áreas ambientais. Com as casas prontas, o Capim Puba poderá respirar.” O secretário Municipal de Habitação, Mauro Miranda, garantiu que até o final deste ano ficarão prontas as moradias destinadas aos moradores que não têm registros de suas casas.

A técnica em enfermagem Daiana Teixeira de Lima, 26, conta que já viu moradores jogando lixo nas margens do córrego. “Aqui tem odor forte, muitos insetos e quando chove é um terror. Tem até caminhão, desses que desentopem fossa, jogando os detritos na água”, reclama. O mestre de obras Odair Pereira, 47, defende ser necessária a conscientização ambiental da população e uma maior fiscalização. Muitos moradores da invasão foram abordados pela reportagem, a maioria não quis se manifestar. Um deles, que não quis se identificar, chegou a ironizar: “Quero mais é que isso entupa tudo e seque de vez.”

Macambira/Anicuns: mais qualidade de vida em Goiânia

Abaixo está um artigo muito interessante escrito pelo ex prefeito de Goiânia e atual deputado federal Pedro Wilson onde ele fala sobre essa magnifica obra que coloca Goiânia com um dos maiores parques lineares do mundo.

Macambira/Anicuns: mais qualidade de vida em Goiânia

16/09/2009

Fonte: Jornal Diário da Manhã

Há coisas na vida da gente que nos marcam de maneira profunda. Ser prefeito de Goiânia foi, sem dúvida, algo que ficou profundamente marcado em nossa vida. Por isso, quando vemos o Projeto Macambira/Anicuns dar mais um passo para tornar-se realidade, ficamos imensamente felizes porque tínhamos a certeza da necessidade socioambiental do pleito que fazíamos naquela época. Estamos muito orgulhosos em ter iniciado essa caminhada. Era preciso pensar grande porque sabíamos da grandiosidade da obra. Tínhamos a clareza da importância da recuperação e preservação das nascentes do Córrego Macambira e do Riacho Anicuns, que deságuam no Meia Ponte e este vai formar a Bacia do Paraná, cujas águas vão irrigar a Bacia do Prata, fonte de água para os irmãos argentinos.

Durante nosso mandato, fomos à cidade de Rosário, participar de um encontro sobre meio ambiente e abordado por um poeta argentino nos pediu – com certo conhecimento –: “Se o senhor é prefeito de Goiânia, cuide bem do Meia Ponte, nós bebemos a água que vem dele”. Queremos contar esse fato para dar a dimensão exata da preocupação com a recuperação e proteção ambiental ao longo do Córrego Macambira e Ribeirão Anicuns, dos Córregos Buriti, Cedro e Pindaíba; incluindo a foz do Córrego Taquaral e o córrego Botafogo e Rio Meia Ponte. Este é um projeto envolvendo as duas margens do Ribeirão Anicuns e do Rio Meia Ponte, até o encontro deste com o Ribeirão João Leite (cuja barragem vai jorrar água para Goiânia do século XXI). Em recente entrevista concedida à Revista 21/Argentina, sobre a PEC do Cerrado, constatamos a importância que outros países dão a esse tema – que é tão nosso, de Goiânia – e a necessidade da preservação de todo o Cerrado brasileiro, como preservação da água, flora, fauna, clima, ar, biodiversidade. Preservação da vida humana. É preciso olhar e agir pela APA do João Leite e APA do Encantado do Rio Araguaia.

Quando idealizamos este projeto, levamos em conta a questão socioambiental, visando reduzir os impactos negativos do crescimento desordenado e a recuperação dos recursos hídricos e daqueles ecossistemas, criando condições de harmonia na relação entre o homem e a natureza, recuperando principalmente o trecho do Anicuns que compreende os mananciais do Macambira, Cascavel (com grande parque recentemente inaugurado e realizado pela Prefeitura de Goiânia e grupo de empresários), Abajá, e Botafogo. É possível afirmar que 70% da população de Goiânia depende dessas sub-bacias. É um programa realmente grandioso que vai beneficiar diretamente mais de 300 mil pessoas e, indiretamente, toda a Capital do Cerrado, a nossa cidade verde, numa área de até 25 quilômetros, onde estão localizados cerca de 90 bairros. São 3,3 milhões de metros quadrados de área residencial e 3,7 milhões de metros quadrados de área comercial beneficiados, trazendo inclusive valorização imobiliária (urbanização, moradia, lazer, esporte, reflorestamento, educação, cultura, mobilidade urbana, segurança, trabalho).

