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Arquivo para a categoria ‘Dicas’

Posts interessantes do blog, vale a pena conferir!

 

Usina do Jaó – Patrimônio Histórico Jogado as Moscas

Triste realidade de uma usina que foi tão importante para a história de Goiânia e a té mesmo de Brasilia. Não merece o descaso com que a tratam atualmente. Merece o seu clique!

Diga não a canalização

A canalização é uma verdadeira declaração de morte a um córrego ou rio, saiba o porquê disso.

Ahhh, o progresso.

Tirinha muito bem bolada que mostra o bate papo entre dois indiozinhos.

Não quero apenas boas lembranças

Pequeno texto que fala sobre as histórias das pessoas mais velhas, sobre seus momentos de lazer com a natureza que ficaram no passado. Por que temos que ficar apenas nas boas lembranças do passado? Vamos viver o presente, com qualidade!

Esses são as minhas sugestões de posts aqui do blog.

 

Você sabe como as águas são classificadas?

Você sabia que as águas do Brasil podem ser classificadas segundo alguns padrões de qualidade definidos na resolução CONAMA 357 de 17 de Março de 2005?
Abaixo publico parcialmente o conteúdo dessa resolução e coloco algumas explicações a respeito das definições e das classificações das águas.

Começo com as definições:

-  Salinidade (do latim: salinitas) é uma medida da quantidade de sais existentes em massas de água naturais, como sejam um oceano, um lago, um estuário ou um aquífero. ( Vide wikipedia).

- Águas doces – Águas com salinidade igual ou inferior a 0,5%. Ex: Principalmente rios e lagos.

- Águas salobras – Águas com salinidade superior a 0,5 % e inferior a 30%.

- Águas salinas – Águas com salinidade igual ou superior a 30%. Ex: Oceanos

- Ambiente lêntico - Ambiente que se refere à água parada, com movimento lento ou
estagnado;

Os exemplos mais clássicos de ambientes lêntico são os lagos, lagoas, represas.

- Ambiente lótico – Ambiente relativo a águas continentais moventes;

Os principais tipos de ambientes lóticos são os rios, córregos e ribeirões não represados.

Aqüicultura – O cultivo ou a criação de organismos cujo ciclo de vida, em condições naturais,
ocorre total ou parcialmente em meio aquático;

Carga poluidora - Quantidade de determinado poluente transportado ou lançado em um corpo de água receptor, expressa em unidade de massa por tempo;

A poluição da água é a alteração de suas características por quaisquer ações ou interferências, sejam elas naturais ou provocadas pelo homem. É necessário deixar claro que a poluição da água não deve ter apenas conotação estética, ou seja, uma água com aspecto límpido pode conter microorganismos patogênicos ou substâncias tóxicas para algumas espécies, e uma água com aparência mais ruim pode ser utilizada em alguns casos.

- Cianobactérias –  microorganismos procarióticos autotróficos, também denominados como cianofíceas (algas azuis) capazes de ocorrer em qualquer manancial superficial especialmente naqueles com elevados níveis de nutrientes (nitrogênio e fósforo), podendo produzir toxinas com efeitos adversos a saúde;

Lembrando que as cianobactérias se reproduzem rapidamente em ambientes eutrofizados. Para maiores informações clique aqui e conheça mais sobre a eutrofização.

Corpo receptor – Corpo hídrico superficial que recebe o lançamento de um efluente;

Desinfecção – Remoção ou inativação de organismos potencialmente patogênicos ( Organismos causadores de doenças)

Recreação de contato primário – Contato direto e prolongado com a água (tais como natação, mergulho, esqui-aquático) na qual a possibilidade do banhista ingerir água é elevada;

Recreação de contato secundário – Refere-se àquela associada a atividades em que o contato com a água é esporádico ou acidental e a possibilidade de ingerir água é pequena, como na pesca e na navegação (tais como iatismo);

Tratamento Avançado – Técnicas de remoção e/ou inativação de constituintes refratários aos processos convencionais de tratamento, os quais podem conferir à água características, tais como: cor, odor, sabor, atividade tóxica ou patogênica; ( A qualidade da água dos rios das cidades brasileiras está em queda, em muitas cidades já se utiliza o tratamento avançado, o que encarece os custos ao consumidor final).

