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Arquivo para a categoria ‘Causos’

O rio Meia Ponte após Goiânia

outubro 19, 2010 3 comentários

Rio Meia Ponte no municipio de Pontalina - GO

Poucos imaginam que o esgoto que passa pela capital se  enche de vida algumas centenas de quilômetros abaixo, revelando paisagens deslumbrantes, de encher os olhos, além do mais, o rio Meia Ponte na capital não passa de um pequeno ribeirão comparado ao volume de água que ele tem mais abaixo e de sua largura também. Foi por esse motivo que utilizando-se da ferramenta Google Earth e lançando mão de algumas fotos que tirei de meu último passeio, fiz uma pequena compilação para os interessados de plantão sobre como é o rio abaixo da capital. É um texto pequeno, porém, revelador. Aproveitem!

Link para o post direto no site MeiaPonte.Org: http://www.meiaponte.org/expedicoes/2010/09/23/O+RIO+MEIA+PONTE+DEPOIS+DE+GOIANIA..html

Fruta do lobo:de vilã injustiçada à rainha do Cerrado

novembro 9, 2009 3 comentários

Lobeira

Por Everton de Paula

Para muitos ela é veneno! Dizem que esta fruta era e continua sendo responsável por matar o gado, principalmente no cerrado. Devido a esta má informação lendária, os donos de terra têm sacrificado os pés da lobeira, provocando a sua extinção num período breve, caso nada for feito em benefício de sua preservação. Chamada também de maçã do cerrado – devido ao cheiro parecido com o da maçã – conhecida também como: jurubebão, berinjela do campo, etc… Veja a explicação do fato d’ela ser uma fruta assassina: devido ao sabor “cheiroso” dela madura, o gado pula cerca, atravessa riachos, valas e quintais em busca desta fruta. Ele come até o caroço, ou melhor, a tampa, que provoca a sua morte (foto). Essa tampa aloja-se na boca de seu estômago, o fechando. Nada mais entra.O gado rumina até mufinar e acaba morrendo.

Então, a ciência de outrora, que estava longe do campo, e o povo, sem saber identificar a causa mortis, lhe atribuiu o fatídico da causa: o veneno!!! Se não fosse essa fatalidade, ela bem poderia chamar-se fruta do boi ou fruta da vaca, como o lobo emprestou seu nome a ela.

Desde criança ouvia as correições quando brincávamos de fazer dela uma bola: “olha, isso é veneno, esse ‘pozinho’ que ela solta também pode cegar”. Coitada! Injustiçada ela amargou por longos e longos anos na amargura! De fato, ela amarga um pouco quando verde, nada insuportável. Mas o amargo a que me refiro é o da injustiça. Os fazendeiros tinham e às vezes ainda têm horror a essa planta. Mal sabem eles que hoje os cientistas a declaram como uma fruta medicinal. Segundo um texto de Paulo Capobianco, essa fruta será muito promissora, neste século, principalmente nas áreas de antibióticos, anticoncepcionais e antiinflamatórios.
Os trabalhos estão sendo desenvolvidos no Laboratório de Pesquisas e Ensino em Síntese Orgânica da Universidade de Brasília,onde já descobriram fartos indícios da produção de esteróides, matéria-prima de diversos medicamentos, que a lobeira oferece.

De acordo, as explicações de divulgador desta planta ela é da família das solanáceas, assim como o tomate, o jiló, a jurubeba. Descobriu-se também, segundo ele, a presença de solasodina na lobeira, elemento básico para a produção de esteróides. Com essa descoberta, a fruta do lobo poderá ser uma grande aliada para o barateamento de muitos medicamentos. Veja, de acordo com a explicação de Capobianco: “cerca de 20 ml medicamentos à venda no Brasil são produzidos a partir de apenas 300 princípios ativos, sendo 10 esteróides que estão entre os insumos mais caros da indústria farmacêutica.

De vilã ela passou a “excelência” do cerrado: as farmácias homeopáticas vendem seu pó, amido ou polvilho em cápsulas para emagrecer, baixar o diabetes, falam até em aliviar dores estomacais, como gastrite..
Sua flor (foto) é usada chá para baixar febre, fazer xarope para fortalecer o pulmão, nos florais  é muito usada…

Agora a fruta do lobo reina nos campos do cerrado brasileiro, apesar ainda da resistência e ignorância. Os mais sábios estão começando a fazer a festa.

Minha mãe cortava os pedaços, dava ao gado, sem a tampa, é lógico! Ralava para as galinhas, misturando em farelos, as que apodreciam no chão criavam alguns bichinhos, parecidos com joaninhas, que as galinhas e alguns pássaros deliciavam. O coelho adora sua polpa. Quando passei uns tempos com os índios (veja + em CULTURA BRASILEIRA) eles comiam ela “divez” passada a madura como a gente come uma maçã, faziam refogado. Bom, depois desta convivência com a fruta do lobo, eu também tenho minhas experiências para contar. Tenho uma pequena plantação no terreno da Pousada das Cores, para uso próprio: fazemos doces (aprendi com minha mãe), inventamos bombons (veja RECEITAS) farelo para bolos, vitaminas, pães, etc…, colocamos na farinha enriquecida com casca de ovo, folhas de mandioca, chuchu, batata-doce…

Curiosidade: segundo uma lenda, quem quiser saber a inicial do seu futuro amor, é só cortar ao meio e de relance vai ver a primeira letra do pretendente. Contei esta história para uma ex-freira e ela ao fazê-lo viu o nome de seu namorado de infância, antes do seu convento. Passado alguns anos eles se casaram. Verdade!… Dizem que toda lenda tem um fundo de verdade.

Texto completo aqui

Leia e aprenda como não ensinar seu filho, sobrinho, neto…

Esse fato é verídico e presenciei no interior de um coletivo em uma de minhas idas e vindas

Uma criança está com sua mãe no interior do coletivo segurando uma embalagem vazia de um iogurte. De repente a criança joga a embalagem no chão do ônibus. A mãe um tanto quanto constrangida imediatamente trata de “corrigir” aquele incoveniente e pega a embalagem do chão. Pensei comigo mesmo, nossa que mãe civilizada, essa merece meus aplausos imaginários! Eis que quando eu menos esperava a zelosa mãe vira para o filho e diz:
- Meu filho, assim não pode, é feio sujar o ônibus, você tem que fazer assim ó…
A não mais ambientalmente correta mãe arremessa a embalagem pela janela e dá um sorriso amarelo de dever cumprido, ela senta novamente em seu assento e continua o resto da viagem certa de que seu filho aprendeu a nunca mais jogar lixo dentro do ônibus, só na rua.

Já me deparei com uma cena parecida em uma outra ocasião também, mas dessa vez foi com um coco, o indivíduo jogou o objeto sem nem mesmo saber se haviam pessoas ou carros logo abaixo. É triste, olha só o que a falta de educação ambiental provoca.

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