Além de melhorar a qualidade de vida dos moradores e de fomentar o desenvolvimento sustentável, o Macambira Anicuns deve alavancar o turismo na Capital. Isso porque Goiânia terá o maior parque linear do mundo, com 26,5 quilômetros de extensão (2.620.000 metros quadrados), 46 espaços comunitários – entre quadras poliesportivas, praças, orquidário, borboletário, aquário, lagos, auditório, centros culturais, entre outros -, ciclovia, além de 42 pontes de pedestres para travessia dos córregos. A região que abrange o Córrego Macambira e o Ribeirão Anicuns terá três unidades de conservação com 1.150.000 metros quadrados, reabilitação de 13 pontes, construção de escolas em tempo integral, Centros Municipais de Educação Infantil (Cmeis), postos de saúde e equipamentos sociais. Ao longo do leito dos dois cursos de água haverá ainda a reabilitação das calhas e a recomposição das margens.

Aqueles que nos conhecem sabem de nossa preocupação com a questão ambiental, com a defesa do bioma Cerrado, com a qualidade de vida, com a erradicação da pobreza, políticas para a juventude e a infância, com as pessoas, com a terceira idade. Era preciso criar áreas de lazer e cultura para todas as idades, para todas as comunidades envolvidas, com parques, praças, arena de teatro, piscinas, quadras poliesportivas, campo de futebol, áreas de lazer com quiosques, enfim, um lugar para a convivência das pessoas. Os moradores do Ipiranga São Francisco, Morada Nova, Jardim Presidente, Parque Oeste Industrial, o Cidade Verde, Setor Rio Formoso, Novo Horizonte, Crimeia Leste e Vila São João Vaz. Por isso, colocamos como prioridade um projeto que tivesse essa dimensão.

Agora, quando vemos que o Banco Interamericano de Desenvolvimento aprova a liberação do recurso, que é da ordem de dezenas de milhões de dólares, ficamos felizes porque vemos que, finalmente, o projeto – que esteve sendo analisado por mais de dois anos – vai poder ser concretizado. Sonhamos com esse momento. Foram muitas rodadas de negociações, muitas conversas, muita argumentação. Era preciso o convencimento de que os números eram grandiosos, mas que a obra era necessária. Para além do próprio projeto, da revitalização do Macambira, do Anicuns, das nascentes de seus afluentes, do Rio Meia Ponte, o reconhecimento de Goiânia, a Capital dos Cerrados/Sertões do Centro-Oeste brasileiro do cruzeiro do sul (olhar, apoiar e agir pelos comitês de bacias dos rios Meia Ponte e Paranaíba e outros mais).