Tratamento convencional – Clarificação com utilização de coagulação e floculação, seguida de desinfecção e correção de pH; ( Método usualmente empregado nas Estações de tratamento de água das cidades)

Tratamento simplificado –  Clarificação por meio de filtração, desinfecção e correção de pH quando necessário;

Tributário (ou curso de água afluente) - Corpo de água que flui para um rio maior ou para
um lago ou reservatório;

Virtualmente ausentes – Que não é perceptível pela visão, olfato ou paladar;

Zona de mistura – região do corpo receptor onde ocorre a diluição inicial de um efluente.

Geralmente um efluente é também conhecido como água servida ou já utilizada para algum fim.

Principais classificações das águas doces e salgadas

As águas doces são classificadas em:

I – Classe especial: águas destinadas:
a) ao abastecimento para consumo humano, com desinfecção;
b) à preservação do equilíbrio natural das comunidades aquáticas; e,
c) à preservação dos ambientes aquáticos em unidades de conservação de proteção integral.

Geralmente águas da classe especial são encontradas em aquíferos ou poços artesianos.
II – Classe 1: Águas que podem ser destinadas:
a) ao abastecimento para consumo humano, após tratamento simplificado;

b) à proteção das comunidades aquáticas;c) à recreação de contato primário, tais como natação, esqui aquático e mergulho, conforme Resolução CONAMA nº 274, de 2000;

d) à irrigação de hortaliças que são consumidas cruas e de frutas que se desenvolvam rentes
ao solo e que sejam ingeridas cruas sem remoção de película;

e) à proteção das comunidades aquáticas em Terras Indígenas.

Geralmente são encontradas em nascentes, cisternas.

III – Classe 2: Águas que podem ser destinadas:
a) ao abastecimento para consumo humano, após tratamento convencional;

b) à proteção das comunidades aquáticas;

c) à recreação de contato primário, tais como natação, esqui aquático e mergulho, conforme
Resolução CONAMA nº 274, de 2000;

d) à irrigação de hortaliças, plantas frutíferas e de parques, jardins, campos de esporte e lazer,com os quais o público possa vir a ter contato direto;

e) à aqüicultura e à atividade de pesca.

A maior parte dos rios brasileiros são classificados como classe 2.

IV – Classe 3: águas que podem ser destinadas:

a) ao abastecimento para consumo humano, após tratamento convencional ou avançado;
b) à irrigação de culturas arbóreas, cerealíferas e forrageiras;
c) à pesca amadora;
d) à recreação de contato secundário; e
e) à dessedentação de animais.

Grande parte dos rios que cortam as cidades brasileiras são classificados, pelo menos no trecho urbano, como rios de classe 3.

V -Classe 4: águas que podem ser destinadas:
a) à navegação; e
b) à harmonia paisagística

As águas de alguns rios e lagos se tornam tão poluídas que é impossível utilizar-se destas águas mesmo após tratamento avançado. Parâmetros como metais pesados apresentam-se em números elevados e mesmo um tratamento mais especifico muitas vezes não é capaz de remover esse tipo de substância tóxica.

As águas salinas ou salgadas são assim classificadas:

I – Classe especial: águas destinadas:
a) à preservação dos ambientes aquáticos em unidades de conservação de proteção integral; e
b) à preservação do equilíbrio natural das comunidades aquáticas.

II – Classe 1: águas que podem ser destinadas:
a) à recreação de contato primário, conforme Resolução CONAMA nº 274, de 2000;
b) à proteção das comunidades aquáticas; e
c) à aqüicultura e à atividade de pesca.

III – Classe 2: águas que podem ser destinadas:
a) à pesca amadora; e
b) à recreação de contato secundário.

IV – Classe 3: águas que podem ser destinadas:
a) à navegação; e
b) à harmonia paisagística.

Infelizmente, devido a fraca política de saneamento básico no Brasil, temos acompanhado frequentemente a impossibilidade de utilização de nosso rios e mares mesmo para atividades de contato secundário, e até mesmo a harmonia paisagistica se torna impossibilitada haja visto a quantidade de resíduos sólidos que mancham a beleza dos nossos recursos naturais.

Os padrões de qualidade das águas determinados na Resolução estabelecem limites individuais para cada substância em cada classe, assim é possível efetuar a classificação das águas de maneira transparente.

Conhece o Buriti?

Buriti – Mauritia flexuosa L. f.

No bioma Cerrado é a espécie que caracteriza as veredas, marcante fitofisionomia da região, ocorrendo também em matas de galeria e ciliares, podendo formar densos buritizais. Para além dos domínios do Cerrado, corre em toda a Amazônia e Pantanal, sobre solos mal drenados, em áreas de baixa altitude até 1000m, sendo considerada a palmeira mais abundante do país.

A espécie possui íntima relação com a água, que atua na dispersão de seus frutos e auxilia na quebra da dormência das sementes.

Os pecíolos (talos) e a palha de suas folhas são muito utilizados na cobertura de casas e ranchos, bem como no artesanato regional, para a confecção de cestos e móveis.

O uso medicinal está associado ao óleo extraído da polpa dos frutos, com propriedades energéticas e vermífugas.

Rico em pró-vitamina A (500 000 UI), com índice de 300mg/100g, o óleo é usado contra queimaduras na pele, provocando alívio imediato e auxiliando na cicatrização. O óleo absorve radiações no espectro ultra-violeta, sendo um eficiente filtro solar Tem sido empregado recentemente pela indústria cosmética entrando na composição de sabonetes, cremes e xampus.

Referência: http://www.biologo.com.br/plantas/cerrado/buriti.html

Do blog:

A abundância da palmeira do Buriti em certos córregos forma cenários belíssimos, dignos de cartões postais.

Para quem não conhece a fruta do Buriti, a casca do fruto é formada de pequenos pedacinhos que em contato com a água saem facilmente. Sua polpa carnuda , é muito saborosa, principalmente quando consumida na forma de doces ou vitaminas. Pelo menos na região de Goiás a vitamina de Buriti é chamada de Sembereba. Existem também picolés e sorvetes feitos com a polpa do Buriti.

Um livro que recomendo! Vale a pena ler, é super interessante e envolvente.


Com menos de 3 dias eu já havia terminado a leitura, tal a ótima maneira como o autor trata da temática do livro. O post original está no Portal EcoDebate

1) APRESENTAÇÃO. Sempre tive muita atração e sintonia com a Natureza. Quando me aposentei, comprei um imóvel rural e por 20 anos ali morei e laborei nesse ambiente que me proporcionava saúde corporal e espiritual, com a prática de exercícios físicos e meditações. Se aprendi coisas na escola, na profissão, na vivência comum, aprendi algo mais rico na convivência com a Natureza. As pessoas que vivem no meio urbano, em geral somente têm contato com outros humanos, seres da mesma espécie biológica, ou com suas obras materiais e desenvolvem o hábito do consumismo. Dessa forma, elas ficam isoladas do convívio com outros seres vivos e não aprendem ou não sentem que todos nós somos filhos de uma mesma origem, o Todo, que alguns conhecem como Deus. A Natureza, riquíssima em sua diversidade, está constantemente se manifestando; ela tem sua linguagem e sua lógica. Esforcei-me em aprender tal linguagem, traduzindo-a para a usual dos humanos e percebi que a Natureza clamava por socorro, pois estava sendo espoliada e enfraquecida pelos seus próprios filhos humanos. Foi daí, por perceber as agruras, tristezas e apelo dessa nossa magna mãe é que me senti tocado em minhas emoções para acudir em sua ajuda, ocasião em que comecei a idear o esboço do livro, único recurso ao meu alcance.