A imprensa tem divulgado, com ênfase, o Diário da Manhã, O Popular, Jornal Opção, Tribuna, Hoje, rádios e televisões, a retomada do processo e o encaminhamento que a nova administração vai dar. De nossa parte, a torcida para que seja realizada da melhor maneira que Goiânia precisa e merece. Era preciso pensar grande, com a paixão que sempre dedicamos à cidade, à população e ao meio ambiente. Na harmonia do homem com a natureza. Na preservação do ecossistema que, para além de Goiânia, para além de Goiás, vai alimentar com suas águas, que nascem aqui, no Meia Ponte, para irrigar o Pantanal, o Prata, lá na Argentina, o Amazonas. O mundo precisa saber disso. Goiânia precisa ser respeitada assim, a capital verde e quem tem a nascente da água. Parabéns para o prefeito de Goiânia, Iris Rezende, e ao vice, Paulo Garcia, pelo ato solene de lançamento do Programa Urbano Ambiental Macambira Anicuns. É importante lembrar o início desse projeto, que contou com a colaboração de dezenas de pessoas da prefeitura, do BID e de consultores. Lembrar da contribuição de ontem e de hoje de Ademar Palocci, Henrique Labaig, Valter Cardoso, Janaína Granado, Vicente Francino, Olavo Noleto, Lana Jubé, Helber, Márcio Belluomini, José Carlos Valsechi, Oséias Porto, Anselmo Pereira, Sérgio Dias, Sávio, Mauro Miranda, Flávio Peixoto, Sônia Pierobon, Weslei, Linda, Céser, Argemiro, Ricardo, José do Carmo, Edmar Silva, Marco Lúcio, Ronie, Luís, Orro, Francisco, Clarismino, Rita, Sílvio, Heloísa, Nágila, Renata, Raquel, Fabrício, Olívia, Fabiana, Celso e tantos outros de ontem e de hoje que estão realizando este sonho, esta realidade de uma nova cidade. Agradecer a contribuição de empresas como a Interplam e a DBO engenharia na realização do EIA/Rima, estudos, consultorias que muito somaram para a realização do projeto. Salientamos que coordenamos diretamente todas as etapas de negociação, reuniões, visitas em Washington/EUA para realizar tratativas; em Goiânia, trabalhamos duro para que esse projeto se tornasse realidade e, felizmente, agora mais um passo foi dado. Parabéns Câmara Municipal de Goiânia de ontem e de hoje. Parabéns militantes dos movimentos sociais e populares participativos, empresariais e trabalhadores da Agenda 21. Obrigado ao Ministério do Planejamento e da Fazenda. Obrigado ao Senado da República. Obrigado aos dirigentes e técnicos do Bando Mundial Dr. Valdemar, Manoel Pizarro, Nabais e outros que contribuíram para que este projeto se tornasse realidade. Parabéns, prefeito Iris, e toda equipe. Parabéns, Câmara Municipal. Parabéns, Goiânia, sempre. Viva a vida. Viva a região metropolitana de Goiânia e Goiás.

E assim nossa maneira de ver Goiânia, linda, humanizada e com respeito aos direitos humanos e ao meio ambiente. Que seja o Projeto de Urbanização Macambira/Anicuns um grande parque de convivência social das populações daquela região, de 86 bairros  e para as visitações de outras comunidades. Viva a vida! Viva Goiânia! Viva Goiás! Temos muitas alegrias e esperanças para hoje e amanhã nestes cerrados/sertões brasileiros.

Pedro Wilson Guimarães é deputado federal

PT/GO, ex-prefeito de Goiânia, professor

das universidades Católica e Federal de Goiás

Projeto Macambira Anicuns – Novas Notícias

setembro 16, 2009 1 comentário

LANÇAMENTO E ASSINATURA DO PROJETO URBANO AMBIENTAL MACAMBIRA ANICUNS

Fonte: SNGER – Prefeitura de Goiânia

Foto: Observatório Geográfico de Goiás

Foto: Observatório Geográfico de Goiás

O prefeito de Goiânia Iris Rezende lançou hoje, 16, às 10 h, no Paço Municipal, juntamente com o Secretário de Governo Mauro Miranda, o convênio com o Banco Interamericano de Desenvolvimento ( BID), representado por José Luiz Lupo, que viabilizará a implementação do Programa Urbano Macambira Anicuns, um audacioso projeto socioambiental que pretende revolucionar o espaço urbano da Capital. Para o projeto foi destinado o valor de US$ 94,5 milhões. Sendo que 60% do investimento virá do BID, a prefeitura de Goiânia, será a responsável pelos outros 40 por cento.

Os benefícios deste programa, trarão melhorias para todo o município de Goiânia, especificamente para 114 setores dentre eles  regiões Noroeste, Norte e Oeste , como a organização urbano ambiental, a consolidação da Infra-Estrutura dos bairros e a sustentabilidade social e ambiental. Serão construídos dois parques ambientais urbanos, um na área da cabeceira do córrego Macambira (Parque Macambira) e outro em áreas adjacentes ao Ribeirão Anicuns ( Parque da Pedreira). Haverá também a implementação do parque linear de 26,5 km e 60 m de largura mínima nas margens do córrego Macambira, do Ribeirão Anicuns e seus afluentes menores, incluindo a recuperação da vegetação, a implantação de ciclovias, iluminação pública, caminhos e pontes para pedestres, anfi-teatros, viveiros de árvores, construção e adequação de galerias de águas pluviais, melhoramento de pontes rodoviárias, dentre outros. O prazo para execução da obra é de cinco anos.