No princípio, considerei fazê-lo sob a forma de ensaio. Posteriormente, levando em conta que o assunto deveria ser acessível a todos, optei por um gênero mais leve. O assunto seria abordado de uma forma mais atrativa, com uso de linguagem simples e didática, motivo por que o tema foi romanceado. Criei uma trama em cima de fatos reais, concretos, que lhe dão o suporte da seriedade e verossimilhança. Para não ficarem dúvidas sobre isso, redigi um posfácio, onde fica claro o seu caráter documental.

Levei cinco anos na elaboração do livro. Depois de pronto, algumas pessoas da área editorial opinavam que o livro era uma ficção científica. Entretanto, depois que o Painel Intergovernamental da ONU, composto por mais de 2.500 cientistas, publicou em fevereiro/2007 o 1° relatório climático, com grande repercussão na mídia e no povo, o livro se tornou realista, verdadeira fotografia do destino da humanidade. Desde então, apareceram vários interessados na sua publicação, considerando-o documentário de uma época e útil no esclarecimento do destino ambiental da humanidade.

2) – EXPLICAÇÃO – Agora uma explicação sobre a tônica usada na divulgação deste livro. Porque é o livro mais importante do momento? Porque, no meu entender, se trata de um documento histórico que lança um aviso de alerta à humanidade e que servirá de referência nos acontecimentos mundiais dos próximos anos. Entendemos que a humanidade vive atualmente uma civilização equivocada. É preciso que alguém desperte para a realidade dos fatos, principalmente os governantes, e saiam dessa ilusão modernista e tecnológica que levou a chamada civilização industrial para a escuridão.

Um fato é claro para todos. A geração humana deste tempo está vivendo exclusivamente para si, sem levar em conta a segurança e futuro das gerações vindouras. Que planeta vamos entregar aos nossos filhos? Já não basta o assassinato das demais espécies vivas, também criadas pelo mesmo Deus? Os homens responsáveis de hoje estão trabalhando para o assassínio também da humanidade? Não enxergam que é hora de parar com a ganância e se voltar para a razão?

3) MINHA VIVÊNCIA. Minha vivência deve servir para alguma referência. Com 82 anos, já sou bastante vivido. Sou testemunha de tempos que muitos não conheceram. Acompanhei, dia após dia, ano após ano, as imperceptíveis mudanças das condições de vivência e presenciei os acontecimentos marcantes de nossa história, pelo menos no correr do século XX.

Poderão confirmar o que vou dizer os companheiros de mesma idade. Eles também são testemunhas vivas do passar dos tempos, e que hoje os mais jovens consideram apenas registros históricos, sem muita importância. Posso dizer: nós, os mais vividos, sabemos e enxergamos o que vocês não vêem. Adiante, vocês dirão: hoje sabemos o que nem suspeitávamos.

Bem, nessa condição posso revelar que lá pelos anos de 1940, as condições de vida eram bem diferentes das de hoje. Em apenas 70 anos decorridos percebi, como fato concreto, que a degradação do nosso ambiente foi enorme. E o que será nos próximos 70 anos?

Comparando as duas épocas, testemunho que, nos aspectos materiais de tecnologia, saúde corporal, conforto, comunicação e poder de decisão, com referência ao indivíduo, houve um enorme avanço para melhor. Repito: com referência ao INDIVÍDUO. Mas à custa de quem? Alguém paga todos esses confortos e excessos que são retirados do nosso meio ambiente. O planeta Terra, cheio de chagas cada vez mais profundas, geme de sofrimento em suas perdas. Até quando?

Já com as condições do coletivo e aos recursos naturais, houve um retrocesso imenso. Antigamente, os rios e ribeirões eram fartos. As águas eram limpas e havia peixes. Hoje, eles se acham minguados, enfraquecidos, insalubres e quase sem fauna, caminhando para a exaustão. Hoje os rios são riachos; riachos, regatos; regatos, filetes; filetes, nascentes; nascentes, tumbas. Isso acontece hoje em todos os elementos do nosso ambiente, no ar, nos mares, no solo.

4) – LIVRO SÉRIO. Este não é um livro água-com-açúcar. É um livro sério. Posso adiantar que ali não exploro emoções vulgares, de fácil apelo comercial com passagens eróticas. É romanceado para melhor assimilação da mensagem. Mas não fala de amor? Fala, sim. Mas de um amor muito maior do que o de dois amantes. Maior que o amor de mãe. Maior que o “ama a teu próximo”. Maior que o amor de toda a humanidade. Tão grande que abarca todos os seres vivos. Mais ainda. É um grito de socorro pelo amor ao planeta Terra. Enfim, é o amor à própria Vida.

5) FIDELIDADE – Na elaboração da história, não fiz concessões de espécie alguma que me tirassem da fidelidade às teses oferecidas ao juízo do leitor. As descrições mais fortes não cederam aos cânones morais ou éticos. Porque o assunto é importante e deve ser tratado com realismo. E realismo se descreve com realidades.

O livro é um documento do século XXI. Nele mostro a insensibilidade dos governantes. Faço uma denúncia e um alerta. Jovens, principalmente aos jovens, conclamo a se conscientizarem, mobilizando-se na defesa do ambiente em que vão viver. Defendam o único planeta que os pode abrigar e alimentar e que será o lar de seus descendentes.

Para esclarecer melhor a razoabilidade da mensagem romanceada, informo os pontos reais destes últimos tempos em que me baseie para formular a obra, isso antes da publicação do 1º relatório do Painel da ONU.

a) denúncias esparsas de degradação ambiental feitas por diversos cientistas desde meados do século XX.
b) medidas governamentais restritivas à procriação na China e na Índia;
c) movimentos políticos com a criação de Partidos Verdes;
d) campanhas e ações efetivas do Greenpeace;
e) mobilização mundial na Eco Rio 92;
f) posicionamentos relativos ao Protocolo de Kyoto;
g) criação na França da Associação contra o Progresso;
h) uso cotidiano nas grandes cidades da China e Japão de máscara filtrante;
i) relatório ambiental da ONU em 1986.
j) relatório científico do Clube de Roma, estudo-projeção ambiental feito em 1971 (www.unicamp.br/nipe/fkurtz1htm);
k) início em 2005 de um programa computacional de projeção ambiental pela universidade de Tóquio, ainda não concluído;
l) relatório secreto do Pentágono prevendo catástrofes climáticas para 2020 (revista Carta Capital, ano 2004, citando como fonte as publicações inglesas, revista Fortune e o jornal The Observer, além da edição especial na internet da Scientific American, que apresentaram farta documentação;

Posteriormente, os fatos vêem confirmando a visão revolucionária do livro, principalmente no que diz respeito à necessidade de o mundo ser gerido por um órgão global.

6) LIMITAÇÕES – Eu não posso contar a história do livro. Mas posso abordar alguns aspectos relevantes. O verdadeiro protagonista nessa história é o tempo. No correr da leitura, o leitor vai notar que ele se encontra oculto. Não é um personagem fantasma, uma criação imaginária ou um ente fantástico com aparência deformada, mas está presente em todo o desenrolar da narração. Comparece no livro tal como o ponteiro das horas de um relógio tradicional. Vejam que o ponteiro dos segundos faz um movimento cíclico e todos notam. O ponteiro dos minutos, para quem tem vista muito boa, se move com muita lentidão, mas dá pra ver. Mas – e aí é que está o perigo – no ponteiro das horas, ninguém percebe o seu movimento e, como diria o celebre cientista Galileu Galilei, “no entanto, ele se move”. Ninguém vê, mas ele dá uma volta completa em 12 horas, fechando um ciclo do tempo e pontuando o ciclo maior chamado dia, que também registra o enigmático tempo. Quem pode negar isso? Pois bem: é esse personagem, agindo às ocultas, que pauta todo o desenrolar da trama e a realidade do nosso destino. E o tempo é terrível, inexorável, cruel e não volta atrás. Que o digam os mais vividos.