“O crescimento da Capital se deu de forma rápida e inesperada por esse motivo esse programa veio para solucionar alguns problemas ambientais, e com isso trazer qualidade de vida para os cidadãos”, garante o Secretário Mauro Miranda.

Expedição na sub bacia do rio Meia Ponte

Olá caros amigos do blog. Hoje eu e meu companheiro de aventuras Paulo Castilho estivemos fazendo um passeio de bicicleta pela nossa cidade, que é Goiânia, e fotografamos alguns pontos interessantes da sub bacia do Rio Meia Ponte, que brevemente estarão nas páginas da internet. Fotografias e um pouco de história para vocês!

Projeto Macambira Anicuns – Noticias não tão novas

Boa tarde meus caros leitores. Na próxima semana estarei em busca das últimas informações sobre esse projeto grandioso que vai acontecer na cidade de Goiânia, por enquanto as notícias que tenho são de Julho, e por isso mesmo merecem ser atualizadas. Farei o possível para trazer novidades tão logo as possuir.

Macambira-Anicuns sai do papel

macambira-anicuns

- Após seis anos de espera, BID assina transferência de recursos na Capital. Obra tem cinco anos para conclusão
– Orçamento é de 94,5 milhões de dólares. Banco vai financiar 60% e município é encarregado de 40%

Diário da Manhã, 10/07/2009

Na próxima semana a Unidade Executiva do Projeto Macambira-Anicuns irá definir a data que a Prefeitura de Goiânia vai receber a Secretaria do Tesouro Nacional e representantes do Banco Interamerciano de Desenvolvimento (BID) na Capital para assinar a transferência de recursos para o maior projeto da história de Goiânia, orçado em 94,5 milhões de dólares. Depois de seis anos, o projeto dá um passo fundamental para deixar o papel. O BID irá financiar 60% do total, enquanto o município é encarregado de 40%. O governo federal, representado pela Secretaria do Tesouro Nacional, atua como fiador do projeto junto ao banco internacional. A visita deve ser programada para o final de julho ou início de agosto.

A partir do termo assinado pelo prefeito de Goiânia, Iris Rezende (PMDB), um procurador da Receita Federal e o representante do BID em Washington, Estados Unidos, o Macambira-Anicuns tem cinco anos para ser concluído.

O coordenador-geral da Unidade Executora do Projeto Macambira-Anicuns, Wesley Moraes, acredita que, no próximo ano, iniciará as obras. A licitação dos projetos básicos e das próprias construções deve ser concluída até fevereiro de 2010. “A partir dessa fase licitatória, teremos as ações da prefeitura a partir de março.” O contrato estabelecido com o BID define que o prazo para a conclusão se inicia com a assinatura do termo entre o município e o governo federal. “A prefeitura designou uma equipe competente e extensa, especialmente empenhada em cumprir esse prazo.”

O projeto Macambira-Anicuns irá beneficiar 114 bairros das regiões oeste, noroeste e norte, com a construção de três parques, três escolas, cinco centros de saúde e revitalização dos rios que batizam o programa. A implementação do projeto mais grandioso da Capital se dará em três etapas: infraestrutura, regulação urbana e conscientização.

A primeira visa à construção das benfeitorias, aliada à reorganização urbana e ao reassentamento populacional. Hoje, a prefeitura estima que 227 famílias terão que ser desapropriadas para a construção. O coordenador-geral da Unidade Executora do Projeto Macambira-Anicuns, Wesley Moraes, afirma que a transferência das famílias acontecerá apenas em áreas de alagamento. “Isso irá acontecer só em áreas fundamentais para o projeto e que causem riscos aos moradores. Nas demais, construções e terrenos não serão alterados.”

Recuperação de leitos e mata ciliar
O segundo componente do Macambira-Anicuns se concentra na recuperação dos leitos e da mata ciliar. Na área arborizada entre os rios será construído o parque linear, de 26,5 quilômetros de extensão. Os parques Pedreira e Macambira somam um milhão de metros quadrados de área de preservação.