7) ESTILO – Este livro quase não tem metáforas. Geralmente, elas são figuras de estilo que servem para embelezar os textos, torná-los poéticos, para embalar em sonhos as almas dos leitores. Neste livro não cabem tais artifícios literários, pois aqui tratamos de fatos reais, assuntos muito sérios, concretos, graves, que destroem prejudiciais ilusões. No entanto, está recheado de reflexões filosóficas pertinentes ao tema. O leitor poderá meditar sobre diversas questões propostas no correr dos diálogos.

8 ) COERÊNCIA – O escritor deve ser coerente e honesto consigo mesmo ao registrar seu pensamento. Ele não finge; escreve o que sente, sob pena de ser acusado pela própria consciência. É diferente do escriba, que produz texto com o objetivo de atender a interesses. Aquele não se preocupa em agradar ou desagradar. Este sempre agrada aos seus patrões, aos interesses de época, às ideologias, a interesses econômicos. Estou dando essas explicações para justificar porque, em alguns momentos, a abordagem se mostra politicamente incorreta e antiética. Vejam que a Natureza desconhece inteiramente tais conceitos sócio-culturais quando se manifesta sob a forma de tsunamis, vulcões, terremotos e epidemias, matando milhares de pessoas. A verdade deve ser apresentada como é: nua, sem maquiagem.

Foi coragem e honestidade, mesmo. Entendo que não poderia ser de outra forma ao fazer uma descrição com a fidelidade que se espera de um documento histórico. Neste livro eu pus o dedo na ferida. Ferida, no caso, é simplesmente a realidade, tal como ela é. Pôr o dedo na ferida dói. E como dói!
Temos visto, ultimamente, pessoas bem intencionadas se apresentarem na televisão, sugerindo medidas suaves, superficiais, inócuas. Falam também em “desenvolvimento sustentado”. É puro jogo de palavras. Isso não existe. Isso devia ter sido observado no início da revolução industrial, no século 18. Agora é tarde. Temos é que recuperar o estrago feito. Temos é que iniciar o desenvolvimento ao contrário, isto é, o desdesenvolvimento. Ainda há tempo, mas tem que ser com urgência. Falam também em crédito-carbono. É outra enganação. Na verdade é até um acinte à nossa inteligência, se não for uma piada. Uma indústria na Holanda pode poluir desde que uma empresa brasileira deixe de poluir. É o vício da cultura comercial. Até com a desgraça do caos eles pretendem extrair lucros. Evidente que não vêem, não enxergam, não sentem, não percebem a claridade solar. Até quando, ó autoridades?

Como reflexo dessa onda ecológica, foi aprovada uma lei num Estado americano que torna obrigatório o uso de sacolas de papel no lugar dessas de plástico. Não deixa de ser um retorno civilizacional. Contudo, tal medida é inócua – se não for pior – pois a fabricação de sacolas da espécie implica aumento da atividade da indústria do papel, altamente poluidora e devoradora de cadáveres de árvores.

Tais medidas saneadoras, tão insignificantes e ingênuas, nada representam ante a gigantesca dilapidação que a civilização moderna produziu no planeta. A situação exige a exata conscientização do problema ambiental. E este livro mostra tudo, sem meias-palavras, sem hipocrisia. Este livro põe em evidência a gravidade do assunto, que requer medidas radicais e urgentes. A solução básica está num tripé. Um é a urgência de se tomar decisões, exigidas pelo senhor tempo. Os outros dois estão no livro.

9) DESTINAÇÃO – Os editores geralmente perguntam ao autor a que faixa de leitores se destina o livro a ser apreciado. Porque, segundo o assunto, esse ou aquele livro se destina aos interesses de ou de jovens, ou de professores, ou de mulheres, ou de empresários, ou distintas classes sociais ou profissionais. O livro ora apresentado se destina a todas as pessoas capazes de ler e que ainda estejam vivas. Não só as vivas. Imaginem que até os mortos, em seus túmulos, devem estar se inquietando de ansiedade pelo destino trágico de seus entes queridos, ainda vivos.

10) ARTIFÍCIOS – Após a leitura, os leitores terão condições de entender as verdadeiras dimensões dos alertas contidos nos relatórios do Painel Intergovernamental da ONU, de 2.500 cientistas, que tem sido largamente difundido pelos usuais meios de comunicação. Despachos da BBC, no entanto, informam que:

“A apresentação da segunda parte do relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da ONU, em Bruxelas, ocorre após uma noite inteira de negociações sobre os termos do documento, entre cientistas e representantes governamentais de todo o mundo”. Alguns países, como Estados Unidos, China, Índia e Arábia Saudita, fizeram objeções a capítulos importantes do relatório. Eles teriam pedido que a versão final fosse menos categórica do que os rascunhos apresentados.”

Vê-se que o relatório sofreu pressão política por parte dos paises interessados em preservar a dilapidação do planeta, com medo das conseqüências econômicas. Isso se chama irresponsabilidade. Se as artimanhas políticas conseguiram suavizar as palavras, não significa suavizar a realidade. Este livro não suaviza a realidade.

“Maurício Gomide Martins, 82 anos, ambientalista colaborador e articulista do EcoDebate, residente em Belo Horizonte(MG), depois de aposentado como auditor do Banco do Brasil, já escreveu três livros. Um de crônicas chamado “Crônicas Ezkizitaz”, onde perfila questões diversas sob uma óptica filosófica. O outro, intitulado “Nas Pegadas da Vida”, é um ensaio que constrói uma conjectura sobre a identidade da Vida. E o último, chamado Agora ou Nunca Mais, sob o gênero “romance de tese”, onde aborda a questão ambiental sob uma visão extremamente real e indica o único caminho a seguir para a salvação da humanidade.

Fonte: EcoDebate, 05/02/2010

Dia mundial sem carro

Olá pessoal. Para aqueles que não sabem como se deslocar no dia mundial sem carro, aqui vão umas dicas valiosas!  Fruto da mente criativa e genial do Nando e equipe do Blog Trilha da Ilha

Dicas: cuide bem do seu esgoto!

maio 10, 2010 1 comentário

O principal objetivo da implantação de um sistema de esgoto é a saúde da população. Assim sendo, a coleta e tratamento do esgoto evitam a contaminação do lençol freático, reduzem doenças e preservam o meio ambiente.

No banheiro

O vaso sanitário não é lixeira! Fios de cabelo, tocos de cigarro, absorventes, papéis, plásticos, preservativos, fraldas e outros objetos devem ser dispostos adequadamente no lixo e não no vaso sanitário. Agindo assim, evita-se entupimento e rompimento do esgoto nas ruas e quintais.

Poço de visita

Poço de visita é uma câmara visitável através de uma abertura existente na sua parte superior, ao nível do terreno, destinado a permitir a reunião de dois ou mais trechos consecutivos e a execução dos trabalhos de manutenção nos trechos a ele ligados (in: http://www.dec.ufcg.edu.br/saneamento/ES08_01.html). Não jogue garrafas, mangueiras, pedras, pneus, carcaças de animais nos poços de visita. A rede coletora de esgoto não tem capacidade pra receber nenhum tipo de lixo!

figura 1: poço de visita

Água da chuva

A água da chuva recolhida nos telhados e quintais deve ser conduzida para as sargetas, cair nas bocas de lobo e seguir para os rios. Há muitas casas com drenagem clandestina da água da chuva para o esgoto. As redes de esgoto não comportam água da chuva e o lixo, que é jogado de forma irresponsável nas ruas e que acaba sendo levado pela enxurrada. Isso causa o retorno de esgoto nas casas e transbordamento do mesmo nas ruas.