A terceira parte do projeto visa a sustentabilidade social e ambiental. Com ela, a prefeitura deve se valer de programas e ações para a preservação do Macambira-Anicuns. “Trabalharemos a conscientização e a educação ambiental para que este trabalho não se perca com o tempo”, completa o coordenador-geral do projeto.

Reposição
A Unidade Executiva do Projeto Macambira-Anicuns dispõe de plano exclusivo para a desapropriação das famílias e estabelecimentos comerciais em áreas passíveis de alagamento.

Levantamento elaborado em 2005 aponta que 227 famílias e 54 comércios estão concentrados nesses pontos. Coordenador-geral do projeto, Wesley Moraes afirma que, em todos os casos, os moradores que precisarem ser desapropriados serão indenizados.

“Será um trabalho cauteloso, elaborado por uma consultoria especializada para identificar essas famílias e manter constante acompanhamento social”, diz.

Em terrenos e áreas não- agressivas ao projeto Macambira-Anicuns, os proprietários serão convidados a assinar Termo de Ajuste de Conduta (TAC) com o município. “Eles continuarão com a posse dos terrenos, mas se comprometerão a não degradá-lo”, afirma Wesley Moraes.
Pedro Wilson felicita Prefeitura de Goiânia
O deputado federal e ex-prefeito de Goiânia Pedro Wilson (PT) felicitou a administração municipal por manter o Projeto Macambira-Anicuns. O programa inicial foi idealizado pelo petista, na administração de 2003. “A região ficará beneficiada e trará qualidade de vida para toda a cidade”, afirmou o deputado.

MODELO
Pedro Wilson diz que, naquele ano, solicitou que técnicos e secretários visitassem Washington, nos Estados Unidos, interessados em financiamento ao projeto. “Apresentamos o projeto ao BID. Tínhamos ciência que era um projeto de médio a longo prazo”, diz o deputado. Comissões designadas pelo banco chegaram a visitar a Capital. “Eles sobrevoaram a área e analisaram projetos”, afirma Pedro Wilson.

No final do último ano, o Senado Federal autorizou que o Tesouro Nacional servisse de avalista ao empréstimo para o projeto. O percentual minoritário (40%) dos recursos ficou a cargo do município de Goiânia.

Resultado da Audiência Pública em Defesa do Rio Meia Ponte

Hoje estive presente na audiência pública em defesa do Rio Meia Ponte realizada pelos vereadores Fábio Tokarski e Agenor Mariano. Estiveram presentes várias autoridades de praticamente todos os orgãos relacionados às águas e meio ambiente tanto na esfera municipal, estadual e federal, além do presidente do Comitê da Bacia do Rio Meia Ponte, Ministério Público e Delegacia Estadual do Meio Ambiente – DEMA. O fórum foi a continuação de um trabalho que já vem sendo desempenhado, mesmo que de forma isolada, para recuperação da bacia do Rio Meia Ponte, servindo como um ponto de convergência entre os orgãos e comitê. Foram mostrados dados sobre a bacia, além do que cada orgão tem desempenhado e também denúncias e algumas acusações em pequena escala. No final os ânimos exaltados se acalmaram e o consenso geral é que todos devem se unir em torno de um único objetivo que é a defesa da bacia hidrográfica que nos traz a vida. No final da audiência foi aberta a oportunidade do debate e algumas pessoas puderam expor seu ponto de vista, eu estava entre essas pessoas. Inicialmente fiquei muito nervoso, quase não tive coragem de subir ao pulpito para dirigir minhas palavras, mas juntei forças e falei principalmente da falta de união dos orgãos, da falta de informação a respeito do rio e seus afluentes e por consequência a falta de sensibilização da população para uma causa tão nobre, toquei no assunto da educação ambiental, extremamente importante e no final aproveitei para dizer sobre o crime cometido contra alguns córregos que foram canalizados. Se não me engano foi a primeira vez que falei para um públlico tão heterogêneo cercado por estudantes, autoridades, professores e sociedade em geral, ainda bem que tudo deu certo e acabei recebendo elogios e convites para integrar novos debates. No período da tarde alguns presentes iriam fazer uma visita ao Rio, num ponto bastante degradado e depois seria anunciada a construção de mais um parque na cidade de Goiânia as margens do Rio Meia Ponte.

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