NA COZINHA

Pia – Não jogue pó de café, cascas  de frutas e de legumes, palitos, ou sobras de comida na pia. Utilize sempre o ralinho japonês para conter os resíduos sólidos e descarte-os adequadamente no lixo.

Caixa de gordura – Limpe sua caixa de gordura mensalmente. Retire a gordura acumulada, coloque em um saco plástico e jogue no lixo. Agindo assim, entupimentos, transbordamentos e mau cheiro serão evitados.

fonte: http://www.saneago.com.br/novasan/cartilha/esgoto/album/slides/001.html

São medidas muito simples, mas que são pouco observadas em nosso dia-a-dia e que geram transtornos de alto custo. É impressionante a variedade de lixo encontrada nos esgotos. Gasta-se muita energia para remover o lixo antes de o esgoto ser tratado. Até parece que as pessoas acham que o que vai no vaso sanitário, ralo, etc, evapora e some, magicamente! Se fosse assim, nossa tarifa de esgoto mensal não viria tão alta.  Think about this!

Festival de música eletrônica às margens do ribeirão João Leite em Goiânia!

Essa é para o pessoal que gosta de um boa música e respeita a natureza!

Festival de Música Eletrônica as margens do ribeirão João Leite

Água da chuva é potável e faz bem ao homem, diz estudo

Aproveitamento água da chuva

Foto: Revista Téchne

Um estudo realizado na Austrália sugere que a água da chuva recolhida em recipientes é potável e não agride a saúde dos seres humanos, segundo informações divulgadas pela agência EFE nesta quarta-feira (4). Um comunicado da Universidade de Monash, em Melbourne, pesquisou 300 casas na cidade de Adelaida cujos proprietários utilizam a chuva como principal fonte de consumo de água.

Os autores do estudo distribuíram filtros para evitar a entrada de qualquer tipo de parasita capaz de causar gastroenterite, mas metade destes dispositivos demonstraram ser inúteis neste sentido.

Durante 12 meses, os casos de gastroenterite registrados entre os habitantes dos 300 domicílios analisados foram semelhantes aos do resto da comunidade, que consumiu água tratada. A investigação identificou ainda diferença entre os habitantes das casas que contavam com um filtro funcional e o resto. (Fonte: Portal Terra)

COMO CONSTRUIR UM SISTEMA DE APROVEITAMENTO DE ÁGUA DE CHUVA

Via Blog do Instituto SOS Rios do Brasil

Site do Planet Green – Discovery Channel

planet_green

Sempre gosto de compartilhar aqui no blog algumas coisas interessantes que encontro. Não poderia ser diferente no caso do site do Planet Green. Achei muito interessante o conteúdo e a forma como os assuntos são abordados. Para quem quiser conhecer, entre no site no link Planet Green

Uma meta audaciosa

outubro 26, 2009 1 comentário

Meta 2010

A Meta 2010 é uma proposta audaciosa para a revitalização da bacia do Rio das Velhas. O objetivo é despoluir o trecho mais degradado do rio, entre os municípios de Itabirito e Jequitibá, para assim permitir a recuperação de toda a bacia hidrográfica.

A Meta 2010 significa a definição clara de uma prioridade para salvar o conjunto da bacia do Rio das Velhas. Significa não pulverizar recursos públicos e privados, convencer a todos os agentes governamentais, privados e das organizações sociais sobre sua viabilidade técnica, relevância social e racionalidade estratégica e convocar a sociedade para um objetivo com prazo definido.

Os trechos acima foram retirados do hotsite da Meta 2010. Confesso que desde que assisti ao documentário da expedição pelo rio das Velhas de 2003  fiquei fã do projeto Manuelzão. O trabalho é um exemplo. Para quem não conhece a Meta 2010, vale a pena conhecer. Para ir ao site clique na imagem acima ou no link abaixo:

http://www.manuelzao.ufmg.br/meta2010

Site oficial do projeto Manuelzão:

http://www.manuelzao.ufmg.br

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